Autor: Nuno Sousa

CRÓNICA AUTO EXPLICATIVA

“E se de repente um desconhecido lhe oferecer flores, isso é Impulse”

Quem não se lembra deste spot publicitário dos anos 80? Talvez os leitores mais novos, mas eu que cresci nos anos 80 e lembro-me bem.

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Uma mensagem para ser “passada” para o público tem que ser repetida um sem número de vezes, para que os consumidores se recordem da marca, do produto ou do serviço publicitado, para que no momento da compra haja aquele fator de confiança, de familiaridade, que torna a decisão mais fácil para o comprador e favorável a quem comunicou.

No fundo, sempre que tomámos uma decisão de compra estamos a fazer uma escolha, escolhemos a marca A em vez da B, como se de uma eleição se tratasse.

Algumas marcas, em algum momento, tiveram a “sorte” de fazer um spot que fica na memória, como é o caso da que referi logo de início, seja porque destaca-se de todos os demais devido à imagem forte e marcante, seja pelo jingle, seja pela “assinatura”.

Na minha memória ficará, também, a última da assembleia geral da Sporting SAD realizada no dia 26 de outubro. Neste caso, não a recordarei pela mensagem, ou pela imagem passada ter transmitido força, mas sim pelo jingle que foi repetido várias vezes.

Devem neste momento estar a pensar: “mas que raio está o Nuno a dizer? Houve quem cantasse um jingle durante a AG?” Não, ninguém cantou um jingle, mas lá que parecia um refrão repetido vezes sem conta, parecia.

Foram 6 os pontos colocados à votação dos Acionistas, e sempre que era dada voz ao proponente, sendo que neste caso estamos a falar de Frederico Varandas, este repetia o refrão “a proposta é auto explicativa”.

Ora, para quem queria “vender” o seu produto, obtendo o voto favorável dos Acionistas presentes, pareceu-me muito pouco conteúdo, para matéria tão importante.

Se Frederico Varandas estivesse numa prateleira de uma loja, com aquela forma de vender a sua ideia, de certeza que seria na prateleira que continuaria. As empresas publicitam os seus produtos porque nada é “auto explicativo”. Frederico Varandas devia de transmitir as suas ideias, as razões das suas escolhas e não referir-se a estas, como sendo “auto explicativas”, chutando para canto as explicações e as perguntas dos Acionistas.

Algumas empresas quando estavam “lá em cima”, no topo do mundo, tiveram este tipo de atitude, algumas gigantes como a Nokia ou a Kodak pensaram que as suas propostas eram “auto explicativas” e que não precisavam de responder às necessidades dos seus clientes.

Em minha opinião as perguntas de Sócios ou de Acionistas, ou as próprias propostas da Direção, devem ser explicadas exaustivamente, pois cada Sócio ou Acionista merece todo o respeito, mas parece que para Frederico Varandas não. Eu pelo menos tentei explicar porque é que dei o nome de “crónica auto explicativa”.

Um abraço de Leão

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981

CRÓNICA SOBRE VARANDAS PRISIONEIRO

Comecei a pensar nesta crónica, estava eu em Milão, onde passei 3 dias em trabalho. Na sua principal Praça lá estava ele, o Leão, majestoso, poderoso, símbolo de força, junto da estátua de Vittorio Emanuele II, “o pai da Pátria Italiana”.leone-vittorio-emanuele-ii-monument-in

Itália tem excelente comida, excelentes carros, grandes clubes de futebol, mas também teve o “Calcio Caos”, o processo de corrupção que arrastou a Juventus para a Série B, iniciando o campeonato com -9 pontos na classificação, multa pecuniária, e perda dos títulos de 2004-05 – não atribuído a outro clube – e 2005-06 – atribuído ao Inter.

Em Portugal, o futebol passa por um processo, ou melhor vários processos, onde há suspeitas de corrupção e outros crimes, por parte de um clube. Fala-se de muita coisa, já há arguidos em alguns dos processos, mas os supostos corruptores ativos, dirigentes da agremiação rival, estão em liberdade, não estando, portanto, em prisão preventiva.

Mesmo havendo suspeitas e sendo arguidos, essa agremiação continua a sentir-se com direito a atacar tudo e todos – está no seu direito logo que dentro da lei – mantendo assim, os seus adeptos, convencidos que a direção está a defender o melhor possível o seu clube, mesmo que o “gato esteja escondido com o rabo de fora”.

Já no nosso Sporting temos uma direção que, chegada de fresco, continua calada no silêncio, sem dar uma prova de vida, parecendo que está no cárcere.

Varandas, não dá uma prova de vida em relação ao prometido durante a campanha eleitoral que “o campeonato de 2015/16 é nosso. Eu vi com os meus olhos muita coisa que não vai poder continuar”. Será que se referia a coisas como as que temos vindo a saber pelo caso “E-mails”? Mas então porque não fala? Está prisioneiro de alguma coisa que se passou entretanto?

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Frederico Varandas, vê o seu treinador – sim, seu treinador, pois Varandas apoiou a decisão da contratação de Peseiro – mas dizia eu, que vê o seu treinador a ser atacado por Sousa Cintra e não vem defender o seu “grupo de trabalho”? Mas porque não defende o seu “grupo de trabalho”? Está prisioneiro de alguma coisa?

Varandas, que disse que os jogadores não tinham razão no pedido de rescisão por justa causa, que com ele todos voltariam e que iria defender os interesses do Sporting, anda agora, segundo os jornais, a “pedir ajuda a Jorge Mendes”. Mas Jorge Mendes é advogado especialista em rescisões? Esse não era o Juan de Dios Crespo? Está Varandas prisioneiro de alguma coisa?

Varandas nada diz acerca do rumo para o Sporting, nada diz aos Sócios, tem uma comunicação transmitida por canais oficiosos, pouco transparente, gerida de uma forma benfiquizada como já escrevera aqui na semana passada. Está prisioneiro de alguma coisa?

Adaptando ao atual Sporting o que dizia o co-fundador da Apple, Steve Wozniak – na imagem com Steve Jobs – acerca dos produtos que “inventava”: Varandas, ninguém vai amar este clube se tu não o amas.

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Varandas, como tu não o amas, quem o ama, vai, mais cedo do que mais tarde, criar uma alternativa. Uma alternativa para que os Sportinguistas e os seus Sócios se sintam majestosos, poderosos, tal como o Leão junto da estátua de Vittorio Emanuele II,  uma alternativa em que se revejam, com liderança, com um propósito, que defenda o Sporting, que não esteja calado, que transmita aos Sócios informação clara, porque essa é a melhor forma de os respeitar.

Até lá, Varandas, não espero nada mais do que fizeste até aqui, ou seja, nada. Não sei se por inaptidão ou porque não te deixam, mas na dúvida vou pela segunda hipótese e por isso esta foi uma crónica sobre Varandas prisioneiro.

Um abraço de Leão.

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981

CRÓNICA DO PROCESSO DE BENFIQUIZAÇÃO EM CURSO

“O que garanto é que defenderei o Sporting. E isso significa, muitas vezes, estar calado” Varandas, Frederico – 13-10-2018

A política sempre tentou colar-se ao desporto e em particular ao futebol, mas a verdade é que era um fenómeno mais de autarcas de pequenas localidades, que tentavam tirar dividendos políticos nas suas terras. Isto foi assim até ao dia em que nas legislativas de 2002 um presidente de um clube – Manuel Vilarinho –  apelou ao voto num partido (PSD), enquanto presidente desse clube e não enquanto cidadão, com a liberdade de opinião que todos temos. Não tardou a vir o “pagamento” do apoio a esse partido, fosse para a construção do estádio, fosse aceitando ações da SAD, que não estava cotada, como dação em pagamento de dívidas fiscais que a atirariam para os escalões secundários.

Não demorou muito até que o presidente seguinte desse mesmo clube – Luís Filipe Vieira – fosse buscar João Gabriel para diretor de comunicação. João Gabriel que vinha também da política, onde foi assessor de Jorge Sampaio. A João Gabriel sucedeu Luís Bernardo, que vinha também da política, onde foi assessor de José Sócrates, e por lá se mantém.

Algumas táticas que estávamos habituados a ver só na política, como as campanhas negativas contra os adversários, o “deixar” as notícias saírem por um órgão de comunicação social escolhido e privilegiado (TVI, Abola) começaram a ser cada vez mais evidentes no desporto.

Mas também é verdade que, ao mesmo tempo que os diretores de comunicação foram ganhando protagonismo, foram retirando da “linha da frente” o presidente Luís Filipe Vieira, até pela falta de competências comunicacionais que esse presidente apresenta.

Curiosamente, ou talvez não, atualmente no Sporting está-se a dar uma benfiquização, pois para além de a comunicação estar a ser dirigida por uma renomada empresa de comunicação, a LPM, habituada a diversas campanhas políticas, também temos um presidente com fracas competências comunicacionais.

A chamada “pescadinha de rabo na boca” vai acontecer, ou seja, quanto mais protegem Frederico Varandas da exposição pública, menos treinado para enfrentar os jornalistas e os Sportinguistas estará, e como não treina, mais os seus assessores de comunicação se sentirão tentados a “protege-lo”.

No entanto, há situações em que Frederico Varandas tem mesmo de falar, faz parte do seu trabalho. Mas, veja-se o quão infelizes foram as suas declarações à saída de uma reunião da Liga. Declarações essas de alguém que fala em #Unir: “Há muitas pessoas que estão habituadas ao Sporting ser um circo, um produto televisivo de chacota, mas esse tempo acabou. Será também uma tristeza para alguns, mas o empréstimo obrigacionista é uma realidade e o refinanciamento será feito em novembro, como prometido.”

Quem são as “muitas pessoas”? Quem ficará numa “tristeza” pelo empréstimo obrigacionista ser feito? Eram para José Maria Ricciardi estas palavras? Eram para os Sportinguistas em geral?

Erro básico da comunicação, palavras vagas, sem destinatário, descontextualizadas do local e do assunto que o levou ali.

Frederico Varandas falou, mas nada disse, continuando calado em relação ao ataque feito pelo rival aos blogs Mister do Café e O Artista do Dia. O New York Times fala do assunto aqui, mas o presidente do Sporting cala-se? Expliquem-me de que forma é que Frederico Varandas estando calado, está a defender os bloggers leoninos, pergunto eu?

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Assim, quando Frederico Varandas diz que “defenderei o Sporting. E isso significa, muitas vezes, estar calado”, mais não está a fazer do que esconder um seu ponto fraco, pois estando calado não defende o Sporting, nem os Sportinguistas, em nada.

Em minha opinião, Frederico Varandas ao estar calado, apenas se está a defender a si próprio da opinião pública, e principalmente dos Sportinguistas, e de estes verem o óbvio. No caso de Frederico Varandas, estar calado não é estratégia, mas sim uma necessidade, tal como no rival já viram isso há muitos anos, e é por isso que o Sporting está num processo de benfiquização em curso.

Um abraço de Leão.

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981

CRÓNICA DE APOIO A PESEIRO

Repetir ações do passado, e achar que essas ações terão resultado diferente, é no mínimo sinal de pouca inteligência.

José Peseiro quando foi treinador do Sporting em 2004-2005 conseguiu, o feito, de ter 9 derrotas e 7 empates em 34 jogos, como podem ver no quadro.

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No entanto, Sousa Cintra, achou que fazer a mesma ação, que outros tinham feito em 2004, teria diferente resultado. Por isso contratou José Peseiro. E até disse que se “alguém não gostava então paciência”, pois a decisão estava tomada e se quisessem que lhe chamassem “ditador”.

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Mas, não foi só Sousa Cintra que achou uma boa escolha. Frederico Varandas rapidamente veio “falar”, coisa que ele gostava tanto antes de ser presidente e agora nem vê-lo, dizendo para quem o quisesse escutar, que aprovava a escolha da Comissão de Gestão e que “Peseiro será o meu treinador”.

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A verdade é que agora que os resultados não são bons, já começam a dar o dito por não dito. Ainda bem, que não foi no Facebook que a pessoa que contratou o Peseiro disse: “perder 4-2 contra o último é uma vergonha”. Caso isto tivesse sido dito no Facebook, logo diriam que estava a “desvalorizar os ativos”. Assim foi uma valorização.

Mas, Peseiro é o seu pior inimigo. Frases como: “é um momento triste, mas já passou” – não, não passou e vai ficar para sempre na história que levamos 4 do Portimonense, é um grande tiro nos pés. Só alguém que não sente o que é ser adepto de um clube como o Sporting é que pode achar que passa. Já agora, não vá para as Flash Interview após uma derrota a sorrir. Não cai bem.

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Já vimos que por vontade de Sousa Cintra e da nova direção à primeira hipótese vão pô-lo a correr, para se safarem aos olhos dos Sócios e adeptos. Não nos podemos esquecer que estes dirigentes são discípulos de Godinho Lopes que, em pouco mais de 1 ano, conseguiu ter 5 treinadores, sempre numa fuga para a frente, achando que ganhava tempo junto dos Sócios.

Mas, é nestes momentos de descontrolo emocional que se vê a capacidade de liderança de um presidente. Se aguenta o treinador quando todos pedem a demissão do mesmo, e se, é ele a liderar pelo exemplo, dando a cara e não mandando os recados pelos Cintras da vida.

Uma coisa é certa se começarem a surgir rumores pelas vias oficiosas que o JJ já está preparado para regressar – isso seria o motivo para encabeçar o movimento “fica Peseiro”.

Peseiro já está no seu ritmo de derrotas, 2 em 7 jogos dá cerca de 9 ou 10 em 34 jogos, mas não o despedir tem grandes vantagens:

  • Não levarmos, sequer, com a hipótese de termos de novo o autointitulado “mestre da tática”
  • Ficar evidente que o Frederico Varandas, que se apresentou como “sabendo tudo acerca de futebol”, afinal não percebe assim tanto, ao ter aprovado um treinador como Peseiro.
  • Acabar-se de vez com o mito Peseiro, que foi por azar que não ganhamos em 2005. Vejam quantas derrotas tiveram os rivais nesse ano e digam se acham que é repetível.
  • Acabar-se com o mito que Sousa Cintra salvou o Sporting, e relembrar que foi ele que despediu Bobby Robson num avião e contratou Peseiro.

Vai ser mau, vai, mas, por todas as razões acima é que esta é uma crónica de apoio a Peseiro.

Um abraço de Leão

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981

CRÓNICA SOBRE VARANDAS E O SEU MOMENTO À LUIS FILIPE VIEIRA

“O que estavam adeptos do Sporting a fazer ao pé da Luz às três da manhã?” Vieira, Luís Filipe 22-04-2017

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Se bem se recordam, da frase acima, esta foi proferida após um adepto do clube rival ter atropelado mortalmente Marco Ficcini, atropelamento esse, que segundo a acusação, foi feito de forma culposa.

Luís Filipe Vieira, na senda do taxista do seu clube que disse “que as leis são para violar como as meninas virgens”, com aquela frase culpou Marco Ficcini de ter sido atropelado, por estar na rua às 3 da manhã, em frente ao estádio em frente ao Colombo.

Ninguém melhor que Luís Filipe sabe que aquele local não é bem frequentado, muito menos às 3h da manhã. Só mesmo a PJ, é que sabe tão bem como o Luís Filipe, o quão mal frequentado é aquele local.

Pela mesma ordem de ideias de cima, Rui Mendes, no Jamor, só foi assassinado, porque saiu de casa naquele domingo para ir com o filho ao futebol. Tivesse Rui Mendes ficado em casa, que nada daquilo lhe teria acontecido, pensará Luís Filipe Vieira para os seus botões. Pensa, mas, logo a seguir dá-lhe um ataque de amnésia e já não sabe o que pensou.

Também podemos culpar as Torres Gémeas em Nova Iorque de existirem, pois se não existissem, não teriam embatido lá os aviões. Soubesse disso George W. Bush e de certeza que teria proativamente derrubado as torres, para evitar que os aviões fossem de encontro às mesmas.

Neste momento devem estar a perguntar-se: “mas porque raio está o Nuno agora com esta conversa?”

Passo a explicar. Lembrei-me disto estava eu no Pavilhão João Rocha a ver o Sporting em Andebol, onde derrotamos o clube do qual Luís Filipe Vieira é ainda presidente, quando me chega, via whatsapp (sim o whatsapp serve para isto, mas não devia de servir para fazer convocatórias) uma mensagem com o seguinte print screen:

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Foi como se visse, imediatamente, estas linhas escritas na minha cabeça.

Eu sei, todos nós sabemos, que não foi o Frederico Varandas que escreveu o comunicado, pois ele tem o Luís Paixão Martins para lhe fazer essas coisas, assim como o Luís Filipe Vieira tem o Galamba.

Também todos achamos que, Frederico Varandas não tem capacidade para escrever um comunicado, pois se nem a anatomia básica do corpo humano, que se aprende no 1º ciclo do ensino básico, sabe dizer, sabe lá agora escrever um comunicado. Repita lá Frederico: “Cabeça, Tronco e Membros”. Vá umas 100 vezes para não se esquecer, ok?

Mas, pelo menos as guidelines, um presidente tem de saber dar, para que o seu diretor de comunicação saiba o que escrever, ou não? Frederico, se nem as guidelines souber dar peça ao seu mentor. Esse mesmo, o outro Luis. O Godinho Lopes. Esse de guidelines diz que deixou lá muitas.

Ora partindo do princípio que Frederico Varandas deu as guidelines para este comunicado, então tenho que dizer que, está lá tudo, desde chamar diferendo a uma agressão, até ser um comunicado conjunto, mas não está o essencial, que era um lamento à situação criada ao jogador, um pedido de desculpa ao jogador e ao Sporting Clube de Portugal.

Num comunicado destes, só se pedia duas coisas, 1) defender um dos nossos, 2) o agressor pedir desculpa: Mas não é nada disso que se lê. Frederico Varandas, a sua atitude expressa neste comunicado, lá na minha terra, o Porto, tem um nome: Morcão

Neste comunicado só falta mesmo é pedir desculpa ao Portimonense pelo facto do Rafael Barbosa não se ter desviado quando o presidente da SAD o agrediu, e culpar o Rafael Barbosa por ter ido para o Portimonense. Por isto, é que em minha opinião esta é uma crónica sobre Varandas e o seu momento à Luís Filipe Vieira.

Um abraço de Leão

Nuno Sousa – Sócio 9575-0 desde agosto de 1981

CRÓNICA SOBRE A INTERNACIONALIZAÇÃO DA MARCA

“Quando quer uma coisa, todo o Universo conspira para que realize o que deseja” – Paulo Coelho

 

Descansem, não se assustem com o título desta crónica, não venho para aqui dissertar acerca de Marketing ou sobre Gestão de Marca, talvez um dia possa ir a esse tema, mas não hoje. Também não se assustem com a citação, pois não vou fazer crítica literária.

Venho antes constatar, com um exemplo, em como uma boa gestão, misturada com uma boa dose de vontade e querer se consegue atingir níveis de notoriedade elevada.

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Ao ver as notícias acima, na internet, lembrei-me da célebre “desculpa” que João Gobern deu quando foi apanhado, em meados de outubro de 2016, numa foto, com todos os comentadores de programas televisivos afetos ao nosso rival, a almoçarem no restaurante do seu estádio.

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Disse então, João Gobern, que tinha estado a tratar de fazer um trabalho televisivo para a internacionalização da marca. Ora relembrem, nas linhas abaixo, mas sem se rirem.

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O João Gobern já é experiente o suficiente para ter cuidado com o que pede, pois tal como nos disse Paulo Coelho, quando se quer uma coisa, o Universo conspira para acontecer.

Tanto pensaram e desejaram a internacionalização que a conseguiram. É caso para dizer: que grande trabalho televisivo estiveram estes “guionistas” a escrever!

São páginas e páginas de jornais e em várias Línguas. Nunca pensei que o Carlos Janela, e os outros, fossem capazes de falar do Marketing Mix e sobre todo o jargão técnico que estas coisas da Gestão têm.

Estas páginas, no mínimo, ensinaram-nos a escrever “Preço” em italiano – que pelos vistos escreve-se Prostitute – e “Produto” em Inglês – que pelos vistos escreve-se Match Fixing.

Grandes consultores de gestão e marketing tem o rival, que lhes permitem estar “10 anos à frente da concorrência”, e é por isso que esta é uma crónica sobre a internacionalização da marca.

Abraço de Leão

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981

CRÓNICA SOBRE OS DIAS MAIS NEGROS

“Todas as generalizações são falsas, incluindo esta”, Mark Twain

Quantas vezes não exageramos, generalizamos, hiperbolizamos, no fundo tomamos a parte pelo todo?

Há cerca de 4 meses, foi usado e levado ao exagero, um chavão – mais um – pelos órgãos de comunicação social, acerca do que aconteceu em Alcochete.

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O que foi dito quando Ayrton Senna da Silva teve o acidente fatal? – estava a ver em direto e lembro-me como se fosse hoje, e nunca mais vi um grande prémio de F1.

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Outros lembrar-se-ao, mas a comunicação social não se lembra, do dia em que Rui Mendes foi assassinado, com um very-light, pelas claques do clube rival, em pleno Estádio Nacional na Final da Taça de Portugal – Eu estava lá, uns 20 metros acima, e sim foi um dia muito negro.

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Mas houve mais “dias mais negros” na vida do Sporting Clube de Portugal, e é bom relembrá-los, pois a comunicação social prefere “esquece-los”:

  • A queda de adeptos do varandim no Sporting-Porto da década de 90 com vários feridos e mortes.
  • A pré-falência em 2012 e 2013 com a equipa a 2 pontos da linha de água em março tendo acabado em 7º e fora das competições europeias com cerca de 20.000 adeptos nas bancadas do Estádio José Alvalade, e as modalidades a arrastarem-se pelos pavilhões, à exceção do Futsal.
  • A morte de Marco Ficcini, em 2017, às mãos de adeptos do clube rival.

Agora vou acrescentar mais uns “dias mais negros” a este rol:

  • os dias passados, desde o processo que levou à AG de dia 23 de junho,
  • os dias das Comissões nomeadas,
  • os dias com Jaime Marta Soares a fazer os números televisivos do “demiti-me, mas não entreguei”

No entanto, o principal, o “dia mais negro” destes últimos meses, foi em minha opinião, o dia do último derby. A presença de 3 sorridentes “dirigentes” do Sporting Clube de Portugal na tribuna do rival. Eram mais que os próprios dirigentes do clube visitado! Presidente do clube rival? Nem vê-lo! Presidente da MAG do rival? Nem vê-lo.

 

Foi um soco no orgulho Sportinguista, tão dificilmente recuperado nestes últimos anos. Pareceu-me mesmo um desafiar dos Sócios e Adeptos Sportinguistas, um espezinhar, um afirmar de que “nós fazemos o que queremos e vocês não têm hipótese nenhuma”.

Isto num tempo em que as evidências se vão acumulando, que muito provavelmente, o rival, tem “mexido os cordelinhos” para que não tenhamos ido nos últimos anos festejar ao Marquês de Pombal, ou à Rotunda da Boavista. Já para não falar das mortes, às mãos de adeptos rivais, sem uma palavra de condenação por parte dos dirigentes do clube rival.cintrabtv

Com essa alegada conduta de “mexer os cordelinhos” fora do terreno de jogo, além dos prejuízos financeiros provocados, terão impedido que tantas, e tantas, famílias tenham tido o prazer de festejar vitórias em Campeonatos. Tantos pais e filhos ainda não tiveram essa possibilidade. Eu ainda não festejei com o meu filho, a Sara ainda não festejou com a Mariana, o Pedro ainda não festejou com a Francisca… e quantos avós partiram sem tirar “aquela foto” com os seus netos ao colo e o cachecol de campeão, que um dia mais tarde, já crescidos farão os netos recordar com saudade aqueles que já partiram?

Mas os “nossos dirigentes” por lá andavam na tribuna – seu habitat natural – felizes, a desprezarem anos de história. Como se não bastasse ainda deram entrevistas ao canal de TV do rival, isto enquanto recebiam “salvas de prata” e é por isto que digo que esta é uma crónica sobre os dias mais negros.

Abraço de Leão

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0, desde agosto de 1981

 

 

 

 

CRÓNICA SOBRE O DISCURSO DO ESTADO DA (DES)UNIÃO

Todos os anos o Presidente dos EUA desloca-se ao Congresso e faz o “discurso do estado da União”. Aí faz uma síntese, do que, em sua opinião, se passou durante o ano, como está o país no presente, e aponta os objetivos para o futuro.

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Tipicamente, durante este discurso, apoiantes e oposição agregam-se num só, em volta da figura do Presidente, principalmente em tempos em que tenham sofrido algum ataque, dando assim a imagem da força da União ao mundo através da união das duas forças.

Isto a propósito de no Sporting termos assistido a vários “discursos do estado da União”. Esses discursos são proferidos por vários “presidentes”. Temos o “presidente” Marta Soares, o “presidente“ Torres Pereira, o “presidente” Sousa Cintra, e por último o “presidente” Varandas.

O discurso de todos, os 4, era e é errático, mas todos estavam e estão alinhados, senão vejamos. Em Junho os discursos eram assim:

  • Os jogadores têm razão para rescindirem.
  • O Sporting vai pagar milhões de indemnização aos jogadores.
  • O Sporting não tem dinheiro.
  • O Sporting deve aos fornecedores.
  • O Sporting está em falência técnica.
  • Bruno de Carvalho desvalorizou os ativos, nós vamos trabalhar com os empresários e com os jogadores.
  • Connosco os jogadores vão todos voltar.

Em Setembro os discursos já são assim:

  • Os jogadores NÃO tinham razões para rescindir, nenhum.torrespereira_jogadores
  • O Sporting tem muito dinheiro a receber de indemnizações e não vai demorar muito a receber.
  • O Sporting tem pago com o seu dinheiro.
  • O Sporting deve menos que o Benfica e que o FCPorto.
  • A casa está arrumada.
  • Alguns jogadores pensam que são craques e os empresários só atrapalham.
  • O Gelson não pensou no Sporting.

Ou seja, como podem ver discursos com “cabeça, pernas e membros”

Já que se fala de união, vamos aos constantes pedidos de “união de todos os Sportinguistas” que agora são feitos. Vamos? Vamos lá então.

Onde têm estado todos estes requerentes da “união”, desde o dia 15 de maio, dia do ataque à Academia? Onde têm estado eles? Onde esteve essa união que agora tanto apregoam? Digam-me que eu não a vi! Só vi, isso sim, usarem o ataque à Academia, como arma de arremesso a Bruno de Carvalho.

Dizem os defensores da “união”, como é o caso do Artista do Dia, neste post que agora há fake news e outros acrescentam que “não deixam o Varandas trabalhar em paz”.

A esses só posso dizer: bem-vindos ao maravilhoso mundo real. Acordaram, agora, de um coma profundo onde estiveram mergulhados nos últimos 4 meses? Isto para não dizer anos? Ou será que tal como no filme de culto Matrix, tomaram o comprimido vermelho e agora já conseguem ver a brutal verdade?

Como podem pedir agora aquilo que não deram?

É por isso, e pelo estado a que as coisas chegaram, que em minha opinião, esta é uma CRÓNICA SOBRE O DISCURSO DO ESTADO DA (DES)UNIÃO.

Um abraço de Leão.

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde Agosto de 1981

P.S. – Marta Soares saiu. Teve 30 dias para dignar-se a responder à petição para marcar uma AG, entregue por mim no dia 10 de Agosto. Essa petição era representativa de mais de 1.500 votos no total. Não respondeu, como seria de esperar, de alguém que despreza profundamente os Sócios.

CRÓNICA DE UMA “GRANDE MENTIRA”

A “Grande Mentira” é uma técnica de propaganda que se baseia em que se uma mentira for tão, mas tão grande, ninguém achará que alguém é capaz de distorcer a verdade de forma tão infame.

Propaganda é informação que não é objetiva e é usada primeiramente para influenciar uma audiência, e ainda mais uma agenda mediática, apresentado factos de uma forma seletiva e truncada para criar uma perceção, ou usando um tipo de linguagem carregada de emoção. A propaganda é utilizada por vários tipos de organizações desde Governos a Empresas e algumas vezes pelos Media, que não só a difundem como a produzem.CM

Esta introdução é feita por causa de tudo o que temos vivido. E o que temos vivido?

Está tudo filmado e escrito, de uma forma que influencia a opinião pública, passando imagens até à exaustão com as palavras emocionadas de Governantes, choros de ex-atletas, palavras inflamadas de Sócios escolhidos a dedo.

Começa-se na Madeira com uma pequena altercação no Aeroporto, filmada. Passa-se para uma notícia escrita, pela manhã, de uma suposta corrupção da qual mais nada se ouviu desde então, e nessa mesma tarde por “coincidência” o ataque à Academia, e ainda maior “coincidência” havia, lá está, uma câmera de um canal a fazer zoom para uma estrada.

De imediato foi feita a ligação de um post de Facebook escrito em abril, à situação da Academia a meio de maio. Sem mais, sem provas, julgamento imediato, com tolerância zero. Compare-se com o que agora se diz em relação ao rival: que é preciso dar a “presunção de inocência”, que é “preciso uma fatura que comprove” a causa efeito. Palavras de Governantes? Zero. Palavras inflamadas de Sócios do rival nas TVs? Zero. Choros de ex-atletas do rival nas TVs? Zero.ferromarcelo

Acabe-se com uns apoteóticos e grandiosos 71% anunciados nas TVs mesmo antes da abertura das urnas de 1 a 7 votos, e esse mesmo anúncio feito quando as urnas de 8 a 20 votos estavam ainda a meio da contagem. Ninguém me contou, estava lá e vi.

A propaganda é tão grande que muitos Sportinguistas foram e vão atrás disto, e é por isso que em minha opinião tudo não passa de uma “Grande Mentira”.

Um abraço de Leão

Nuno Sousa – sócio 9.575-0 desde 1981

PS – dia 10 de agosto foi o dia em que entreguei as assinaturas de pedido da AG. Ao dia de hoje continuo sem ser notificado por Jaime Marta Soares, que mais uma vez teve tempo para estar numa TV a dar uma entrevista, mas não teve para me responder.

CRÓNICA DE UM DESRESPEITO ANUNCIADO

O Banco de Suplentes nasceu a dia 1 de Agosto, nesse mesmo dia, sabemos hoje, foi o Sporting Clube de Portugal citado por um Juiz, Juiz esse que está a apreciar a AG de dia 23 de Junho, tendo essa citação imediatamente travado todo e qualquer efeito da AG – neste caso a destituição do CD presidido por Bruno de Carvalho – até ser tomada uma decisão em 1ª instância. Uma decisão em 1ª instância levar-nos-á lá para meados do próximo ano, diria eu.

Mas se tivesse nascido a dia 2 de Agosto, seria o dia, em que se soube, por decreto da Comissão de Fiscalização, que todos os elementos do CD estavam suspensos, exceto um. A sequência de dia 1 de Agosto e dia 2, não deverá ser mera coincidência, em minha opinião.

E poderia estar aqui a desfiar o novelo e chegaríamos facilmente ao dia de hoje, sem que um só dia ficasse por preencher. Uma luta diária, em que se tenta colocar o Sporting Clube de Portugal nos eixos da legalidade e da legitimidade democrática, num país que se quer avançado e na linha da frente da União Europeia, e não no caminho que se está atualmente a percorrer, o caminho de uma qualquer ditadura ao estilo da América do Sul dos anos 70 e 80.

Mas, hoje dia de estreia neste blog, vou deter-me no dia 10 de Agosto, uma sexta-feira, em que Afonso Pinto Coelho e eu próprio, entregámos a Jaime Marta Soares, um requerimento para um pedido de uma AG Extraordinária para se apreciarem as suspensões decretadas pelos comissários fiscalizadores. É bom relembrar que o referido decreto diz que a suspensão tem recurso para AG de Sócios. Passaram-se 19 dias, 19 longos dias. Não há resposta, nem uma só resposta, nem um “ai” nem um “ui”.

Assim que se soube do decreto da suspensão e da sua possibilidade de recurso, um conjunto alargado de Sócios, daqueles que vão a todo lado, daqueles que não vão para os camarotes nem para tribunas, daqueles que vão a estádios e a pavilhões, daqueles que não dizem que têm que se preparar para fazer uma reunião, esse conjunto de Sócios, dizia eu, mobilizou-se e começou uma recolha de assinaturas.

Foi incrível, em pouco mais de 48H estavam recolhidas assinaturas correspondentes a cerca de 1.500 votos. Em pouco mais de outras 48H estava o processo todo pronto a ser entregue. E dia 10 de Agosto estávamos no Estádio José Alvalade a entregar o requerimento e as respetivas assinaturas. O objetivo era claro, dar a voz aos Sócios e caso fosse essa a vontade dos Sócios em Assembleia, fazer-se o imediato levantamento da sanção, e assim possibilitar, sem mais, o livre acesso às Eleições a todos os candidatos que assim o desejassem, e consequentemente possibilitar a livre escolha dos Sócios em elegerem os seus representantes.

O silêncio que se faz ouvir desde então de Jaime Marta Soares, o que nos diz?

Em minha opinião, diz-me que este é um processo em que se fala de “alma máter” porque são palavras bonitas, mas na realidade desprezam essa alma do Sporting que são os Sócios, diz-me que quem fala em “estatutos e regulamentos” está a atirar areia para os olhos, pois na verdade estão a borrifar-se para os mesmos, e o que querem mesmo é andar por Tribunas de rivais que desrespeitam os nossos que faleceram às suas mãos, sem uma única palavra de condenação.

Nada que já não suspeitássemos, pois em minha opinião, vamos de atropelo em atropelo, de mentira em mentira até uma situação limite, e é por isso que esta é uma crónica de um desrespeito anunciado.

Um abraço de Leão

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde Agosto de 1981

 

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