Mês: Novembro 2019

UNIDOS NA DIVISÃO!

O Sporting Clube de Portugal é, de facto, um clube diferente!

É impressionante verificar a quantidade de grupos, grupetas e movimentos que gravitam à volta do clube e que o tentam e influenciar de uma forma ou de outra!

Alguns têm características bem engraçadas como os STROMP que se parecem com uma espécie de organização secreta onde só se entra por convite! Outros, são mais “bonacheirões” como os Cinquentenários. Mas ambos com grande influência na forma como o Sporting é gerido, apesar das garantias de indepêndencia em comunicados no site do Clube!

Temos uma Associação, os Leais ao Visconde e até temos uma Associação de Beneficiência chamada “Leões de Portugal”!

Dos movimentos tivemos e temos para todos os gostos! Os que eram contra o estado do futebol, o “Basta”, os mais políticos como o Movimento Sou Sporting, que visa recolher ideias para ajudar o Clube a ser maior e o Dar Futuro ao Sporting, que essencialmente visa a destituição dos actuais OS do Sporting.

Temos Revistas e podcasts semanais, como a 1906 e o Sporting160, já para não falar na quantidade de blogs que debitam opinião sobre tudo o que é Sporting, como é o caso do Banco de Suplentes, Tasca do Cherba e do Camarote, entre outros exemplos.

Se comparado com os outros dois Grandes, Porto e Benfica, porque raio é que estes não têm, entre os seus adeptos e sócios, esta necessidade de opinarem e influenciarem “a partir de fora” a gestão do Clube?

Talvez eu tenha uma visão afunilada do fenómeno mas, que eu me lembre, não sei o nome de nenhum Grupo organizado do Sócios, Associações ou outras formas de associativismo desses dois Clubes! E porque será? Ou se quiserem digam lá se se lembram do nome do Presidente do Conselho Fiscal do Benfica ou do Porto? Quantas entrevistas eles deram? E PMAGS sabem quem são? Não pois não?

E será que isto é benéfico para o Clube? Será que esta constante divisão entre os Sócios e Adeptos que levam a uma quase clusterização dos associados é benéfica para que o Clube consiga os seus objectivos?

E quais são os objectivos do Sporting? É verdade que todos dizem que é ser campeão em todas as modalidades… Mas será verdade? Teremos nós, sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal, uma mentalidade vencedora?

Não será que por vezes o melhor que podemos fazer pelo nosso Clube é estarmos calados e sossegados? E reparem que contra mim falo, que todas as semanas escrevo uma crónica e muitas delas são de clara oposição ao trabalho levado a cabo por esta Direcção!

De facto, organizamo-nos em milhares de coisas diferentes, todas elas reflectindo uma fracção do que é o Sporting, mas no que toca a defender o Clube, a realmente defender o Clube, pouco ou nada fazemos! E pouco ou nada defendemos o nosso Clube!

E é claro que com a nossa história recente esta clusterização agudizou-se e agora assistimos a um estilhaçar da base de apoio do Clube que, dificilmente, se unirá outra vez.

O Sporting, ao contrário de Porto e Benfica, não é uma entidade una, mas sim uma representação pessoal dos desejos de cada um dos seus associados e que ainda por cima é incompatível com a representação pessoal dos outros.

Por incrível que pareça, no Sporting é muito mais o que nos divide do que aquilo que nos une e, seja por vergonha ou por completa incapacidade para entendermos isto, continuamos a insistir que somos do SCP, quando na verdade somos do EGO CLUBE DE PORTUGAL.

Acredito que muitas destas pessoas que estão envolvidas nestes movimentos, e eu conheço alguns pessoalmente, são pessoas que querem genuinamente fazer bem ao Clube… Mas para o fazer, é não continuar a propagar estas divisões e clusters que só nos enfraquecem.

Para terminar, que a crónica já vai longa, tornar o Sporting Forte e Com Futuro é ser muito mais exigente na escolha das Direcções para não voltarmos a ter Varandas, Zenhas e Cals na esfera directiva do clube e na hora de escolher, pormos a mão na consciência e pensar no colectivo!

O Sporting tem de ser um Clube de Todos e Para Todos!

Saudações Leoninas,

#MovimentoDeUmHomemSó_EuMesmo!

DEMOCRACIA PLENA!

Começo por felicitar o Judo do @Sporting_CP pelo Bicampeonato Europeu ganho em Odivelas este fim de semana! Continuamos muito fortes na modalidade… No final, o treinador Pedro Soares fez algumas declarações interessantes que aconselho todos a ler.

A semana passada não escrevi no Banco de Suplentes porque participei no @Sporting160 sobre Voto Electrónico, com dois elementos do Movimento Sou Sporting (cujo o site podem visitar aqui) que, ao contrário de mim, querem que o Sporting tenha voto online, para desta forma, creem eles, estimular a participação dos Sócios.

Entendo de facto que a plena Democracia só se atinge com a plena participação, mas ao dizer isto também estou consciente de todos os constrangimentos que existem e que condicionam e muito a participação dos sócios que estão mais longe de Lisboa.

O Sporting Clube de Portugal, apesar do nome, foi criado com uma estrutura associativa de âmbito local e não nacional.

A sua casa é o Estádio de Alvalade e o Pavilhão João Rocha, que estão os dois situados em Lisboa e, dificilmente, essa realidade vai mudar.

Nos seus primeiros estatutos, datados de 1907 (aqui), nem sequer existe menção a sócios por correspondência, Núcleos ou Filiais.

Os Sócios por correspondência são introduzidos em 1920 (creio que foram escriturados só em 1925), são todos os que têm residência fora de Lisboa e a única coisa que podem fazer é utilizar as instalações 30 dias por ano. O Artigo 16 desses estatutos dizia o seguinte:

O Voto por Correspondência só é inserido em 2011 na revisão estatutária que passa também a prever o voto electrónico e possibilidade de se poder votar em mais do que uma localização.

Creio que esta foi realmente a primeira tentativa de permitir que os Sócios não residentes em Lisboa pudessem participar na eleição dos seus Orgãos Sociais. Claro que a forma encontrada, o voto por correspondência, tem uma série de constrangimentos que para alguns sócios inviabiliza mesmo a sua participação. Creio também que este método poderia ser muito melhorado, houvesse vontade.

Acho ainda estranho que a possibilidade de haver mais do que uma localização de voto exista nos estatutos há 8 anos e mesmo assim nunca se tenha tentado fazer uma eleição com papel e urna em alguns núcleos só para perceber como iria correr.

Claro que esta possibilidade faria com que Clube e listas concorrentes tivessem de estar presentes em todas as localizações onde se pudesse votar, pois a acreditação para o voto teria de ser feita pelos funcionários do clube, no sistema que actualmente se utiliza. E isto já para não falar no custo de levar o voto electrónico para cada uma das localizações escolhidas, para além de Lisboa.

FILIAIS, DELEGAÇÕES e NÚCLEOS

A ideia de Filiais e Delegações é introduzida na revisão estatutária de 1964, sendo que estes seriam Clubes legalmente formados, com ou sem a designação “Sporting” no seu nome (as Delegações eram obrigadas a ter essa designação) que estivessem legalmente constituídas.

Em 1984 são introduzidos nos estatutos, finalmente, os Núcleos! Vejamos o que nos diz a WikiSporting sobre o tema:

Talvez o objectivo da introdução destes Núcleos fosse, de facto, descentralizar o Clube e permitir aos Sócios, espalhados pelo país, a participar, de forma mais activa, em todos os aspectos da vida do seu clube, quer desportivamente, quer politicamente. Assim, estes Núcleos serviriam de estruturas de proximidade… Mas isso implicaria alterações que não se seguiram, como por exemplo, transformar o Clube numa democracia representativa (como quer agora o Samuel e o Tito).

Estes actualmente não diferem muito das delegações ou filiais. São associações independentes, com algumas ligações ao Clube, com sócios que podem ou não se-lo também do Clube e pouco mais.

Se tivéssemos seguido o caminho da Democracia Representativa, os Sócios passariam a ter de ser, obrigatoriamente, Sócios dos seus Núcleos de Proximidade, que seriam extensões do Clube, onde elegeriam os órgãos sociais do Núcleo, sendo ai feitos os debates sobre os assuntos da vida do clube e eleitos os delegados à Assembleia Delegada onde estes assuntos seriam votados pelos Delegados de cada Núcleo e não pelos Sócios directamente.

Não vou entrar aqui no assunto da representatividade de cada Núcleo, nem como este modelo seria MUITO DIFÍCIL de implementar com a questão dos votos por antiguidade. Esta seria a única forma democrática de haver Assembleias Delegadas no Sporting para questões deliberativas.

Em termos de AG eleitorais, o voto continuaria universal, com uma mesa de voto em cada núcleo, controlada pela Mesa da Assembleia do Núcleo ou pela Direcção, caso se optasse por uma estrutura sem Mesa!

Portanto, esta discussão tem de ser feita e talvez a devêssemos começar pelo sítio certo, em vez de irmos já a correr alterar os estatutos para passarem a prever tipos de voto, como o online, ou Assembleias Gerais deliberativas por vídeo conferência, onde a infraestrutura informática teria de suportar bastantes acessos bidirecionais de som e vídeo!

Ou as “alarvidades” sugeridas por alguns “Notáveis Predestinados” como Assembleias Gerais com Delegados sorteados ou ainda melhor a mistura desta com o Voto online!!!!!

Este é um problema cuja sua má resolução pode empenhar, MAIS, a já muito empenhada Democracia Interna do Sporting Clube de Portugal!

#ROGERIOOUT

Perdemos contra o Tondela! Com o Tondela! Esperem… só mais uma vez e agora em maiúsculas… COM O TONDELA!! Por 1 – 0… E com o Tondela a jogar com menos 1!

Já não tenho paciência para esta equipa… Ia dizer que era de futebol 11 mas as estatísticas devem provar o contrário… Nem para o Silas, nem para as Claques, nem sequer para os Sportinguistas que agora veem confirmados os cenários que eu e muitos outros preconizamos em Junho de 2018… É bem feita!

Esta semana quero falar de Destituições!

Continuo a ser contra a destituição do Varandas e dos seus muchachos, mas já sou totalmente a favor da Destituição de Rogério Alves e de toda a Mesa da Assembleia Geral, bem como do CFD, neste caso com Justa Causa.

Os casos da MAG e do CFD são bem claros, se bem que com tratamentos distintos no que respeita aos estatutos.

No ponto 2 do Art.º 40 é feita a distinção.

Ora este artigo não só garante que os mandatos dos membros dos Orgãos Sociais são revogáveis em Assembleia Geral Comum marcada para o efeito, mas no caso do CD e do CFD esse requerimento necessita de incluir Justa Causa.
Já a Mesa…

A MAG não carece de Justa Causa porque, do meu ponto vista, é um órgão de representação dos Sócios que tem como principal função gerir os trabalhos das AGs. Ora se os sócios não se sentem representados por esta MAG, então deverão escolher outra e razões bastas para não estar contente com Rogério Alves e sus muchachos.

  1. Constantes atropelos às formalidades de uma AG tais como: coartar o direito de opinião e de intervenção dos sócios; impedir que um sócio, como é seu direito, interpele a MAG durante o funcionamento da AG; abertura das votações juntamente com a discussão dos pontos sem a aprovação da AG.
  2. Declarações publicas de desrespeito dos estatutos por considerar que os mesmos são ilegais… Está há 1 ano lá e ainda não propôs a alteração desses mesmos artigos que considera ilegais! Mais uma vez a autoridade do PMAG não se sobrepõe à da AG, e por conseguinte, dos Sócios e este está obrigado a cumprir todas as normas estatutárias em vigor que foram aprovadas pelos sócios, esses sim verdadeiramente soberanos.
  3. Desrespeito dos regulamentos da AG nunca propondo a leitura da acta da AG anterior como decorrer do art.º 11 do regimento da Assembleia Geral aprovados em 2014.

Já agora leiam o art.º 13º e digam lá se acham que o mesmo está a ser cumprido por esta MAG:

Deixo aqui as declarações públicas do PMAG a afirmar que não cumpre normas regulamentares aprovadas pelos sócios do Sporting Clube de Portugal:

No caso do CFD a destituição já requere Justa Causa… Então vamos ver, se existem estatutos que estão a ser violados pela MAG, de forma reiterada e consciente, o CFD é conivente com esses atropelos e portanto justamente terá de ser destituído, uma vez que não está a cumprir a sua principal função.

O artigo 59º estabelece na alínea h do ponto 1 o seguinte:

E no ponto3 o seguinte:

Ou seja, em caso de violação dos estatutos o CFD deveria ter instaurado um processo à MAG e como não fez, são solidariamente responsáveis com o infractor, sendo esta a Justa Causa bastante para destituir o CFD.

Após estabelecer que ambos os órgãos são passíveis de destituir como se deverá proceder para que a AG de destituição seja marcada?

O Artigo 51º dos Estatutos são claros. Deixo aqui a actual redacção para que melhor entendam:

A Assembleia pode ser marcada pelo PMAG, a pedido do CD ou CFD e a requerimento dos sócios que tenham o mínimo de 1000 votos e que depositem o valor inerente às custas de uma AG.

Em nenhuma parte deste Artigo existe margem para o PMAG poder decidir se marca ou não! O que está escrito não deixa espaço para dúvidas! Se as condições exigidas pelos estatutos estiverem cumpridas, o actual PMAG tem de marcar uma AG no espaço de 30 dias após a aceitação do requerimento (ponto 3 do Artigo 40º)!

E se isto acontecer, vai ser giro de assistir ao comportamento do Rogério! Quero ver se ele tem coragem de fazer o que legalmente está obrigado que é marcar essa AG e após a abertura da mesma, proceder à eleição de uma CTMAG, entre os presentes na AG, para coordenar os trabalhos e a votação e, em caso de destituição dos dois órgãos, ficar mandatada para a eleição da nova MAG e CFD (ahhh a ironia, que seria ainda maior se a proposta viesse do CD!!!)!

Para os que estão agora a pensar que o CFD pode ele próprio conduzir esta AG, eu digo que não, porque não é necessário haver duas AGs distintas para os dois órgãos e como tal, eles também são visados e como tal ficam impossibilitados de conduzir os trabalhos.

Já agora, existem algumas pessoas que consideram que as AGs de destituição poderiam ser marcadas recorrendo à alínea D em vez da C, uma vez que a D fala em destituição com justa causa e, desta forma, não seria necessário pagar…

Eu não tenho esse entendimento. Aliás acho que essa alínea está deslocada ou tem falta de palavras que a completem, uma vez que não explicita o quem, nem complementa nenhuma das alíneas anteriores do mesmo artigo. É portanto uma alínea nula e destituída de sentido, no contexto do artigo 51º e portanto sem relevância para o tema em apreço.

E para terminar porque me parece às vezes que existe demasiada boa vontade mas alguma falta de conhecimento que podem por em causa o formalismo e, logo, a aaceitação dos Requerimentos, um requerimento deve sempre começar da seguinte forma:

“Nos termos da alínea c) do ponto 1 do Artigo 51º e dos pontos 1 e 2 do artigo 40º os sócios abaixo assinados vêm requerer ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal a marcação de uma Assembleia Comum Extraordinária, nos termos do ponto 3 do artigo 40º, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto 1) Discutir e votar a destituição da Mesa da Assembleia Geral
Ponto 2) Discutir e votar a Destituição do Conselho Fiscal e Disciplinar com a seguinte nota de culpa:”

A destituição deste dois órgãos fará com que haja pelo menos a hipótese de repor alguma dignidade e legalidade no funcionamento dos mesmo, bem como garantir a sua independência face ao CD, acabando com o proteccionismo ao mesmo.

Além de que serve como aviso para os futuros órgãos de como têm de desempenhar as suas funções, mesmo que tenham sido eleitos na mesma lista, ainda assim têm obrigações que ultrapassam em muito a proteccção política ao CD, não se coadunando com a mesma.

Saudações Leoninas!

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