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ORDEM PARA VENDER

Está é uma das frases-chavão que temos visto desde que o mercado de transferências abriu.

“Ordem para vender”

Mas, infelizmente, há outras frases que fazem um ramalhete mais completo e eficaz a juntar a esta frase, cito outras:

“Para baixar as despesas”

“Poupança servirá para reforçar”

“Venda servirá para reforçar”

O que assistimos diariamente é a uma orquestrada comunicação global que desvaloriza os activos do Sporting e está sempre a valorizar os do rival.

A reboque, propositadamente ou não, também vemos uma debandada de cedências de jogadores, uns por empréstimo e outros em definitivo, quase a custo zero numa gestão, no mínimo, questionável.

O Sporting, ainda com a janela de transferências aberta, precisa de reforças-se para atacar o título, precisa de mudar o estilo de contratações – entradas directas para a titularidade – para lutar pela entrada na Liga dos Campeões por causa do dinheiro que ganhará.

Confesso-me preocupado! Não entendo como qualquer Adepto não o esteja neste momento. É que externamente já somos uma ilha com mar alto e prestes a desaparecer se continuarmos a fingir que está tudo bem.

Internamente, ao que parece, não será melhor! Uma comunicação ausente e que é débil quando aparece não tranquiliza qualquer Adepto atento!

Nada está perdido para esta época – excepto a Supertaça – mas é preciso agir, ser célere e assertivo nas decisões. Impor respeito. Cortar de raiz com as novelas diárias sobre o Sporting em vez de tanto silêncio.

E não esperar que os desaires do Porto possa ocupar todas as atenções aliviando as nossas costas.

O Sporting está quase a deixar de ser, na prática, um dos três grandes, não porque tenha substituto, mas porque só há espaço para dois grandes! Porque não é campeão na última década (não que alongar mais) e os grandes são campeões com maior regularidade!

Não temos a comunicação social do nosso lado, não temos influência na FPF ou em qualquer outro Órgão ligado ao desporto em Portugal, etc.

E como isso não bastasse, somos um Clube gravemente fracionado sem mudanças internas à vista ou a médio prazo.

Ordem para vender chegará, mais tarde ou mais cedo, a outras partes e bens do Clube.

E depois, como é usual, culpemos tudo e todos por isso.

Esquecemos que cada um de nós – Sócios e Adeptos – teve a sua contribuição no tempo, por más opções, por más decisões ou até por ignorar toda a realidade. Mas não foi por falta de alertas, de gritos de revolta ou de todas as mensagens espalhadas pelas vias possíveis.

E quando chegar a ordem para vender de nada adiantará ter razão!

Saudações Leoninas

CRÓNICA DO NUNCA OUVISTO

“Esta não é uma vitória financeira, é a vitória da união, do compromisso, dos verdadeiros Sportinguistas… desde segunda-feira… tivemos vários… vários sócios a dirigirem-se ao Apoio ao Sócio para terem… terem… dar, doar 100 euros por terem ouvisto o apelo desta direção.”  Varandas, Frederico 23/11/2018

Frederico Varandas encheu o peito de ar. Após dias em que a corda esteve à volta do seu pescoço, respirou fundo e fez mais umas declarações que vão contra o espírito que tanto professa. Diz ele que é da União com o #unir, mas logo distingue os “verdadeiros Sportinguistas” dos “outros”.

E distingue do quê, pergunto eu? O que há para lá dos “verdadeiros Sportinguistas”? Os Sportinguistas? Os “falsos Sportinguistas”? Já não é a primeira vez que Frederico Varandas lança a suspeita, não nomeando a quem se refere, ou a que grupo se refere.

Uma coisa acertou, esta não foi uma vitória financeira. Mas já lá vou.

As dificuldades com que se foi expressando durante a conferência de imprensa não deixam dúvidas que estávamos em presença do atual presidente do Sporting. No entanto, se lhe colocassem uma casca de ovo na cabeça, ao ouvir e ver as suas declarações, após a conclusão da subscrição do Empréstimo Obrigacionista, pensaria estar em presença do Calimero, senão vejamos:

  • Queixou-se de falta de apoio dos bancos na venda;
  • Queixou-se que não teve direito a um empréstimo intercalar como “outros tiveram”;
  • Queixou-se de ter herdado a situação;
  • Queixou-se que só teve 1 mês e meio para lançar o empréstimo obrigacionista;
  • Queixou-se da imprensa que estava a dizer que ele estava a usar os bancos como bode expiatório da falta de sucesso da operação;
  • Queixou-se das notícias acerca do Sporting;
  • Queixou-se de detenções;
  • Queixou-se de processos;
  • Queixou-se de boicotes;
  • Queixou-se de calúnias de falência da SAD;
  • Queixou-se que resolveu o que “outros” não resolveram;

Só faltou mesmo queixar-se que em maio deste ano, o diretor clínico do Sporting, demitiu-se ainda com a época a decorrer, deixando as equipas sem médico, para se lançar numa corrida presidencial, quando havia um presidente em exercício e equipas em competição.

De facto, se esta subscrição tivesse sido um sucesso, como atabalhoadamente tentou fazer passar, não teria estado tanto tempo a queixar-se. Teria, isso sim, celebrado. Mas de facto não há muito a celebrar e as caras durante a dita conferência de imprensa denunciam isso mesmo. (ver imagem principal)

Este foi o primeiro Empréstimo Obrigacionista em que a procura dos títulos ficou abaixo da oferta. A procura foi de 25,9M€ o que correspondeu a 86% da oferta (30M). O total de investidores foi de cerca de 4.100.

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Compare-se com os anteriores Empréstimos Obrigacionistas que constam da imagem. Compare-se, principalmente com o anterior, também de 30M€, que teve uma procura que superou a oferta em 257%.

Em 2015 o Sporting não tinha o nível de proveitos que tem atualmente, Portugal saía de uma crise profunda, e mesmo assim os investidores acreditavam no projeto de Clube de forma cabal. Em 2018 com a economia a crescer, como já não crescia há muitos anos, e com um nível de proveitos superior, os investidores demonstraram falta de confiança no projeto e na sua liderança ficando a procura abaixo da oferta, e por isso é que esta é a crónica do nunca ouvisto.

Um abraço de Leão

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981

 

CRÓNICA AUTO EXPLICATIVA

“E se de repente um desconhecido lhe oferecer flores, isso é Impulse”

Quem não se lembra deste spot publicitário dos anos 80? Talvez os leitores mais novos, mas eu que cresci nos anos 80 e lembro-me bem.

impulse

Uma mensagem para ser “passada” para o público tem que ser repetida um sem número de vezes, para que os consumidores se recordem da marca, do produto ou do serviço publicitado, para que no momento da compra haja aquele fator de confiança, de familiaridade, que torna a decisão mais fácil para o comprador e favorável a quem comunicou.

No fundo, sempre que tomámos uma decisão de compra estamos a fazer uma escolha, escolhemos a marca A em vez da B, como se de uma eleição se tratasse.

Algumas marcas, em algum momento, tiveram a “sorte” de fazer um spot que fica na memória, como é o caso da que referi logo de início, seja porque destaca-se de todos os demais devido à imagem forte e marcante, seja pelo jingle, seja pela “assinatura”.

Na minha memória ficará, também, a última da assembleia geral da Sporting SAD realizada no dia 26 de outubro. Neste caso, não a recordarei pela mensagem, ou pela imagem passada ter transmitido força, mas sim pelo jingle que foi repetido várias vezes.

Devem neste momento estar a pensar: “mas que raio está o Nuno a dizer? Houve quem cantasse um jingle durante a AG?” Não, ninguém cantou um jingle, mas lá que parecia um refrão repetido vezes sem conta, parecia.

Foram 6 os pontos colocados à votação dos Acionistas, e sempre que era dada voz ao proponente, sendo que neste caso estamos a falar de Frederico Varandas, este repetia o refrão “a proposta é auto explicativa”.

Ora, para quem queria “vender” o seu produto, obtendo o voto favorável dos Acionistas presentes, pareceu-me muito pouco conteúdo, para matéria tão importante.

Se Frederico Varandas estivesse numa prateleira de uma loja, com aquela forma de vender a sua ideia, de certeza que seria na prateleira que continuaria. As empresas publicitam os seus produtos porque nada é “auto explicativo”. Frederico Varandas devia de transmitir as suas ideias, as razões das suas escolhas e não referir-se a estas, como sendo “auto explicativas”, chutando para canto as explicações e as perguntas dos Acionistas.

Algumas empresas quando estavam “lá em cima”, no topo do mundo, tiveram este tipo de atitude, algumas gigantes como a Nokia ou a Kodak pensaram que as suas propostas eram “auto explicativas” e que não precisavam de responder às necessidades dos seus clientes.

Em minha opinião as perguntas de Sócios ou de Acionistas, ou as próprias propostas da Direção, devem ser explicadas exaustivamente, pois cada Sócio ou Acionista merece todo o respeito, mas parece que para Frederico Varandas não. Eu pelo menos tentei explicar porque é que dei o nome de “crónica auto explicativa”.

Um abraço de Leão

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981

O MUNDO SPORTING DE HOJE

Eis o momento actual do Sporting Clube de Portugal demonstrado por este exemplo de hoje [05-09-2018]:

O membro da Comissão de Fiscalização (CF) – não eleita -, António Paulo Santos, fez hoje declarações sobre o Clube, amplamente difundidas pela Comunicação Social.

A notícia iniciou-se assim:

A Comissão de Fiscalização do Sporting promoveu um encontro com jornalistas para dar conta de vários assuntos do dia-a-dia do Clube de Alvalade.

Destaca-se a situação financeira: «Não é um bicho papão, mas exige um exercício de gestão rigoroso, aliado ao sucesso desportivo. Será um desafio para a nova Direcção.»

Com especial destaque para: «o Grupo Sporting tem défice de tesouraria de 120 milhões». Veja aqui: Declarações de António Paulo Santos

De tarde surge um Comunicado da Comissão de Fiscalização a demarca-se da posição que o seu membro tomou esta manhã. Veja aqui: Comunicado da Comissão de Fiscalização

Henrique Monteiro, João Duque, António Paulo Santos, Luís Pinto de Sousa e Rita Garcia Pereira. Foram os nomes escolhidos pela Mesa da Assembleia Geral do Sporting para a Comissão de Fiscalização do Clube.

Depois a própria SAD também fez um Comunicado contra aquele membro da Comissão de Fiscalização, que pode consultar aqui: Comunicado da SAD do Sporting Clube de Portugal

Estamos perante uma realidade do actual mundo do Sporting Clube de Portugal traduzido por este exemplo demonstrativo.

Um Sporting gerido por Comissões – Gestão e Fiscalização – e por uma SAD, com pessoas não eleitas, e que foram lá colocadas por um Presidente da MAG – Jaime Marta Soares – demissionário.

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PMAG do Sporting Clube de Portugal

É curioso que, numa altura em que o nosso rival, o Benfica, passa por dificuldades de ordem judicial, os Órgãos Sociais – não eleitos – do nosso Clube venham desviar o foco dessas dificuldades!

Será que por não o fazerem no facebook não são passíveis de critica?

Eis o nosso actual SPORTING CLUBE DE PORTUGAL.

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