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JUSTIÇA GENTIL QUE TE PARTISTE

Há momentos em que o silêncio torna-se impossível para deixar a indignação expandir-se!

Infelizmente, ao longo dos últimos anos, essa indignação tem sido uma luta constante ao ponto de uma ruptura generalizada, ou seja, dentro e fora do SCP, que na ânsia de combate contra os podres (ou poderes) instalados no futebol português e no desporto em geral se virou o feitiço contra o feiticeiro. E nem preciso de alongar-me mais porque toda a gente terá uma conscientização dos dias que vivemos.

Ontem ficamos a saber, alegadamente por falhas de investigação criminal (talvez da PJ – parece ironia – e Pinto da Costa reagiu) que a Benfica-SAD não vai a julgamento no caso “e-toupeira”.

Lembrei-me da queda daquele ditado de antigamente que tanto culpava o que ia ao quintal roubar a fruta como o que ficava de vigia. Já não se aplica. Isto é, provavelmente houve crime porque alguém o cometeu (ainda falta o julgamento), como houve lesado ou lesados, mas, ao que parece, não há beneficiado. Talvez seja isto!

E é desta indignação, mais uma, que Bruno de Carvalho reaparece e algumas televisões e comunicação social agradecem porque precisam do homem para as grandes audiências e vendas.

“Justiça gentil que te partiste” a citação com referência a Luís de Camões – o poeta maior da literatura portuguesa (a par com Fernando Pessoa) – que só tinha um olho, é aqui citado e recuperado, numa alusão, também, à Justiça cega, que, parece-me óbvio, o próprio BdC já sofreu na pele e basta recordar aquele domingo que o levou a uma estadia desnecessária e corrosiva como detido.

Criados os ódios de estimação ao Homem BdC, dados os passos políticos e de marketing para a imagem pouco abonatória e o consequente afastamento de tudo e de todos numa tortura lenta e dolorosa para o próprio, eis que a pessoa ainda respira, está atenta e não se inibe de pensar e expressar a sua indignação – através das redes sociais, que, curiosamente e como um Karma, corresponde à maioria dos Sportinguistas – usando muitas vezes a ironia e, neste caso, a Cultura através da Poesia. Soberbo! Sou suspeito, eu sei, porque adoro Poesia.

Solta-se a expressão “Não há bela sem senão”.

BdC será usado para tirar protagonismo ao caso – que os políticos ainda não comentaram – e muitos Sportinguistas ainda carregados de um ódio ingerido nos últimos meses vão reaparecer para o criticar, mas mesmas televisões, imprensa ou redes sociais…

Entretanto o passivo do SCP aumenta, criando saudades (para alguns) dos tempos de lucro e incómodo (para outros) desta comparação.

E o Benfica escapa-se, mais uma vez, à Justiça (agora denominada de gentil).

A grande verdade é que, mais uma vez, BdC acertou na muche! Assim, «acertar na muche» significa: «acertar no centro do alvo e obter a pontuação máxima numa prova de tiro.»

Desta vez na pele de “sniper”.

E por isso, o facto de ser tão incómodo, de não ser indiferente a ninguém.

Ou também esteja a criar (invejável mas conscientemente para si) a decisão de ser definitivamente calado!

É que o Homem não perdoa…

Portanto, Justiça gentil que te partiste, há muito tempo e que continuará, mais ou menos gentil, partida, dividida e muitas vezes ausente.

Reforçam-se os ódios contra o Homem (fáceis de prever), fazem-se operações de estética para um enquadramento não tão negativo da imagem do Benfica e em boa hora solta-se a notícia do julgamento do caso Alcochete a 18 de novembro (só faltam mais de 2 meses) num dia 11 de setembro memorável para o mundo pelas piores razões: terrorismo.

E amanhã recomeça o campeonato nacional, sábado o clube do povo joga em casa, para no domingo vermos a estreia de Leonel. Há Pontes para tudo, malabarismos e criatividade como é tradição portuguesa.

Não podia terminar sem a minha querida Poesia para citar Sophia de Mello Breyner Andresen:

“Aqui nesta praia onde

Não há nenhum vestígio de impureza,

Aqui onde há somente

Ondas tombando ininterruptamente,

Puro espaço e lúcida unidade,

Aqui o tempo apaixonadamente

Encontra a própria liberdade.”

Fiquem bem!

Saudações Leoninas

CRÓNICA DO IR LÁ DAR UMAS LAMPARINAS

Nos dias que antecederam o Natal, saiu a decisão do processo e-toupeira, de não levar a julgamento a SAD do rival de Lisboa.

Afinal, parece ter tudo saído da cabeça de Paulo Gonçalves. Toda a sua ação, segundo a decisão da Juíza foi decisão dele. Só não ficamos a saber se haveria algum tipo de autoria moral, de alguém, que, talvez, tivesse incentivado esse tipo de comportamento. A pergunta parece ter ficado respondida, pelo menos para a Juíza, Paulo Gonçalves agiu sozinho. No fundo um Lee Harvey Oswald dos tempos modernos.

Mas pergunto, será que Paulo Gonçalves não viu, mesmo, algum tipo de “incentivo” na instituição que servia de comportamentos menos éticos e menos cívicos? Pelo que saiu a público pelo ex-candidato – Bruno Costa Carvalho – à presidência do nosso rival de Lisboa, parece que sim, havia certos incentivos que vinham de cima.  Vamos ler o que este escreveu.

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Pelos vistos o CEO da SAD incentivava comportamentos pouco éticos e perguntava ao “funcionário” Paulo Gonçalves, como foi classificado pela Juíza, e perguntava também a João Gabriel, que deve ser outro “funcionário”, se “podem ir lá dar umas lamparinas”. Imagino que “lamparinas” sejam os prémios atribuídos aos seus Sócios e adeptos. Pelo nome deve ser.

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Portanto ficámos a saber, por Bruno Costa Carvalho, que os dados pessoais dos seus sócios “passeiam” pelos e-mails do CEO e de “funcionários”. Também no nosso clube andaram os nossos dados a passear, não por mail – que se saiba – mas por pen. Aliás, as diversas queixas crime que foram feitas já estão a ser investigadas, pois o DCIAP já chamou Sócios do Sporting para prestarem declarações acerca desse tema.

Com estas evidências, trazidas a público por um destacado Sócio do rival, pareceram-me muito suaves as declarações oficiais da Direção do nosso Sporting.

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“A Sporting SAD tomou conhecimento da Decisão Instrutória hoje proferida no processo denominado como e-toupeira.

A decisão anunciada, na medida em que partirá do princípio que os arguidos agora pronunciados atuavam por sua conta e risco, é, pelo menos aparentemente, incompreensível.

A Sporting SAD analisará os fundamentos da decisão, reservando o direito de recorrer do teor da mesma, sempre com o objetivo de repor a verdade desportiva.”

 

Sim de facto foi “incompreensível” a decisão mas também é incompreensível a brandura da reação da nossa Direção, ou talvez não, pois com as práticas do rival, nunca se sabe, se não há algum “funcionário”, que por sua conta e risco faça “alguma coisa” e por isso é que esta é a crónica do ir lá dar umas lamparinas.

Um Abraço de Leão.

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981

 

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