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A REVOLTA DO ENGANADO

Por muitos mimos ou juras de amor que se façam há coisas que acontecem e que são dolorosas.

Bruno Fernandes que o diga. Depois de ter rescindido contrato com o SCP voltou pela mão de Sousa Cintra como um rei.

A época foi algo de fantástico para ele, financeiramente e em estatuto dentro do balneário. Até no próprio Clube em geral. Acentuou-se e foi consolidado na época seguinte. Perfeito.

A jogar bem, num crescimento evidente, os sonhos começaram a fazer mais sentido e a estarem mesmo à porta.

Inglaterra à vista. Eis que entra em cena Jorge Mendes para ajudar toda a gente, a começar pelo próprio jogador, os dirigentes e até o próprio Sporting.

O foi-lhe adiado. A promessas por cumprir. Mas ficou o capitão com a braçadeira personalizada, caso inédito, e a constante promessa de mais dinheiro.

A verdade é que por muito dinheiro que o SCP possa dar-lhe ficará sempre longe do que ia ganhar se tivesse saído.

Bruno Fernandes além de excelente jogador é inteligente. Depressa percebeu que tinha sido vítima do Karma, ou seja, enganado por alguém e que ter ficado em Portugal teria consequências corrosivas muito mais do que financeiras, também seriam de danos colaterais à sua capacidade profissional e de imagem.

Rapidamente percebeu que o circo estava montado para o desvalorizar. Uma mudança de comportamento dos árbitros – queixou-se na outra jornada -, uma expulsão injusta na última jornada e a máquina (paga pelo império) a dizer em uníssono que era refilão com os árbitros e já deveria ter sido expulso mais vezes.

Ironia do destino, o descambar aconteceu no balneário do clube que o formou, aos pontapés nas portas fechadas do seu futuro.

Talvez, imagino eu, tenha-lhe passado pela cabeça um cenário como este: já estou vendido ao empresário que vendeu-me ao Clube XPTO por um valor que pode ser baixado, depois de uma campanha desastrosa, aumentado o lucro para o empresário e baixando os prémios e vencimento para o próprio jogador… num sonho adiado para o pesadelo!

Afinal o SCP precisa de o vender e ainda vai dizer que, apesar de tudo, não foi um mau negócio. Talvez o melhor de sempre da vida do SPORTING CP.

Seria caso para dizer-te BF, que, como no futebol, umas vezes ganha-se e nas outras perde-se. Não sei se me entendes? Claro que sim, foste o primeiro a perceber que tinhas sido enganado e isso revolta.

Mas, infelizmente, não foste o primeiro a ser enganado e a estar revoltado, no Sporting, há muitos a começar por jogadores e a acabar nos Sócios que foram enganados e que continuam revoltados, só não ganham o que tu e outros ganham. Pois é. É o Clube que temos!

E o despertador tocou… A luz do dia tinha chegado.

Acordo banhado em suores frios deste pesadelo, deste clima de terror e de caos, que espero, não me traga consequências psicológicas para este novo dia. Vou recuperar.

Fiquem bem!

CRÓNICA DO NUNCA OUVISTO

“Esta não é uma vitória financeira, é a vitória da união, do compromisso, dos verdadeiros Sportinguistas… desde segunda-feira… tivemos vários… vários sócios a dirigirem-se ao Apoio ao Sócio para terem… terem… dar, doar 100 euros por terem ouvisto o apelo desta direção.”  Varandas, Frederico 23/11/2018

Frederico Varandas encheu o peito de ar. Após dias em que a corda esteve à volta do seu pescoço, respirou fundo e fez mais umas declarações que vão contra o espírito que tanto professa. Diz ele que é da União com o #unir, mas logo distingue os “verdadeiros Sportinguistas” dos “outros”.

E distingue do quê, pergunto eu? O que há para lá dos “verdadeiros Sportinguistas”? Os Sportinguistas? Os “falsos Sportinguistas”? Já não é a primeira vez que Frederico Varandas lança a suspeita, não nomeando a quem se refere, ou a que grupo se refere.

Uma coisa acertou, esta não foi uma vitória financeira. Mas já lá vou.

As dificuldades com que se foi expressando durante a conferência de imprensa não deixam dúvidas que estávamos em presença do atual presidente do Sporting. No entanto, se lhe colocassem uma casca de ovo na cabeça, ao ouvir e ver as suas declarações, após a conclusão da subscrição do Empréstimo Obrigacionista, pensaria estar em presença do Calimero, senão vejamos:

  • Queixou-se de falta de apoio dos bancos na venda;
  • Queixou-se que não teve direito a um empréstimo intercalar como “outros tiveram”;
  • Queixou-se de ter herdado a situação;
  • Queixou-se que só teve 1 mês e meio para lançar o empréstimo obrigacionista;
  • Queixou-se da imprensa que estava a dizer que ele estava a usar os bancos como bode expiatório da falta de sucesso da operação;
  • Queixou-se das notícias acerca do Sporting;
  • Queixou-se de detenções;
  • Queixou-se de processos;
  • Queixou-se de boicotes;
  • Queixou-se de calúnias de falência da SAD;
  • Queixou-se que resolveu o que “outros” não resolveram;

Só faltou mesmo queixar-se que em maio deste ano, o diretor clínico do Sporting, demitiu-se ainda com a época a decorrer, deixando as equipas sem médico, para se lançar numa corrida presidencial, quando havia um presidente em exercício e equipas em competição.

De facto, se esta subscrição tivesse sido um sucesso, como atabalhoadamente tentou fazer passar, não teria estado tanto tempo a queixar-se. Teria, isso sim, celebrado. Mas de facto não há muito a celebrar e as caras durante a dita conferência de imprensa denunciam isso mesmo. (ver imagem principal)

Este foi o primeiro Empréstimo Obrigacionista em que a procura dos títulos ficou abaixo da oferta. A procura foi de 25,9M€ o que correspondeu a 86% da oferta (30M). O total de investidores foi de cerca de 4.100.

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Compare-se com os anteriores Empréstimos Obrigacionistas que constam da imagem. Compare-se, principalmente com o anterior, também de 30M€, que teve uma procura que superou a oferta em 257%.

Em 2015 o Sporting não tinha o nível de proveitos que tem atualmente, Portugal saía de uma crise profunda, e mesmo assim os investidores acreditavam no projeto de Clube de forma cabal. Em 2018 com a economia a crescer, como já não crescia há muitos anos, e com um nível de proveitos superior, os investidores demonstraram falta de confiança no projeto e na sua liderança ficando a procura abaixo da oferta, e por isso é que esta é a crónica do nunca ouvisto.

Um abraço de Leão

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981

 

AVENÇADOS INDIGNADOS!

I disapprove of what you say, but I will defend to the death your right to say it

Evelyn Hall

Quem anda pelas redes sociais já se deparou, seguramente, com alguém a apelidar outrem de Avençado, numa discussão sobre qualquer assunto.

Para quem não sabe Avençados são as pessoas que recebem avenças, ou seja, que recebem uma soma de dinheiro em troca de um determinado trabalho, que pode ou não ser solicitado, sendo que o pagamento é sempre efectuado!

Ora nas redes sociais, a forma mais comum para desqualificar a opinião do outro e ainda o “maltratar” é chamar-lhe precisamente avençado! É quase uma palavra mágica! Alguém dá a sua opinião e o outro, sem grande vontade de debater, acusa peremptoriamente o primeiro de ser pago para ter aquela opinião… Como se esta fosse de tal forma absurda, que só é possível ser proferida por alguém pago para a dizer!

Uma espécie de mercenário da opinião!

Esta moda faz-me lembrar o Princípo de Godwin.

Em 1990 Mike Goodwin, um advogado americano, criou o seguinte adágio sobre debates na Internet: “À medida que uma discussão online se alonga, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou os nazis tende para 100%.” in Wikipédia

Nós portugueses, como gostamos de inovar, criámos o “avencismo“.

O “avencismo” consiste em acusar gratuitamente qualquer pessoa que tenha uma opinião, com a qual o seu interlocutor não concorde mas que não lhe apeteça debater, chamando-a de avençado e a discussão está ganha!

E nem precisa de demorar muito tempo… Ou haver grande debate… (às vezes nem há nenhum!)

Quem partilha a sua opinião pelos facebooks, twitters e outras redes sociais já foi, seguramente, apelidado de ser avençado… Aliás o “avencismo” hoje é de tal forma corriqueiro que, se fosse verdade, meio mundo estaria a pagar a avença a outro meio mundo e o problema da economia global estaria agora, não na escassez de recursos, mas sim na desvalorização dos mesmos, tal a abundância com que seria usado para pagar estas opiniões.

Este é o sinal mais forte e significativo de como o “debate” hoje está empobrecido, de como é quase impossível debatermos ideias porque na maioria dos casos existe uma enorme pobreza de argumentação ou, quando existem, baseiam-se em “soundbites” falsos (fakenews) que não permitem o contraditório!

E sem esta troca de ideias salutar, estamos a destruir a própria democracia e a ficarmos à mercê dos movimentos populistas ou totalitários, onde predominam o pensamento único e os unanimismos!

E este é o grande perigo!

Lembrem-se que em democracia ganha o que mais votos tem, o que nem sempre significa que seja o melhor! E tal como já aconteceu nos Estados Unidos e, ao que parece, pode acontecer no Brasil, os eleitores escolheram, ou poderão optar no caso do Brasil, por propostas que prometem soluções fáceis e irreais, para problemas muito complexos!

E claro que o voto é deles, mas as consequências são sofridas por todos!

E é por isso que importante que haja liberdade e vontade para discutir todos os temas para que possamos, como povo, aprender e através dessa aprendizagem, crescer!

É de facto importante lembrar-mo-nos que os outros têm direito à sua opinião, por muito estúpida que esta nos pareça. E que a minha liberdade de opinião não é limitada pela qualidade da mesma.

Eu sei que os tempos que correm andam de feição para radicalismos e para posições de força quase irredutíveis, que são muito potenciadas pela impessoalidade das redes sociais.

Se as discussões que acontecem nas redes sociais fossem cara-a-cara, a grande parte das pessoas que têm as posições mais radicais provavelmente não as teriam. E nem apelidariam os outros de serem avençados.

Aprendamos a conviver com estas diferenças para que a nossa liberdade de opinião ou dizer parvoíces (dependendo do ângulo que se olha) se mantenha por muitos e longos anos e não venham outra vez os Nazis, dizer-nos o que podemos ou não pensar!

Saudações Leoninas!

VIVE LA RÉSISTANCE!

Só e apenas isto: dizer o que se pensa. Parece que nos dias de hoje, dizer o que se pensa é contra natura, só porque sim. Só porque não se quer ir com a corrente.

Isto a propósito da derrota do meu Sporting ontem, com o Braga. O meu Clube perdeu é um facto. E perdeu porque a equipa jogou zero! Perdeu porque, na minha opinião, temos um treinador que é isso mesmo: zero. A todos os níveis. E uma equipa em sintonia com Peseiro, cujos jogadores vão para as redes sociais responder aos adeptos. Mas como é para «chorar» e pedir desculpa, está tudo bem. Perdoa-se tudo, não é verdade? (Na altura das rescisões, foi estranha a falta de palavras para com os Sócios e Adeptos. Devia ser falta de rede…)

Mas parece que agora não se pode dar a opinião sobre o treinador, a equipa, a direcção, o relvado, o penteado, o que for. Mas calma, não é qualquer pessoa. Os únicos que não podem emitir qualquer opinião são quem? Os que defendem a antiga direcção. Essa mesma presidida por aquele que era carinhosamente apelidado por «pequeno ditador». Irónico, não?

Então estamos neste ponto: qualquer pessoa conhecida por não estar de acordo com o golpe levado a cabo por Jaime Marta Soares e sus muchachos, que levou às eleições de 8 de Setembro, cada vez que emite uma opinião sobre qualquer dos assuntos referidos anteriormente é acariciada com os termos «destabilizadora», «brunista», «intriguista», etc. E estou a ser simpática nos adjectivos.

Somos acusados de não querer a União, a Paz. Agora temos de ser carneirinhos e não é glamouroso emitir opinião quando as coisas não correm bem ou, simplesmente, não estamos de acordo com algo. (Ler crónica do José Gil aqui  )

Ao que chegámos!

Tudo isto me leva, cada vez mais, a querer ser a Resistência a este Sporting! E resistência é necessária! Porque precisamos do contraditório. Porque não somos carneiros e temos opiniões. Porque todos nós sempre fomos treinadores de bancada, jogadores de «solteiros e casados», mestres no opinar sobre aquela que é uma das nossas paixões. Porque o amor a um clube não significa que se dispensa a falta de crítica.

Quem é esta gente para vir agora dizer que eu não posso afirmar que estávamos melhor servidos com outro treinador? Que os desertores nunca deveriam ter regressado? Que isto é uma fantochada das antigas?! Quem é esta gente para vir agora afirmar que eu não posso dizer «eu bem avisei?» Era o que mais faltava!

Com tudo o que está acontecer, só me lembro da Michelle Dubois da incrível série “Allo Allo“.

Tal como ela, vou dizer isto apenas uma vez e em maiúsculas para que fique bem destacado: EU NÃO QUERO QUE O MEU SPORTING PERCA!! Não fico feliz, satisfeita, com os olhos a brilhar, não!

Não há nenhuma exultação só porque já estávamos à espera, mais cedo ou mais tarde, das coisas começarem a correr mal. É o Peseiro, minha gente!! Estavam à espera de milagres?! Um treinador cuja exigência é zero? Que é só sorrisos e abraços no fim do jogo… Que tem o descaramento de dizer que «este resultado não perturba?» Só não perturba a quem não é do Sporting!!

Claro que nada está perdido. Claro que ainda estamos no início. Mas isto não é a feijões!

Estou a marimbar-me para a União. Num Clube onde a mesma nunca existiu, virem agora com lições de moral é, no mínimo, uma hipocrisia de todo o tamanho. Seja «Brunista», «Varandista» ou o que for.

 

AS FORÇAS DO APAGÃO ALIADAS AS FORÇAS DA LUZ

Os portugueses já se habituaram as polémicas. Quase já não passam sem bombas – no sentido figurado – e vivem ansiosos por saber a próxima. Precisam deste alimento para o seu pensamento, para a sua memória e para guardarem no seu sub-consciência. Assim foram educados. E agora gostam de ser manipulados!

Na verdade, quase sempre, as bombas de longa duração – permitam-me assim classificar – foram e são as verdes. Para as encarnadas, e há muitas, existem sempre umas forças ocultas que evitam que venham a público ou que, caso falhe a primeira prevenção, outras forças forcem um apagão no dia seguinte.

Obviamente que este Gabinete de Crise tem várias equipas, mas, as forças de intervenção principais são as três equipas que têm como objectivo claro de:

1.ª Evitar a saída da notícia

2.ª Fazer um apagão das notícias inconvenientes 

3.ª Plantar novas notícias

  • por norma – dos adversários para reduzir o impacto ou sobrepor, passando a outra notícia a ter a visibilidade total.

Exemplos recentes dos apagões:

A) Na semana passada a Benfica SAD ter sido constituída arguida no processo e-Toupeira e nunca mais se falou no tema.

B) LFV esteve ausente e quase nada se soube sobre si.

Um dos exemplos que apareceram e desapareceram foi este, que como podem ver a notícia através do link (abaixo) é de 31 Agosto 2018 às 16:49 – e não se encontra mais…

“O Benfica foi punido com um jogo à porta fechada pelo IPDJ (Instituto Português do Desporto e Juventude). Os encarnados foram ainda multados em 56.250 euros, sendo esta a maior coima aplicada a um clube em Portugal.” Consulte aqui: Link

Todos temos consciência de que se o “protagonista” fosse outro, Clube ou Presidente, o caso, seria bem diferente!

Mas começam a ser muitos casos e alguns conseguem permanecer aos olhos do grande público.

No Sporting CP também começámos a ter alguns exemplos desta política, identificada como de sucesso.

Vimos algumas declarações bizarras de Sousa Cintra (veja aqui um exemplo: Link) serem quase ignoradas, mas, se as mesmas fossem proferidas por Bruno de Carvalho, todos sabemos, que o tratamento seria muito diferente.

O que isto significa?

Uma das possíveis interpretações é a de que a mesma equipa que defende o rival apoia esta Comissão de Gestão. Ou seja, o Gabinete de Crise assessoria este PMAG (demissionário), esta CG, CF e os seus aliados!

A ser assim – e para já estamos no campo das probabilidades – o que poderia significar tudo isto?

Certamente que nos levaria mais atrás e até ao início do ano, passaria pela destituição do CD de BdC – study case – e, provavelmente, seria um choque para muitas pessoas.

Na verdade, e indo ao início da crónica, educaram e habituaram os portugueses as polémicas mas foram selectivos nessa educação. E por que escolheram os Sportinguistas como o foco principal? A resposta é fácil e óbvia…

E porque é que alguns Sportinguistas compactuaram com tudo isto? A resposta é fácil e óbvia…

Não pode valer tudo pelo Poder. Nem o Poder pode fazer tudo!

Tudo isto da que pensar e repensar!

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