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PORQUÊ?

É a pergunta de um milhão de dólares!

Aposto que tem a sua resposta e que existem várias respostas na cabeça de cada um…

A quem interessa trazer, ciclicamente, a pessoa e as suas histórias?

Sousa Cintra teve um passado no Clube com diversos erros graves ou com consequências pesadas para o Sporting CP, ainda assim, voltou para em 2 meses fazer uma caminhada destruidora.

Porquê?

Porque voltou? Porque é que foi o rosto escolhido para fazer o papel de salvador?

Porque é que não são revelados alguns erros estratégicos que cometeu?

Porque é que se continua a viver na mentira com constantes aparições para relembrar erros, dificuldades ou um episódio que foi criado propositadamente para dividir, a longuíssimo prazo, os Sportinguistas?

Porque é que não haverá união?

A quem interessa tudo isto? Que não muda nem com títulos europeus?

E nos tantos porquês, cabe também outro, entre outros, para questionar as verdadeiras razões de uma comunicação social específica dar cobertura a este teatro cênico que fomenta mais divisão e destruição no Sporting CP, porquê?

E já agora, antes de alguns obsoletos mentais atacarem as minhas palavras, ponham a mão na consciência e perguntem duas coisas:

O que já fiz eu para defender o meu Clube?

E o porquê de atacar outros Sportinguistas?

Mas não precisam de responder, de a vossa resposta ficar na consciência está bom!

E para terminar, o último porquê:

Porque é que o Sporting CP e os seus Sócios e Adeptos não vão ter paz nos próximos anos?

Fiquem a pensar… meditem ou reflitam consoante os olhos de cada Leitor.

Boa sorte!

Saudações Leoninas

CRÓNICA SOBRE O ENCANTADOR DE SÓCIOS

Confesso-me admirador dos dotes oratórios e da forma como Rogério Alves explana as suas ideias. Comecei por conhecê-lo na sua anterior passagem por Presidente da Mesa da Assembleia do Sporting, e mais o conheci e admirador fiquei, aquando da sua passagem por um canal de TV por cabo onde às segundas-feiras durante duas horas a vitória era segura.

Grandes goleadas dava Rogério Alves ao rival, para meu, e penso poder dizer no plural, nosso deleite. Mas se gostava de ver Rogério Alves a encostar nas cordas o representante do nosso rival, não posso dizer que gostei da sua entrada em ação na AG de 30 de novembro passado.

Rogério Alves pode ter toda a razão jurídica, não a vou discutir aqui, para não ter posto à votação a dispensa, ou não dispensa, da leitura da ata da AG, mas como pessoa inteligente que é, sabia muito bem que o simples facto de não colocar à votação a leitura da ata, como é hábito em todos os inícios de Assembleias Gerais, iria levantar dúvidas e desconfianças.

No seu próprio diagnóstico, dito por ele, para quem o quis ouvir, enquanto se procedia à contagem de votos e ele circulava por entre os sócios em amena e amistosa conversa, o grande problema do Sporting é a “desconfiança”. Segundo ele todos nós desconfiamos de “tudo e de todos”.

Dou total razão a Rogério Alves, há muita desconfiança entre nós, mas quando lhe perguntei: “Porque será?”, o Presidente da Mesa não soube responder. No entanto, eu respondo, são situações, como a não votação da dispensa, ou não, da leitura da ata, que sustentam essa desconfiança.

Tanto mais quando Rogério Alves anuncia em plena Assembleia Geral que é sua intenção fazer uma profunda alteração aos estatutos do Sporting, nomeadamente para permitir uma maior participação ativa dos Sócios na vida do Clube.

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Aliás na edição do Jornal do Sporting num artigo por si assinado, diz:

“Gostaríamos de promover, ao longo do mandato, uma reforma dos estatutos, visando permitir uma participação mais ampla e regular de todas as associadas e associados do Sporting na vida do clube. Um processo de reforma dos estatutos gerará momentos preciosos de reflexão acerca do nosso futuro comum. Apresentaremos um primeiro conjunto de linhas mestras, que, a nosso ver, deverão balizar as alterações a propor, no primeiro trimestre de 2019. Contaremos com a participação de todos na edificação deste projeto a bem do Sporting” Alves, Rogério in Jornal do Sporting 29/11/2018

Parece, pois, contraditório com a prática assumida na Assembleia Geral, mas espero que tenha sido apenas um percalço e o caminho seja o que escreveu e disse. Principalmente espero que a proposta da reformulação dos estatutos não vá no sentido da autonomização da SAD e à não possibilidade de interferência do Clube na sociedade que gere o futebol.

É bom relembrar, que há bem poucos meses, na apresentação da candidatura de Frederico Varandas, Rogério Alves deixava bem expresso o seu desejo

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Teremos assim de estar atentos ao conteúdo da proposta de alteração de estatutos, pois com os seus dotes oratórios, facilmente seremos levados pela eloquência e pelas imagens que Rogério Alves nos desperta na mente, por isso esta foi a Crónica do Encantador de Sócios.

Um abraço de Leão.

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981

PS – os créditos deste título vão para a minha amiga Paula Correia a quem ouvi esta expressão durante a Assembleia Geral.

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