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A REVOLTA DO ENGANADO

Por muitos mimos ou juras de amor que se façam há coisas que acontecem e que são dolorosas.

Bruno Fernandes que o diga. Depois de ter rescindido contrato com o SCP voltou pela mão de Sousa Cintra como um rei.

A época foi algo de fantástico para ele, financeiramente e em estatuto dentro do balneário. Até no próprio Clube em geral. Acentuou-se e foi consolidado na época seguinte. Perfeito.

A jogar bem, num crescimento evidente, os sonhos começaram a fazer mais sentido e a estarem mesmo à porta.

Inglaterra à vista. Eis que entra em cena Jorge Mendes para ajudar toda a gente, a começar pelo próprio jogador, os dirigentes e até o próprio Sporting.

O foi-lhe adiado. A promessas por cumprir. Mas ficou o capitão com a braçadeira personalizada, caso inédito, e a constante promessa de mais dinheiro.

A verdade é que por muito dinheiro que o SCP possa dar-lhe ficará sempre longe do que ia ganhar se tivesse saído.

Bruno Fernandes além de excelente jogador é inteligente. Depressa percebeu que tinha sido vítima do Karma, ou seja, enganado por alguém e que ter ficado em Portugal teria consequências corrosivas muito mais do que financeiras, também seriam de danos colaterais à sua capacidade profissional e de imagem.

Rapidamente percebeu que o circo estava montado para o desvalorizar. Uma mudança de comportamento dos árbitros – queixou-se na outra jornada -, uma expulsão injusta na última jornada e a máquina (paga pelo império) a dizer em uníssono que era refilão com os árbitros e já deveria ter sido expulso mais vezes.

Ironia do destino, o descambar aconteceu no balneário do clube que o formou, aos pontapés nas portas fechadas do seu futuro.

Talvez, imagino eu, tenha-lhe passado pela cabeça um cenário como este: já estou vendido ao empresário que vendeu-me ao Clube XPTO por um valor que pode ser baixado, depois de uma campanha desastrosa, aumentado o lucro para o empresário e baixando os prémios e vencimento para o próprio jogador… num sonho adiado para o pesadelo!

Afinal o SCP precisa de o vender e ainda vai dizer que, apesar de tudo, não foi um mau negócio. Talvez o melhor de sempre da vida do SPORTING CP.

Seria caso para dizer-te BF, que, como no futebol, umas vezes ganha-se e nas outras perde-se. Não sei se me entendes? Claro que sim, foste o primeiro a perceber que tinhas sido enganado e isso revolta.

Mas, infelizmente, não foste o primeiro a ser enganado e a estar revoltado, no Sporting, há muitos a começar por jogadores e a acabar nos Sócios que foram enganados e que continuam revoltados, só não ganham o que tu e outros ganham. Pois é. É o Clube que temos!

E o despertador tocou… A luz do dia tinha chegado.

Acordo banhado em suores frios deste pesadelo, deste clima de terror e de caos, que espero, não me traga consequências psicológicas para este novo dia. Vou recuperar.

Fiquem bem!

ORDEM PARA VENDER

Está é uma das frases-chavão que temos visto desde que o mercado de transferências abriu.

“Ordem para vender”

Mas, infelizmente, há outras frases que fazem um ramalhete mais completo e eficaz a juntar a esta frase, cito outras:

“Para baixar as despesas”

“Poupança servirá para reforçar”

“Venda servirá para reforçar”

O que assistimos diariamente é a uma orquestrada comunicação global que desvaloriza os activos do Sporting e está sempre a valorizar os do rival.

A reboque, propositadamente ou não, também vemos uma debandada de cedências de jogadores, uns por empréstimo e outros em definitivo, quase a custo zero numa gestão, no mínimo, questionável.

O Sporting, ainda com a janela de transferências aberta, precisa de reforças-se para atacar o título, precisa de mudar o estilo de contratações – entradas directas para a titularidade – para lutar pela entrada na Liga dos Campeões por causa do dinheiro que ganhará.

Confesso-me preocupado! Não entendo como qualquer Adepto não o esteja neste momento. É que externamente já somos uma ilha com mar alto e prestes a desaparecer se continuarmos a fingir que está tudo bem.

Internamente, ao que parece, não será melhor! Uma comunicação ausente e que é débil quando aparece não tranquiliza qualquer Adepto atento!

Nada está perdido para esta época – excepto a Supertaça – mas é preciso agir, ser célere e assertivo nas decisões. Impor respeito. Cortar de raiz com as novelas diárias sobre o Sporting em vez de tanto silêncio.

E não esperar que os desaires do Porto possa ocupar todas as atenções aliviando as nossas costas.

O Sporting está quase a deixar de ser, na prática, um dos três grandes, não porque tenha substituto, mas porque só há espaço para dois grandes! Porque não é campeão na última década (não que alongar mais) e os grandes são campeões com maior regularidade!

Não temos a comunicação social do nosso lado, não temos influência na FPF ou em qualquer outro Órgão ligado ao desporto em Portugal, etc.

E como isso não bastasse, somos um Clube gravemente fracionado sem mudanças internas à vista ou a médio prazo.

Ordem para vender chegará, mais tarde ou mais cedo, a outras partes e bens do Clube.

E depois, como é usual, culpemos tudo e todos por isso.

Esquecemos que cada um de nós – Sócios e Adeptos – teve a sua contribuição no tempo, por más opções, por más decisões ou até por ignorar toda a realidade. Mas não foi por falta de alertas, de gritos de revolta ou de todas as mensagens espalhadas pelas vias possíveis.

E quando chegar a ordem para vender de nada adiantará ter razão!

Saudações Leoninas

CRÓNICA DO IR LÁ DAR UMAS LAMPARINAS

Nos dias que antecederam o Natal, saiu a decisão do processo e-toupeira, de não levar a julgamento a SAD do rival de Lisboa.

Afinal, parece ter tudo saído da cabeça de Paulo Gonçalves. Toda a sua ação, segundo a decisão da Juíza foi decisão dele. Só não ficamos a saber se haveria algum tipo de autoria moral, de alguém, que, talvez, tivesse incentivado esse tipo de comportamento. A pergunta parece ter ficado respondida, pelo menos para a Juíza, Paulo Gonçalves agiu sozinho. No fundo um Lee Harvey Oswald dos tempos modernos.

Mas pergunto, será que Paulo Gonçalves não viu, mesmo, algum tipo de “incentivo” na instituição que servia de comportamentos menos éticos e menos cívicos? Pelo que saiu a público pelo ex-candidato – Bruno Costa Carvalho – à presidência do nosso rival de Lisboa, parece que sim, havia certos incentivos que vinham de cima.  Vamos ler o que este escreveu.

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Pelos vistos o CEO da SAD incentivava comportamentos pouco éticos e perguntava ao “funcionário” Paulo Gonçalves, como foi classificado pela Juíza, e perguntava também a João Gabriel, que deve ser outro “funcionário”, se “podem ir lá dar umas lamparinas”. Imagino que “lamparinas” sejam os prémios atribuídos aos seus Sócios e adeptos. Pelo nome deve ser.

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Portanto ficámos a saber, por Bruno Costa Carvalho, que os dados pessoais dos seus sócios “passeiam” pelos e-mails do CEO e de “funcionários”. Também no nosso clube andaram os nossos dados a passear, não por mail – que se saiba – mas por pen. Aliás, as diversas queixas crime que foram feitas já estão a ser investigadas, pois o DCIAP já chamou Sócios do Sporting para prestarem declarações acerca desse tema.

Com estas evidências, trazidas a público por um destacado Sócio do rival, pareceram-me muito suaves as declarações oficiais da Direção do nosso Sporting.

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“A Sporting SAD tomou conhecimento da Decisão Instrutória hoje proferida no processo denominado como e-toupeira.

A decisão anunciada, na medida em que partirá do princípio que os arguidos agora pronunciados atuavam por sua conta e risco, é, pelo menos aparentemente, incompreensível.

A Sporting SAD analisará os fundamentos da decisão, reservando o direito de recorrer do teor da mesma, sempre com o objetivo de repor a verdade desportiva.”

 

Sim de facto foi “incompreensível” a decisão mas também é incompreensível a brandura da reação da nossa Direção, ou talvez não, pois com as práticas do rival, nunca se sabe, se não há algum “funcionário”, que por sua conta e risco faça “alguma coisa” e por isso é que esta é a crónica do ir lá dar umas lamparinas.

Um Abraço de Leão.

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981

 

CRÓNICA DA CHACOTA

Em mais uma “entrevista” que Frederico Varandas deu a um jornal perdeu mais uma hipótese de praticar o que prega. Falar de #união obriga-o a ter outro tipo de cuidado com o que diz.

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Falar é fácil, agora percorrer o caminho, esse parece ser-lhe difícil. Este tipo de “bocas” são perfeitamente dispensáveis, e soam a estranho.

Não se percebe o intuito, está há 100 dias no cargo, até ver as coisas estão a correr relativamente bem e mesmo assim não consegue “aguentar-se” numa “entrevista” controlada?

Será que a pressão do cargo está a ser pesada demais, para alguém que nunca se sentou a uma secretária e teve de decidir sobre assuntos muito diferentes de receitar um exame auxiliar de diagnóstico, ou prescrever um tratamento ou medicamento? Se sim, o que acontecerá quando as coisas “apertarem”?

A sensação que Frederico Varandas dá é de “peixe fora de água”, parece estar fora do seu habitat natural. A sua postura corporal não engana, por vezes, dá a sensação de tudo isto ser um frete, um tremendo aborrecimento.

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Mas depois para parecer que domina a situação tenta dar uma de erudito em ditados populares. Já se tinha dado mal com o “cabeça, pernas e membros… troncos” e agora voltou a dar-se mal com “a alma é o segredo do negócio”, diria mesmo que “meteu os pés pelas mãos”.

Para quem decretou o fim da chacota – já tinha decretado o fim do circo – as redes sociais encheram-se da mesma.

A “cereja no topo de bolo” ou como poderia ser dito por Frederico Varandas “o bolo no topo da cereja” foi que houve um desvario em termos de comunicação aos Sócios, primeiro com um mail em que os Leões que faziam anos foram “presenteados” com a efeméride do terrível acidente do Cherbakov, e em segundo recebi um mail com a agenda do… fim de semana passado.

Da chacota passou-se para a tragédia, para logo de seguida voltar-se à primeira. E não, não foi, ou é, o Sporting que é motivo, depois de lerem estas linhas fica óbvio quem é o motivo e porque é que esta é a crónica da chacota.

Um abraço de Leão

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981

CRÓNICA SOBRE O ENCANTADOR DE SÓCIOS

Confesso-me admirador dos dotes oratórios e da forma como Rogério Alves explana as suas ideias. Comecei por conhecê-lo na sua anterior passagem por Presidente da Mesa da Assembleia do Sporting, e mais o conheci e admirador fiquei, aquando da sua passagem por um canal de TV por cabo onde às segundas-feiras durante duas horas a vitória era segura.

Grandes goleadas dava Rogério Alves ao rival, para meu, e penso poder dizer no plural, nosso deleite. Mas se gostava de ver Rogério Alves a encostar nas cordas o representante do nosso rival, não posso dizer que gostei da sua entrada em ação na AG de 30 de novembro passado.

Rogério Alves pode ter toda a razão jurídica, não a vou discutir aqui, para não ter posto à votação a dispensa, ou não dispensa, da leitura da ata da AG, mas como pessoa inteligente que é, sabia muito bem que o simples facto de não colocar à votação a leitura da ata, como é hábito em todos os inícios de Assembleias Gerais, iria levantar dúvidas e desconfianças.

No seu próprio diagnóstico, dito por ele, para quem o quis ouvir, enquanto se procedia à contagem de votos e ele circulava por entre os sócios em amena e amistosa conversa, o grande problema do Sporting é a “desconfiança”. Segundo ele todos nós desconfiamos de “tudo e de todos”.

Dou total razão a Rogério Alves, há muita desconfiança entre nós, mas quando lhe perguntei: “Porque será?”, o Presidente da Mesa não soube responder. No entanto, eu respondo, são situações, como a não votação da dispensa, ou não, da leitura da ata, que sustentam essa desconfiança.

Tanto mais quando Rogério Alves anuncia em plena Assembleia Geral que é sua intenção fazer uma profunda alteração aos estatutos do Sporting, nomeadamente para permitir uma maior participação ativa dos Sócios na vida do Clube.

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Aliás na edição do Jornal do Sporting num artigo por si assinado, diz:

“Gostaríamos de promover, ao longo do mandato, uma reforma dos estatutos, visando permitir uma participação mais ampla e regular de todas as associadas e associados do Sporting na vida do clube. Um processo de reforma dos estatutos gerará momentos preciosos de reflexão acerca do nosso futuro comum. Apresentaremos um primeiro conjunto de linhas mestras, que, a nosso ver, deverão balizar as alterações a propor, no primeiro trimestre de 2019. Contaremos com a participação de todos na edificação deste projeto a bem do Sporting” Alves, Rogério in Jornal do Sporting 29/11/2018

Parece, pois, contraditório com a prática assumida na Assembleia Geral, mas espero que tenha sido apenas um percalço e o caminho seja o que escreveu e disse. Principalmente espero que a proposta da reformulação dos estatutos não vá no sentido da autonomização da SAD e à não possibilidade de interferência do Clube na sociedade que gere o futebol.

É bom relembrar, que há bem poucos meses, na apresentação da candidatura de Frederico Varandas, Rogério Alves deixava bem expresso o seu desejo

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Teremos assim de estar atentos ao conteúdo da proposta de alteração de estatutos, pois com os seus dotes oratórios, facilmente seremos levados pela eloquência e pelas imagens que Rogério Alves nos desperta na mente, por isso esta foi a Crónica do Encantador de Sócios.

Um abraço de Leão.

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981

PS – os créditos deste título vão para a minha amiga Paula Correia a quem ouvi esta expressão durante a Assembleia Geral.

CRÓNICA DO NUNCA OUVISTO

“Esta não é uma vitória financeira, é a vitória da união, do compromisso, dos verdadeiros Sportinguistas… desde segunda-feira… tivemos vários… vários sócios a dirigirem-se ao Apoio ao Sócio para terem… terem… dar, doar 100 euros por terem ouvisto o apelo desta direção.”  Varandas, Frederico 23/11/2018

Frederico Varandas encheu o peito de ar. Após dias em que a corda esteve à volta do seu pescoço, respirou fundo e fez mais umas declarações que vão contra o espírito que tanto professa. Diz ele que é da União com o #unir, mas logo distingue os “verdadeiros Sportinguistas” dos “outros”.

E distingue do quê, pergunto eu? O que há para lá dos “verdadeiros Sportinguistas”? Os Sportinguistas? Os “falsos Sportinguistas”? Já não é a primeira vez que Frederico Varandas lança a suspeita, não nomeando a quem se refere, ou a que grupo se refere.

Uma coisa acertou, esta não foi uma vitória financeira. Mas já lá vou.

As dificuldades com que se foi expressando durante a conferência de imprensa não deixam dúvidas que estávamos em presença do atual presidente do Sporting. No entanto, se lhe colocassem uma casca de ovo na cabeça, ao ouvir e ver as suas declarações, após a conclusão da subscrição do Empréstimo Obrigacionista, pensaria estar em presença do Calimero, senão vejamos:

  • Queixou-se de falta de apoio dos bancos na venda;
  • Queixou-se que não teve direito a um empréstimo intercalar como “outros tiveram”;
  • Queixou-se de ter herdado a situação;
  • Queixou-se que só teve 1 mês e meio para lançar o empréstimo obrigacionista;
  • Queixou-se da imprensa que estava a dizer que ele estava a usar os bancos como bode expiatório da falta de sucesso da operação;
  • Queixou-se das notícias acerca do Sporting;
  • Queixou-se de detenções;
  • Queixou-se de processos;
  • Queixou-se de boicotes;
  • Queixou-se de calúnias de falência da SAD;
  • Queixou-se que resolveu o que “outros” não resolveram;

Só faltou mesmo queixar-se que em maio deste ano, o diretor clínico do Sporting, demitiu-se ainda com a época a decorrer, deixando as equipas sem médico, para se lançar numa corrida presidencial, quando havia um presidente em exercício e equipas em competição.

De facto, se esta subscrição tivesse sido um sucesso, como atabalhoadamente tentou fazer passar, não teria estado tanto tempo a queixar-se. Teria, isso sim, celebrado. Mas de facto não há muito a celebrar e as caras durante a dita conferência de imprensa denunciam isso mesmo. (ver imagem principal)

Este foi o primeiro Empréstimo Obrigacionista em que a procura dos títulos ficou abaixo da oferta. A procura foi de 25,9M€ o que correspondeu a 86% da oferta (30M). O total de investidores foi de cerca de 4.100.

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Compare-se com os anteriores Empréstimos Obrigacionistas que constam da imagem. Compare-se, principalmente com o anterior, também de 30M€, que teve uma procura que superou a oferta em 257%.

Em 2015 o Sporting não tinha o nível de proveitos que tem atualmente, Portugal saía de uma crise profunda, e mesmo assim os investidores acreditavam no projeto de Clube de forma cabal. Em 2018 com a economia a crescer, como já não crescia há muitos anos, e com um nível de proveitos superior, os investidores demonstraram falta de confiança no projeto e na sua liderança ficando a procura abaixo da oferta, e por isso é que esta é a crónica do nunca ouvisto.

Um abraço de Leão

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981

 

CRÓNICA DE UMA OBRIGAÇÃO

Hoje será o último dia para subscrever as obrigações Sporting SAD 2018-2021. Nunca se falou tanto de um Empréstimo Obrigacionista, parecendo até que é coisa rara e que só o Sporting é que recorre a este instrumento de financiamento “pois está à rasca”, “sem dinheiro” e vai daí tem que fazer estas “coisas esquisitas”.

Nada de mais falacioso. De facto, o Sporting é o Clube que menos recorre a este instrumento de financiamento, como se pode ver pela imagem que retirei deste post d’O Artista do Dia. Embora seja de abril de 2018, dá uma ideia da diferença entre os 3 grandes. Em junho e julho deste ano, quer o rival de Lisboa, quer do rival do Porto, fizeram novas emissões não tendo baixado a exposição a este instrumento.

Evolução dos empréstimos obrigacionistas

E o que é afinal um Empréstimo Obrigacionista, para que serve e porquê recorrer-se a esta fonte de financiamento?

Basicamente uma Entidade, que pode ser uma empresa ou por exemplo o Estado, emite dívida, e alguém individualmente, ou uma instituição financeira ou não financeira – pode ser um fundo de pensões, ou uma empresa que tenha excesso de dinheiro em caixa e queira aplicar esse dinheiro – compra essa dívida. Em troca dessa compra a entidade emissora pagará um juro periodicamente – anual ou semestralmente – e no fim do prazo devolve o capital.

Tipicamente recorre-se a este instrumento para baixar o custo de financiamento, ou seja, o juro que se paga a quem empresta terá que ser menor do que o que se pagaria a um banco, isto caso o banco estivesse disposto a emprestar esse dinheiro. Por outro lado, o investidor compra esta dívida pois é remunerado acima do que um depósito a prazo lhe paga e por isso sente-se atraído para comprar as obrigações.

É pelo juro prometido que a relação da oferta e da procura se dá. Se o juro for considerado atrativo, para o nível de risco, da empresa emitente, por certo haverá muita procura, acima da oferta. Pelo contrário se o juro não for considerado atrativo, dado o risco, a procura situar-se-á abaixo da oferta.

O conceito de risco é muito importante em tudo o que é o mundo financeiro. Portugal tem mais risco que a Alemanha, por isso o estado português paga mais juro que o estado alemão nas suas obrigações do tesouro. Quando o risco é demasiado elevado, então não aparece ninguém para comprar ou aparecem poucos investidores, pois não há juro suficientemente atrativo para tanto risco. No mundo da finança não há cá lugar a sentimentalismos, é o vil metal que conta, e a credibilidade.

Ora, o que tem acontecido nos últimos meses no Sporting? Dias e dias seguidos, mês após mês, de ditos Sportinguistas, a juntarem a sua voz a adeptos e interesses adversários, atacando profundamente a gestão dos últimos 5 anos, arrastando a credibilidade do clube para a lama.

peristecmtv

Numa tentativa desesperada para limpar a imagem que tantos sujaram, temos assistido a diversas entrevistas de Francisco Salgado Zenha e de Miguel Cal, para assegurarem que o “drama e horror” afinal não passam de boatos. Felizmente está a dar resultado e os investidores estão a reagir, tendo ontem sido ultrapassada a barreira mínima e portanto garantida a emissão, mas infeliz e dificilmente, pela primeira vez um empréstimo obrigacionista ficará por subscrever na sua totalidade.

Esta calma e confiança transmitida por Francisco Salgado Zenha não é nada que já não suspeitássemos, pois, todos os números dos exercícios anteriores foram melhorando como podemos ver neste post d’O Artista do Dia, do qual retirei a imagem.

Contas - receitas operacionais

Na ânsia de criticar tudo o que está relacionado com a anterior direção, os tais ditos Sportinguistas que dia após dia, pululam pelos canais de TV, estão na realidade a queimar a credibilidade do Sporting, logo a aumentar o risco percebido pelos investidores, e a “lixar” o Sporting. Mas para esses ditos Sportinguistas, o que interessa é o seu desejo de vingança ser preenchido. Eles querem lá saber do Sporting.

Perante este cenário Frederico Varandas teve que fazer um apelo à moda da “operação coração”, sendo obrigado a deixar a postura institucional, para fazer o apelo emocional aos Sportinguistas para investirem nem que fossem 100 euros. Lá está o “beneficiado de ontem”, com esta fogueira de vaidades e falta de proteção do bom nome do Clube, é o “prejudicado de hoje” e Frederico Varandas vendo a falta de adesão dos investidores às Obrigações, teve que fazer “telefonemas” aos sócios.

Não há quem pare para pensar no que é o bem do Sporting, nem mesmo Frederico Varandas pensou, pois deixou durante tanto tempo os canais de TV queimarem a imagem da anterior direção sem nada dizer, não percebendo que no processo, o Sporting, Clube do qual é o atual presidente, também se lixa. Em último recurso, e já com a corda no pescoço, teve que fazer um apelo, contra o seu estilo, e é por isso que esta é a crónica de uma obrigação.

Nuno Sousa – Sócio 9.575 desde agosto de 1981

CRÓNICA DO ENCONTRO ENTRE DOCTOR VIEIRA E MISTER VARANDAS

“Se o senhor Varandas vem com o mesmo propósito, não deverá lá ficar muito tempo. Se ele se preocupar só com o Sporting, pode ter algum sucesso. Se olhar para o vizinho do lado, não. Porque o vizinho do lado já vai com um andamento que ele nunca mais vai lá chegar.” Vieira, Luís Filipe TVI 30/10/2018

Ía acontecer mais cedo ou mais tarde, assim que os resultados da sua agremiação fossem piores que melhores, seria uma questão de tempo até o ainda “Dono Disto Tudo” apontar baterias ao seu alvo preferido, o Sporting Clube de Portugal.

Fica bem visível neste “aviso” que o presidente dessa agremiação fez, que ele sabe, e sabe muito bem, como se faz para tirar um presidente do Sporting desse cargo, pois se um qualquer presidente do Sporting “olhar para o vizinho do lado”, então “não deverá estar lá muito tempo”, pois o dito “vizinho do lado já vai com um andamento que ele nunca mais vai lá chegar”

Isto diz muito de nós Sportinguistas, diz que nunca nos soubemos defender dos fatores externos, como são exemplo estes vizinhos indesejados que temos, e há até uns ditos Sportinguistas que acham piada, dão credibilidade a estas tiradas dos adversários e até apoiam, caso o presidente do Sporting não seja aquele em que tenham votado, ou porque simplesmente acham que têm fair-play ou “são diferentes”.

Quantas vozes Sportinguistas sempre prontas a “falarem” se levantaram a defender o Sporting e o seu presidente deste aviso do “Dono Disto Tudo”?

“Sobre o doutor Vieira, fiquei sensibilizado com a preocupação da longevidade do meu mandato, pode contar com o Sporting a lutar pela verdade desportiva, valorização do futebol português, implacável na luta contra a corrupção. Se me perguntam o que acho do caso e-Toupeira, tenho a dizer que é uma vergonha. Se me perguntarem 20 vezes, direi 20 vezes que é uma vergonha” Varandas, Frederico 3/11/2018

Frederico Varandas esteve bem a responder à pergunta feita pelo Expresso acerca do processo E-Toupeira e esteve ainda melhor na contrarresposta a Luís Filipe Vieira… perdão, na resposta ao doutor Vieira.

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Mas, não podemos esquecer que os atacados de “hoje” são os beneficiários de “ontem”, pois quando o mesmo doutor Vieira disse que “ía fazer uma ou duas loucuras atacando jogadores do Sporting, pois não se esquecia dos ataques feitos por Bruno de Carvalho”, ninguém dito Sportinguista, notável e com voz se indignou. Pelo contrário o que vimos foram disparatados pedidos públicos ao amigo Vieira para nada fazer. Vimos também, após as ditas afirmações, alguns atos de subserviência inaceitáveis, que incluíram passeatas pela tribuna da Luz.

“Foi uma decisão de tal maneira precipitada que o Sporting anda à procura de soluções. Aquilo que fez, fê-lo sem ter uma solução credível, rápida e que pudesse, de facto, ser aglutinadora. Por isso, acho que foi algo que não se justificava de maneira nenhuma” Dinis, Carlos vice-presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol 2/11/2018

Também da Associação Nacional de Treinadores veio um ataque. Desta, e da sua atividade, confesso que só tinha ouvido falar quando Marco Silva foi despedido. Agora com o despedimento de José Peseiro deram um novo sinal de vida. Mas, haverá ato de gestão mais “normal” de uma equipa de futebol que despedir um treinador de futebol? Não é uma questão de se concordar ou não com a decisão, é uma questão de legitimidade de um presidente, qualquer que ele seja, em despedir um treinador. É que um presidente tem essa legitimidade… exceto o presidente de um clube, o Sporting, no entender destes da Associação de Treinadores.

“Enquanto presidente do Sporting faço o que achar melhor para o Sporting, o resto não interessa” Varandas, Frederico 3/11/2018

Também aqui, esteve bem Frederico Varandas na contrarresposta dada, sem sequer nomear o nome destes. Vamos estar atentos ao que têm a dizer com os despedimentos que aí vêm, e ao que vão dizer os senhores da dita Associação. Sabem o que vão dizer? Isso mesmo, nada!

Vai chegar o dia em que o Sindicato dos Jogadores vai criticar Frederico Varandas, seguir-se-á o Sindicato de Jornalistas, e por aí fora, pois os “beneficiários de ontem” serão os “atacados de amanhã”. Bruno de Carvalho foi atacado, “amanhã” será assim com Frederico Varandas, no meio disto tudo um denominador comum: “quem se lixa sempre é o Sporting”.

Em conclusão, parece que Frederico Varandas “sentiu-se picado” pelo tratamento que lhe foi dado por Carlos Dinis e principalmente por Luís Filipe Vieira, e de uma só cajadada matou dois coelhos. Correu-lhe bem este primeiro confronto, e por isso chamei a esta crónica, a crónica do encontro entre Doctor Vieira e Mister Varandas

Um abraço de Leão

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981

CRÓNICA AUTO EXPLICATIVA

“E se de repente um desconhecido lhe oferecer flores, isso é Impulse”

Quem não se lembra deste spot publicitário dos anos 80? Talvez os leitores mais novos, mas eu que cresci nos anos 80 e lembro-me bem.

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Uma mensagem para ser “passada” para o público tem que ser repetida um sem número de vezes, para que os consumidores se recordem da marca, do produto ou do serviço publicitado, para que no momento da compra haja aquele fator de confiança, de familiaridade, que torna a decisão mais fácil para o comprador e favorável a quem comunicou.

No fundo, sempre que tomámos uma decisão de compra estamos a fazer uma escolha, escolhemos a marca A em vez da B, como se de uma eleição se tratasse.

Algumas marcas, em algum momento, tiveram a “sorte” de fazer um spot que fica na memória, como é o caso da que referi logo de início, seja porque destaca-se de todos os demais devido à imagem forte e marcante, seja pelo jingle, seja pela “assinatura”.

Na minha memória ficará, também, a última da assembleia geral da Sporting SAD realizada no dia 26 de outubro. Neste caso, não a recordarei pela mensagem, ou pela imagem passada ter transmitido força, mas sim pelo jingle que foi repetido várias vezes.

Devem neste momento estar a pensar: “mas que raio está o Nuno a dizer? Houve quem cantasse um jingle durante a AG?” Não, ninguém cantou um jingle, mas lá que parecia um refrão repetido vezes sem conta, parecia.

Foram 6 os pontos colocados à votação dos Acionistas, e sempre que era dada voz ao proponente, sendo que neste caso estamos a falar de Frederico Varandas, este repetia o refrão “a proposta é auto explicativa”.

Ora, para quem queria “vender” o seu produto, obtendo o voto favorável dos Acionistas presentes, pareceu-me muito pouco conteúdo, para matéria tão importante.

Se Frederico Varandas estivesse numa prateleira de uma loja, com aquela forma de vender a sua ideia, de certeza que seria na prateleira que continuaria. As empresas publicitam os seus produtos porque nada é “auto explicativo”. Frederico Varandas devia de transmitir as suas ideias, as razões das suas escolhas e não referir-se a estas, como sendo “auto explicativas”, chutando para canto as explicações e as perguntas dos Acionistas.

Algumas empresas quando estavam “lá em cima”, no topo do mundo, tiveram este tipo de atitude, algumas gigantes como a Nokia ou a Kodak pensaram que as suas propostas eram “auto explicativas” e que não precisavam de responder às necessidades dos seus clientes.

Em minha opinião as perguntas de Sócios ou de Acionistas, ou as próprias propostas da Direção, devem ser explicadas exaustivamente, pois cada Sócio ou Acionista merece todo o respeito, mas parece que para Frederico Varandas não. Eu pelo menos tentei explicar porque é que dei o nome de “crónica auto explicativa”.

Um abraço de Leão

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981

CRÓNICA SOBRE VARANDAS PRISIONEIRO

Comecei a pensar nesta crónica, estava eu em Milão, onde passei 3 dias em trabalho. Na sua principal Praça lá estava ele, o Leão, majestoso, poderoso, símbolo de força, junto da estátua de Vittorio Emanuele II, “o pai da Pátria Italiana”.leone-vittorio-emanuele-ii-monument-in

Itália tem excelente comida, excelentes carros, grandes clubes de futebol, mas também teve o “Calcio Caos”, o processo de corrupção que arrastou a Juventus para a Série B, iniciando o campeonato com -9 pontos na classificação, multa pecuniária, e perda dos títulos de 2004-05 – não atribuído a outro clube – e 2005-06 – atribuído ao Inter.

Em Portugal, o futebol passa por um processo, ou melhor vários processos, onde há suspeitas de corrupção e outros crimes, por parte de um clube. Fala-se de muita coisa, já há arguidos em alguns dos processos, mas os supostos corruptores ativos, dirigentes da agremiação rival, estão em liberdade, não estando, portanto, em prisão preventiva.

Mesmo havendo suspeitas e sendo arguidos, essa agremiação continua a sentir-se com direito a atacar tudo e todos – está no seu direito logo que dentro da lei – mantendo assim, os seus adeptos, convencidos que a direção está a defender o melhor possível o seu clube, mesmo que o “gato esteja escondido com o rabo de fora”.

Já no nosso Sporting temos uma direção que, chegada de fresco, continua calada no silêncio, sem dar uma prova de vida, parecendo que está no cárcere.

Varandas, não dá uma prova de vida em relação ao prometido durante a campanha eleitoral que “o campeonato de 2015/16 é nosso. Eu vi com os meus olhos muita coisa que não vai poder continuar”. Será que se referia a coisas como as que temos vindo a saber pelo caso “E-mails”? Mas então porque não fala? Está prisioneiro de alguma coisa que se passou entretanto?

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Frederico Varandas, vê o seu treinador – sim, seu treinador, pois Varandas apoiou a decisão da contratação de Peseiro – mas dizia eu, que vê o seu treinador a ser atacado por Sousa Cintra e não vem defender o seu “grupo de trabalho”? Mas porque não defende o seu “grupo de trabalho”? Está prisioneiro de alguma coisa?

Varandas, que disse que os jogadores não tinham razão no pedido de rescisão por justa causa, que com ele todos voltariam e que iria defender os interesses do Sporting, anda agora, segundo os jornais, a “pedir ajuda a Jorge Mendes”. Mas Jorge Mendes é advogado especialista em rescisões? Esse não era o Juan de Dios Crespo? Está Varandas prisioneiro de alguma coisa?

Varandas nada diz acerca do rumo para o Sporting, nada diz aos Sócios, tem uma comunicação transmitida por canais oficiosos, pouco transparente, gerida de uma forma benfiquizada como já escrevera aqui na semana passada. Está prisioneiro de alguma coisa?

Adaptando ao atual Sporting o que dizia o co-fundador da Apple, Steve Wozniak – na imagem com Steve Jobs – acerca dos produtos que “inventava”: Varandas, ninguém vai amar este clube se tu não o amas.

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Varandas, como tu não o amas, quem o ama, vai, mais cedo do que mais tarde, criar uma alternativa. Uma alternativa para que os Sportinguistas e os seus Sócios se sintam majestosos, poderosos, tal como o Leão junto da estátua de Vittorio Emanuele II,  uma alternativa em que se revejam, com liderança, com um propósito, que defenda o Sporting, que não esteja calado, que transmita aos Sócios informação clara, porque essa é a melhor forma de os respeitar.

Até lá, Varandas, não espero nada mais do que fizeste até aqui, ou seja, nada. Não sei se por inaptidão ou porque não te deixam, mas na dúvida vou pela segunda hipótese e por isso esta foi uma crónica sobre Varandas prisioneiro.

Um abraço de Leão.

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981

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