Autor: KukaGR Page 2 of 3

NÃO HÁ COINCIDÊNCIAS?…

Ontem, durante todo o dia, andei com aquela estranha sensação que algo me está a escapar. Uma série de acontecimentos do acordar ao deitar, uma catadupa de notícias e destaques, que me quer parecer que são tudo menos inocentes. E que me levam a perguntar: porquê neste dia?

Ontem foi o dia do lançamento da biografia de Godinho Lopes. Esse mesmo que foi o presidente que pior deixou o SCP nos últimos anos, com 100 milhões de euros de prejuízo. E não vou aqui sequer falar do flop desportivo. Se os Sportinguistas tiverem memória, saberão certamente ao que me refiro.

Este senhor aparece ontem com chamada de capa de entrevistas em não um, mas dois jornais desportivos. Ele que aparece a fazer o choradinho a dizer que volta a ser sócio se os sócios assim quiserem… Porquê ontem?

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À noite, deparo-me com uma entrevista, no mínimo surreal, de José Maria Ricciardi (pode ver aqui), que em 17 minutos, deita completamente abaixo o primeiro mês de Varandas como presidente do SCP.

Entre outros «mimos», Ricciardi afirma que não reconhece competência a Varandas para estar à frente do Clube e resolver o que diz ser o «enorme problema financeiro do SCP». O que é que Varandas não fez, que devia ter feito, para irritar assim Ricciardi em tão pouco tempo?… O que me está a escapar?…

Ainda pelo meio destes dois acontecimentos, a CMTV (quem mais haveria de ser?…) lança a «bomba» de que Bruno de Carvalho é suspeito no ataque a Alcochete. Mais uma vez, uma notícia vazia, baseada em ar. Ora se há uma investigação, e se BdC era Presidente do Sporting na altura dos acontecimentos, onde está o espanto?…Bdc foi ouvido? BdC foi detido? BdC é arguido?… A resposta às três perguntas é um redondo não! As tentativas de querer à viva força implicar o ex presidente são tais, que se tornam patéticas de tão cheias «de nada».

Quer parecer-me que, como a notícia dos 700 mil euros do scouting plantada segunda-feira, não surtiu o efeito pretendido, teve de se arranjar algo mais para o assunto do dia ser o quê?… Mais uma vez o Sporting. E já agora um pequeno à parte: as contas da SAD não foram aprovadas por maioria no passado dia 8 em AG de accionistas?… Onde está a dúvida então?… E mais uma coisa: a auditoria não está ainda em curso?…Conforme noticiaram ontem, afinal só estará concluída no ano que vem. Que se passará?…Ainda não tiveram tempo de descobrir algo realmente sério? Será porque de facto não há nada para descobrir?

É impressão minha ou parece haver novamente uma acção concertada com várias entrevistas no mesmo dia? E porquê no dia de ontem? Porquê agora?

As perguntas são mais que muitas e as respostas escassas. O circo mediático continua montado à volta do meu Clube. Mas com outros protagonistas. E com que intenções? Acreditam em coincidências?…

MÚSICA PARA OS MEUS OUVIDOS

Começo esta crónica por dar os parabéns à equipa de futebol sénior do SCP. Conquistou ontem uma vitória difícil e suada, num jogo muito pouco atractivo, mas que trouxe da Ucrânia os desejados 3 pontos.

Mas não posso deixar de referir que esta equipa parece uma orquestra onde cada elemento toca no seu tom e no seu tempo. Uma má melodia mas com um final triunfal! E com um maestro que não sabe conduzir os excelentes músicos que tem à disposição.

A música é parte fundamental da vida do comum dos mortais. Sem música, tudo perde graça. Creio que todos temos uma banda sonora de vida. Ou aquela música que marca quando é ouvida. Que relembra momentos, acontecimentos gravados na memória.

A música cura. Liberta. Faz rir ou chorar. Sentir. Pode ser usada, com ou sem letra para exprimir o que vai na alma.

Depois há a «música» para os nossos ouvidos. Ou aquela situação em que sentimos que nos estão a querer «dar música». Creio que o momento que estou a viver no Sporting é um desses. Alguém me quer dar música para «acalmar» os meus ouvidos. Eu até gosto de dançar e tenho um ouvido ecléctico, mas só oiço e danço quando me agrada.

E perguntam vocês: «porque raio vem a KukaGR com esta conversa?»… Pois bem meus caros, porque a sensação que tenho é que este Novo Sporting só me está a dar música. E daquela que me recorda as semanas académicas ou os bailes da aldeia: pimba.

No caso da saída da Raquel Sampaio, a melodia está completamente fora do tom. Porquê? Porque não se entende o seu afastamento. Fiquei chocada, com a quantidade de boatos que surgiram nas redes e nos círculos mais próximos, depois da notícia da sua saída começar a circular.

Desde processos disciplinares a zangas constantes com o treinador, li de tudo. Só acho estranho, todos este problemas terem começado exactamente agora, quando a Raquel esteve 3 anos no Sporting, e depois de ter efectuado o excelente trabalho que está à vista de todos.

De referir que li primeiro no Facebook, depois no Twitter, mais tarde nos jornais e até agora… O «sistema de som» do Sporting continua em mute, sem qualquer justificação para o afastamento… Facto consumado, desejo que o Filipe Vedor tenha um bom DJ set para continuar a obra feita.

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Quando penso nos últimos, três meses, percebo que a má música já vem daí, e portanto, ter tido tanta dificuldade em «dançar» ao som do meu Clube. Desde os processos kafkianos, golpes palacianos, «Juntas de Salvação» que só ajudaram a «enterrar», tudo nestes últimos tempos me soa a música de péssima qualidade.

Reparem no caso de Sousa Cintra. O homem, cuja amizade com o presidente arguido é reconhecida pelo próprio, agora é testemunha abonatória no processo dos rivais.

Cintra já veio dizer que não aprovou a situação e que não tem nada a ver com a mesma e que desconhece o motivo pelo qual ter sido arrolado, como pode ler aqui. Ok, até posso admitir que foi arrolado e não teve escolha. Mas porque raio se lembrariam de arrolar Cintra como testemunha?  Que terá ele de abonatório para dizer em relação a este caso? Aqui a música que me querem dar, só me faz tremer, não dançar.

Continuo com a sensação que falta um bom compositor no meu Sporting. Até agora, na minha opinião, Varandas ainda não soube encontrar a afinação do clube. Nem conseguiu que tocasse a música adequada. Pelas últimas atitudes, não me parece que tenha «queda» para as grandes obras, apesar de durante a campanha se ter afirmado como o mais preparado. Só passou um mês. Estou ainda à espera dos primeiros acordes…

Tudo isto só me faz ter saudades de ouvir um bom DJ, daqueles que sabe «ler» a pista ou passar o som adequado consoante a hora do programa da rádio que estamos a ouvir. Resumindo: daqueles bons, que sabe o que faz. Alguém conhece algum?…

SÓ SEI QUE NADA SEI

A propósito da minha última crónica, a mesma foi agraciada com um comentário de um leitor atento e assíduo, que simpaticamente, entre outras coisas, me mandou «arranjar um trabalho, porque de Sporting» não percebo nada».

Sou forçada a concordar com tão informado leitor. De facto, deste Sporting, eu não sei nem entendo nada. E passo a explicar porquê.

Não entendo, como de um momento para o outro, a transparência deixou de fazer sentido, a quem, noutros tempos não tão longínquos assim, era uma exigência absoluta.

Não entendo porque não saiu a convocatória da Assembleia Geral no Jornal do Sporting, tal como obrigam os estatutos. Então não são os estatutos a espinha dorsal do clube? O incumprimento dos estatutos não dá direito a destituição?… Pelas minhas contas, seria a 20/9 que teria de constar a convocatória da AG de aprovação das contas do Clube, do exercício 2017/2018. Mas lá está, se calhar, sou mesmo eu que não percebo nada disto.

Também tive algumas dificuldades em entender a comunicação à CMVM dos movimentos de mercado da janela deste verão, com os devidos encargos. Já deu para ver que alguns negócios não têm pé nem cabeça. Para mim claro, que não sei nada disto. Não vi os novos contratos e/ou condições dos jogadores que rescindiram e depois voltaram. Não consegui vislumbrar as cláusulas dos empréstimos internacionais. Informação incompleta, que gera dúvidas. Mas se antigamente se falava demais, hoje o silêncio impera.

Impera, mas não para todos. Tema fracturante da semana: a conferência de imprensa de José Peseiro. Para alguns, foi perfeitamente normal Peseiro vir a público fazer questão de dizer que «o Nani teve um comportamento inadequado e reprovável». Para mim, não é normal que um treinador venha falar desta forma, daquele que é o capitão da equipa. Principalmente num dia em que estala a polémica sobre o assunto «Jonas/Rui Vitória» e a saga das contas pirateadas. No dia seguinte ao rival empatar um jogo.

Então voltamos a virar o foco para nós? Onde andam os defensores de que estas coisas se tratam internamente?…Não seria tão fácil ao treinador responder «Estes assuntos são do foro interno e assim serão tratados»?

Será que estou esquecida, ou ainda há bem pouco tempo, este tipo de atitudes eram severamente condenadas por meio mundo Sportinguista? Se Nani pediu desculpa, como foi referido, qual a necessidade de voltar a falar do assunto? Se foi castigado com multa (como se leu) e não foi convocado (como se viu), porquê alimentar a questão? Qual o objectivo?

Voltando aos silêncios e sim, sei que já falei sobre isto. Continuo à espera que o presidente do meu Clube venha contar tudo o que sabe sobre o campeonato 2015/2016, a fim de repor a verdade desportiva, tal como prometido em campanha. Isto não é importante saber? Não estão interessados?!

Para terminar, um silêncio incompreensível que durou mais de 24 horas: o jogador do Sporting Rafael Barbosa foi agredido pelo presidente da SAD do clube algarvio. As palavras que surgem em defesa do nosso jogador são escritas em comunicado lançado domingo, às 23h. Uma situação grave como esta merecia condenação imediata do presidente, em horário nobre.

Mais uma atitude, no meio de tantas outras que não consigo entender. Antigamente falava-se demais? Pois agora simplesmente não se abre a boca. Nada como jogar pelo seguro e seguir o velho ditado popular: mais vale manter a boca fechada.

Desta forma não entra mosca nem sai o que não deve. Creio que a estratégia, neste momento, deve passar mais pela segunda hipótese, uma vez que a oralidade não é, de facto, um ponto a favor do actual presidente.

Mas devo ser só eu a estranhar, que só sei que nada sei, deste novo Sporting.

VIVE LA RÉSISTANCE!

Só e apenas isto: dizer o que se pensa. Parece que nos dias de hoje, dizer o que se pensa é contra natura, só porque sim. Só porque não se quer ir com a corrente.

Isto a propósito da derrota do meu Sporting ontem, com o Braga. O meu Clube perdeu é um facto. E perdeu porque a equipa jogou zero! Perdeu porque, na minha opinião, temos um treinador que é isso mesmo: zero. A todos os níveis. E uma equipa em sintonia com Peseiro, cujos jogadores vão para as redes sociais responder aos adeptos. Mas como é para «chorar» e pedir desculpa, está tudo bem. Perdoa-se tudo, não é verdade? (Na altura das rescisões, foi estranha a falta de palavras para com os Sócios e Adeptos. Devia ser falta de rede…)

Mas parece que agora não se pode dar a opinião sobre o treinador, a equipa, a direcção, o relvado, o penteado, o que for. Mas calma, não é qualquer pessoa. Os únicos que não podem emitir qualquer opinião são quem? Os que defendem a antiga direcção. Essa mesma presidida por aquele que era carinhosamente apelidado por «pequeno ditador». Irónico, não?

Então estamos neste ponto: qualquer pessoa conhecida por não estar de acordo com o golpe levado a cabo por Jaime Marta Soares e sus muchachos, que levou às eleições de 8 de Setembro, cada vez que emite uma opinião sobre qualquer dos assuntos referidos anteriormente é acariciada com os termos «destabilizadora», «brunista», «intriguista», etc. E estou a ser simpática nos adjectivos.

Somos acusados de não querer a União, a Paz. Agora temos de ser carneirinhos e não é glamouroso emitir opinião quando as coisas não correm bem ou, simplesmente, não estamos de acordo com algo. (Ler crónica do José Gil aqui  )

Ao que chegámos!

Tudo isto me leva, cada vez mais, a querer ser a Resistência a este Sporting! E resistência é necessária! Porque precisamos do contraditório. Porque não somos carneiros e temos opiniões. Porque todos nós sempre fomos treinadores de bancada, jogadores de «solteiros e casados», mestres no opinar sobre aquela que é uma das nossas paixões. Porque o amor a um clube não significa que se dispensa a falta de crítica.

Quem é esta gente para vir agora dizer que eu não posso afirmar que estávamos melhor servidos com outro treinador? Que os desertores nunca deveriam ter regressado? Que isto é uma fantochada das antigas?! Quem é esta gente para vir agora afirmar que eu não posso dizer «eu bem avisei?» Era o que mais faltava!

Com tudo o que está acontecer, só me lembro da Michelle Dubois da incrível série “Allo Allo“.

Tal como ela, vou dizer isto apenas uma vez e em maiúsculas para que fique bem destacado: EU NÃO QUERO QUE O MEU SPORTING PERCA!! Não fico feliz, satisfeita, com os olhos a brilhar, não!

Não há nenhuma exultação só porque já estávamos à espera, mais cedo ou mais tarde, das coisas começarem a correr mal. É o Peseiro, minha gente!! Estavam à espera de milagres?! Um treinador cuja exigência é zero? Que é só sorrisos e abraços no fim do jogo… Que tem o descaramento de dizer que «este resultado não perturba?» Só não perturba a quem não é do Sporting!!

Claro que nada está perdido. Claro que ainda estamos no início. Mas isto não é a feijões!

Estou a marimbar-me para a União. Num Clube onde a mesma nunca existiu, virem agora com lições de moral é, no mínimo, uma hipocrisia de todo o tamanho. Seja «Brunista», «Varandista» ou o que for.

 

OH CAPTAIN MY CAPTAIN!!

«Vim para o Sporting por causa de um projecto desportivo que já não existe, que se desmoronou por culpa exclusiva do Sporting Clube de Portugal”.

Bruno Fernandes

Ver carta de rescisão aqui

Esta é uma das frases que consta na carta de rescisão de Bruno Fernandes. «Por culpa exclusiva do Sporting Clube de Portugal». Assim. Com todas as letras.

«Por culpa exclusiva do Sporting Clube de Portugal». Esta frase não me sai da cabeça, porque foi dita pelo actual capitão do Sporting Clube de Portugal.

E custa-me. Custa-me muito ver o Bruno Fernandes (BF) com a braçadeira, porque não consigo esquecer que a atitude que teve com o Clube, Sócios e Adeptos.

BF não rescindiu com o Presidente do Clube, rescindiu sim com o Sporting Clube de Portugal e com os Sportinguistas.

Mesmo sendo o jogador fantástico que é, esta é uma braçadeira «forçada». Eu senti-me atraiçoada, e desrespeitada, por um jogador que foi para o Mundial, e só depois de regressar, rescindiu o contrato com o seu clube.

Pelo caminho, esteve perto do Benfica mas acabou por renovar e ficar no Sporting. Já para não falar de se dar a braçadeira a BF quando temos Coates e Mathieu, na minha opinião, muito mais merecedores.

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Envergonha-me. Até pela imagem que dá aos atletas da formação: o atleta «desertou», voltou e é recompensado com a braçadeira.

Vai contra tudo aquilo que considero serem alguns dos valores fundamentais pelos quais, acredito, que a maioria das pessoas se rege. Quem merece ser capitão é quem não desertou. Ponto!

A braçadeira não pode ser dada a quem demonstrou tão pouco amor pelo clube!

Não pode ser para quem não respeitou os Sócios e Adeptos do clube que o receberam como um filho pródigo!

Mas a realidade é que foi!

Já os dois últimos capitães, esses sim verdadeiros filhos da casa, tiveram comportamentos nada condizentes com o seu estatuto de Capitão e de ídolos de gerações inteiras de Sportinguistas, tendo renegado completamente o seu passado no Clube, em troca de 30 moedas de prata (hoje, a moda é mais salvas…).

Envergar a braçadeira de capitão do Sporting Clube de Portugal não pode ser para qualquer um.

Apesar de não concordar com a escolha, continuo a desejar a maior sorte do mundo àquele que é na realidade o capitão. E que tenha o discernimento e a sensatez de conduzir a equipa à vitória, jogo após jogo. Porque, afinal, é o capitão do meu Sporting Clube de Portugal.

O Buda e a Peste

Hoje é o dia em que tenho de voltar ao tema daquele que eu chamo de «Quarto poder». E porquê? Porque ontem sou surpreendida com mais uma notícia fantástica pela ginástica de efabulação e criatividade levada a cabo, mais uma vez, por esse gigante da mentira que é o Correio da Manhã.

O que domina a actualidade futebolística neste momento? O caso do hacker português que, alegadamente, divulgou os e-mails do SLB. O que é preciso fazer? Desviar as atenções de tudo o que se está a passar, colocando o foco no meio e não no conteúdo. Como se concretiza o objectivo? Ligando Bruno de Carvalho ao assunto. E de que forma? Criando novas notícias (mesmo que inventadas) para fazer desaparecer as velhas. E assim temos a velha cartilha a funcionar em pleno.

Vejamos a notícia:

Portanto: BdC esteve em Budapeste em 2016. BdC foi a uma discoteca divertir-se. Rui Pinto, o alegado hacker, vivia em Budapeste. Logo, qual Ponte das Correntes, liga-se o Buda à Peste e está feito o argumento para o Correio da Manhã!

O ridículo é tal, que pelas redes sociais espalham-se piadas a um ritmo estonteante. Deixo aqui uma pequena selecção:

Tem de se ridicularizar para denunciar o ridículo. É neste tipo de notícias que grande parte das pessoas preferem acreditar?…

E ENTÃO FREDERICO?

Frederico Varandas é o 43º presidente do Sporting Clube de Portugal. Mesmo considerando que foi uma eleição ilegítima, pensada e estratégica, tenho de escrever e olhar bem para o monitor, porque ainda não consigo interiorizar. Respiro fundo…

Perdeu o candidato que era o «mal menor» para ganhar aquele que nos vai fazer regressar ao passado em 3, 2, 1…

Mais: eleito no sábado, resolve antecipar a tomada de posse para domingo, numa pressa justificada com a vontade de começar rapidamente a trabalhar. De louvar! Até fiquei a pensar que seria para comparecer à reunião prometida, logo no madrugar de segunda-feira, com o presidente da Federação.

E para quê a reunião? Então Frederico Varandas é o detentor da chave para a verdade desportiva sobre o porquê de não termos sido campeões na época 2015/16!

Anda há meses a guardar para si tudo o que sabe, num esforço épico para defender os superiores interesses do Sporting… Contaria Se fosse eleito! E este «se» é um pormaior. Meses de preparação, de compilação de dossiers, de recolha de provas!

E, se porventura, Frederico Varandas perde? Como ficava este assunto?

Pois então agora que ganhou, Frederico, diga lá como correu então a reunião e, se não for muito incómodo, diga lá porque é que não fomos campeões.

Respiro fundo, mais uma vez.

Porque é que não gosto de Frederico Varandas? Porque tem consigo muitos dos que contribuíram para delapidar o Sporting. Porque é claramente uma pessoa que não tem um discurso capaz, com clareza e articulação de ideias (simplesmente não as tem. As que tenta a tanto custo passar, não são dele). E, por uma série de outras razões sobejamente conhecidas e repetidas, às quais não vou voltar para não chover no molhado.

Vale a pena, isso sim, não desmobilizar. Não perder o sentido crítico. Não perder o interesse no SCP que amamos só porque não é a pessoa que queremos à frente do clube. Não quero com isto dizer que a ordem é criticar porque sim, a torto e a direito. Não! É estar atento, é estar vigilante. É não deixar que o passado assalte o SCP e o faça regredir 20 anos. É estar preparada para intervir e ter voz. E isso só se consegue de uma forma: continuando a pagar quotas. Não deixar de ser Sócia!

O tempo é de atenção máxima.

O tempo é de esperar pela Justiça.

O tempo é de observar as peças no tabuleiro e estudar cada jogada ao pormenor.

E o tempo é o de acordar de uma vez por todas e ter os olhos bem abertos em relação aos destinos do Clube. O tempo é o de provar aos Sobrinhos desta vida que quem manda no Sporting são os Sócios.

 

 

MANHÃ SUBMERSA…

A manhã de nevoeiro. Por manhã entende-se o princípio de qualquer coisa nova — época, fase, ou coisa semelhante. Por nevoeiro entende-se que o Desejado virá “encoberto”; que, chegando, ou chegado, se não perceberá que chegou.

Fernando Pessoa

A manhã para mim acorda enublada! Hoje é dia de eleições no Sporting Clube de Portugal e, para mim, que me chamam de «Brunista», «Brunete», etc. é um dia triste, cinzento e indefinido. Porquê? Porque simplesmente impediram o meu candidato de ir a votos.

Estamos em democracia?… Não, não estamos. Se de facto Bruno de Carvalho foi tão mau e errou tanto como dizem, qual o medo de o deixar ir a votos? É esta uma atitude inteligente ou cobarde? Só pode ser cobarde. Porque se a realidade é como a pintam, então estariam à espera que BdC fosse afastado de vez com uma votação ridícula. E acabavam de vez com o fantasma. Fará sentido?…

Ou é o fantasma dos 40 a 46% de «nenhuns», «branco» ou «nulos das sondagens que os fez impedir a todo o custo que BdC fosse candidato? Nunca saberemos.

Não percebo. Ou se calhar percebo bem demais. Hoje não estou aqui com leituras ou análises comparativas do que a comunicação social faz ou deixa de fazer.

Hoje estou aqui com muito pouca vontade de olhar para o futuro do meu clube. E não quero saber do que escrevem ou pensam. Para muitos dos que andam pelas redes, a maioria dos apoiantes de Bruno de Carvalho são «doentes», «maluquinhos das teorias da conspiração», «cegos», etc. A esses respondo com o tempo. O tempo encarregar-se-á de tudo. Sempre assim foi e sempre assim será.

Hoje é dia de eleições no meu clube e qualquer um que ganhe não é o meu candidato. Não compro a opção «o menos mau». Nenhum deles me inspira confiança. Um clube como o Sporting não se pode contentar com «o menos mau»!

Já tudo foi dito e falado nestas semanas sobre os candidatos. Quando temos um Álvaro Sobrinho a e um Rui Pedro Braz a aconselharem o voto em Varandas ou Ricciardi, está tudo dito da «qualidade» destas eleições. Quanto a Benedito… Quem conhece o Sporting e a sua história, sabe bem o que ali está. Mas, se formos a ver bem, as diferenças entre eles não são assim tão grandes. E, depois das eleições, veremos as surpresas que nos aguardam.

A partir de amanhã creio que vamos ser meros espectadores de algo «cozinhado há muito». Para mim, amanhã, é o que alguns pensam ser o derradeiro golpe. Temo pelo meu Sporting. Mas não esqueço: uma leoa só baixa a cabeça para beijar o símbolo que traz ao peito. Como tal, a luta pela verdade é para continuar!

23/06

Prometi, que só ia escrever sobre a AGE23, quando a situação do Sporting estivesse resolvida e «estável» novamente. Com a devida passagem do tempo que me permitiria ver o que ali aconteceu de uma forma mais fria. A situação não é a ideal, mas sinto que é tempo de escrever.

Terminei o dia 23 de Junho, depois de 12 horas dentro do Altice Arena, com a seguinte frase no meu Twitter: «Temo pelo meu Sporting». No entanto, quando o dia começou, nada o fazia prever.

Uma nota prévia a este meu relato: este escrito é um testemunho daquilo que os meus, e só os meus sentidos apuraram. A minha leitura. Uns poderão ter sentido diferente. Outros, que nem lá estiveram, falaram com a propriedade de quem está habituado a dissimular ou a seguir cartilhas, como certos jornalistas da nossa praça. Outros poderão concordar comigo. Entendam como melhor vos aprouver.

O Início

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À chegada ao Parque das Nações, uma dezena de cameras de filmar, outra igual de jornalistas de  microfone na mão, despertavam a curiosidade de turistas e «passantes». O encontro estava marcado, com os consócios do Núcleo Sportinguista do Twitter – na sede mais ecológica do país (uma árvore) – para as 12h.

A recusa de algumas pessoas em falar para a CS mostrou desde cedo o sentimento de alguma «revolta»: «Não quero falar» ou «o voto é secreto» eram as respostas mais ouvidas.

Entrei no Arena pouco antes das 13h. Os lugares escolhidos mesmo em frente ao palco permitiam a audição e visão claras de tudo o que ali se fosse passar.

Ao contrário do que foi dito e repetido, não vi nenhum grupo de 50/60 sócios organizados «apenas nos lugares da frente» apostados em armar confusão. O que vi foram reações quase guturais de sócios de cada vez que avistavam algo que lhes desagradava. Um exemplo: José Eduardo a passear-se pela «zona reservada». Outro: cada vez que Jaime Marta Soares falava. E isto foi uma constante durante toda a assembleia.

Eu estive à frente, estive atrás. Estive lá em cima nas bancadas – havia apenas um bar a funcionar o que obrigava a percorrer todo o piso do Altice e subir a escadarias até à porta de entrada – estive perto de uma hora para votar, com a fila a começar na última bancada do Arena. E os protestos, os muitos protestos ouviam-se em todo o pavilhão. Não apenas numa determinada zona.

Inscreveram-se várias pessoas para falar. Contei até aos 47 consócios. Desses, apenas seis discursaram a favor da destituição. E sim, foram vaiados. E não, não apenas por 50 sócios sentados à frente do palco. Os outros 41: palmas.

Todo o ambiente que se fez sentir naquelas 12 horas que lá estive dentro era contrário ao desfecho da votação. Marta Soares inicia a sessão perguntando se queremos deixar a CS gravar a Assembleia. Deve ter recebido a maior vaia da sua vida. Decide a aprovação da acta da assembleia anterior que, por sinal, já tinha sido aprovada na AGE de 17 de Fevereiro. Queixa-se que não o deixam falar. E na imensidão do Altice, são 50 sócios que não o deixam falar?…

O número de pessoas vai aumentado significativamente durante a tarde. Se disser que deviam estar 40 graus dentro do pavilhão, não devo estar longe da verdade. Nem nos melhores concertos da minha vida a dançar e a pular me lembro de ter passado ali tanto calor! Se a isto juntarmos apenas um bar… É no mínimo estranho para um evento desta envergadura.

Bruno de Carvalho e Álvaro $obrinho

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O primeiro episódio da tarde dá-se com a entrada de Álvaro Sobrinho. Na fila para votar, oiço as pessoas dizer que Sobrinho vai à AGE. Ninguém acredita até à sua entrada – escoltada – pela entrada lateral no 1º balcão do pavilhão. Quando as pessoas se aperceberam que era mesmo ele foi o caos. Porque entrou Sobrinho escoltado? O que temia? E porquê? Não saí da fila. Não sei se houve agressão ou não. Sei que o próprio desmentiu. E sei que o homem foi insultado, vaiado e teve de se barricar no WC, tal foi a revolta demonstrada pelas pessoas quando o viram.

O segundo e mais significativo episódio da tarde acontece com a entrada de Bruno Carvalho e de outros elementos do ex CD no pavilhão, perto das 19h. Só me apercebo que é BdC quando oiço gritar «Presidente». Oiço palmas, vejo as pessoas dirigirem-se a ele e abraçarem-no. A ele, a Carlos Vieira, a Luís Gestas. Aquela que foi uma entrada triunfal, perante o olhar incrédulo e preocupado de Marta Soares e Eduarda Proença de Carvalho. BdC dirige-se à mesa para pedir a palavra, o que lhe é recusado.

Os momentos que se seguem são de espera, de incerteza do que vai acontecer. Nesta altura, aproveito para ouvir as pessoas. Ver o que se passa. Escrever alguns tweets. Bruno de Carvalho vai votar e com ele, os elementos do CD que o acompanham. As pessoas aplaudem e pedem «Não desista de nós». Recebem sorrisos e abraços e, como resposta, «Não se vão embora. Fiquem até ao fim da contagem!».

Vejo um misto de emoção e preocupação nas suas caras. Entoam-se cânticos, grita-se pelo presidente. E espera-se. Todo o ambiente que ali se vive, todas as conversas durante o dia, todos os indicadores levam a crer que a votação será contra a destituição. Até ao momento em que começa a contagem dos votos e, com ela, a contra informação.

Não sei como é possível que, uma hora e meia depois do início da contagem dos votos, a CS já tenha os resultados bastante aproximados dos reais. Sei que se formou uma fileira de sócios em frente às mesas com as urnas para a contagem dos votos. Ninguém arredava pé. Não podia cair um voto no chão, JMS não podia levar uma mão ao bolso sem que os sócios estivessem atentos e a chamar a atenção.

Os primeiros resultados na CS mudam o ambiente do pavilhão. As pessoas começam a perguntar-me o que se passa, se já há resultados, porque é que se vive um clima de quase «guerra civil» lá dentro.

Os Resultados

img_3724Fico incrédula! Resultados com 4 urnas contadas?! Guerra civil?! O ambiente não podia ser mais tranquilo! Bruno de Carvalho passeia pelo Arena. Fala com todos os sócios que se aproximam. Está longos minutos à conversa com grupos diferentes. Como ele, os outros elementos do CD. Mas a CS insiste. Ao ponto de «confundir» a mudança de turno dos agentes de serviço com um reforço policial inexistente, desmentido em directo.

As horas passam. A angústia aumenta. As pessoas não queriam acreditar que a CS já soubesse os resultados desde as 22:30h e nós, lá dentro, só tenhamos sido informados bem perto da uma da manhã.

O que se segue, já todos sabemos. Um resultado esmagador, que até hoje, não convence os apoiantes de Bruno de Carvalho. Mas, sobre isto, a palavra está com os tribunais. Não duvido que, num futuro próximo, muito será explicado.

Três notas finais:

Para o grupo de pessoas que se juntou no final da AGE23, cá fora com o presidente. O que vi no final dessa noite foi um homem cansado. Magoado. Mas perfeitamente lúcido. Um homem a quem se pediu que não desistisse, numa conversa directa, franca e calma. Foram as palavras mais esclarecedoras que ouvi, até hoje, de Bruno de Carvalho. Sem holofotes, sem tv´s… Conheci pessoas nesse dia e nesse bocadinho de noite que vão ficar comigo para a vida.

Para as muitas pessoas que me seguiram no Twitter e a quem tentei sempre informar ao máximo. Sempre do meu ponto de vista, obviamente, mas tentando sempre ser fiel aos acontecimentos vividos. Obrigada a todos pelas palavras de incentivo e de agradecimento.

Para a minha família: de sangue e Sportinguista que me acompanhou neste dia in loco e à distância. Com vocês, tudo é mais fácil.

A verdade da mentira

Nesta minha senda, pela tentativa de compreensão daquele que é considerado o quarto poder e a propósito da minha última crónica, escreveu-me alguém no Twitter: “Perdi de tal maneira a confiança na CS que quando vejo notícias sobre os subsídios para Pedrógão já não sei se hei-de acreditar”.

É este o risco que corremos. Um dos principais efeitos nefastos do caminho que está a ser trilhado: a descredibilização da CS. Em quem vamos confiar para nos informar, com rigor e isenção? E porque é que a própria classe permanece “dormente” face a um assunto que a prejudica cada vez mais?

Mesmo com o direito de resposta salvaguardado na lei, o que se verifica é que o destaque dado ao mesmo, nunca é igual ao que foi dado na publicação da notícia. Letras pequenas, passam ao lado. Ninguém lê.

Alguns exemplos gritantes que fui “coleccionando”:

A notícia do CM que, mais uma vez, é replicada até à exaustão pelos outros órgãos de comunicação social, refere que Bruno de Carvalho ameaçou despedir funcionários no caso de ser votada a sua destituição.

Pequeno aparte: um presidente destituído consegue despedir funcionários?!… Mais um poder de BdC que eu desconhecia. Adiante..

Segundo aquela publicação, tais palavras foram proferidas numa reunião com mais de 200 funcionários.

Se não fosse a publicação do capitão da equipa de HP do Sporting, João Pinto, ainda hoje muitas pessoas pensariam que aquelas palavras foram mesmo ditas.

A propósito da AGE de dia 23, afirma Bernardo Ribeiro na sua conta do Twitter, que dirigentes de alguns núcleos do Sporting estão a organizar uma excursão à AG. Os órgãos sociais de um desses núcleos vieram a terreiro desmentir categoricamente a falsa notícia, mas… está dito – está dito! Para Bernardo Ribeiro, director-adjunto do Record (grupo Cofina), isso agora não interessa nada!

Ainda na dita AGE23 sobre a “visita” inesperada de Álvaro Sobrinho para votar e da confusão que se gerou com a sua entrada no Altice Arena, também as noticias são contraditórias. Ora houve agressão, ora houve tentativa de agressão.

A notícia com o desmentido da agressão passou ao lado de muita gente. Ainda hoje me garantem que Sobrinho foi agredido, porque foi o que leram.

Termino com uma curiosidade, chamemos-lhe assim… O que leva Tânia Laranjo (cmtv) a ter a necessidade de escrever no seu Facebook o seguinte esclarecimento? Para certas coisas tão rigorosa, para outras tão displicente…

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