No dia 10 de Outubro de 2019 houve uma AG do Sporting Clube de Portugal, AG essa, ordinária, que serviu para aprovar as contas do ano que findou.

Como tem vindo a ser habitual, a contestação a Varandas desta vez foi ensurdecedora e bem mais alargada a outras “facções” do Clube do que somente a “brunistas” e às claques como a comunicação social quis fazer parecer.

A contestação subiu de tom e de número, muito impulsionada pelos maus resultados da gestão desportiva que tem vindo a ser levada a cabo por Frederico Varandas, bem como pela postura arrogante e desafiadora que este tem tido para com os Sócios do Sporting Clube de Portugal.

Rogério Alves também não está isento de culpa, ou se quiserem, é para mim um dos principais culpados pela forma como habilmente tem vindo a coartar a discussão e o debate nas AGs, reduzindo os períodos de inscrição e debate e abrindo as votações nos inícios da discussão e não no fim como deve acontecer e acontece em todas a Associações.

Rogério ainda não entendeu que, apesar de ter sido eleito na Lista de Varandas é o Representante Máximo de TODOS os Sócios do Sporting Clube de Portugal mas não é o dono dos seus votos, nem tem mandato para fazer tudo o que quiser.

À semelhança de Jaime Marta Soares, Rogério é cobarde e faccioso na forma como se relaciona com os Sócios e na maneira como conduz as AGs. A sua forma de controlo é proibir que se expressem, retirar a palavra aos sócios e desta forma, contribuir significativamente para que os níveis de frustração aumentem a cada AG.

Ao contrário do que é habitual, desta vez apesar das contas terem passado, a maioria dos sócios votou contra, tendo as contas sido aprovada pelo nº de votos. Ou seja, iam perdendo mesmo jogando com regras muito mais favoráveis.

Em suma, estamos a colher os frutos do trabalho péssimo dos dois últimos PMAGs.

Não tardou que viessem os “Notáveis” do Clube, propor soluções para resolver o “problema do debate”.

O distintíssimo Samuel veio advogar a democracia representativa no Sporting como solução para pacificar o Clube! Ah Samuel… Se não me deixasse preocupado eu até soltaria uma gargalhada! Teríamos um clube com sabor a partido politico é isso Samuel? Ainda assim num partido, cada militante só tem um voto, independente da sua antiguidade… Já no Sporting…

Já agora gostaria de fazer as seguintes perguntas ao distintíssimo Samuel:

  • O Sócio delegado representaria todos o que o elegessem e teria o mesmo número de votos que estes, significando que os delegado não poderiam ser eleitos por votação secreta (inconstitucional) ? Ou cada delegado valeria somente um voto (nos delegados já seria possível 1 delegado 1 voto??)
  • E quem controlaria as eleições de Delegados? A MAG?
  • E quem se poderia candidatar a delegado? Somente sócios com mais de 10 anos de associados? Criaríamos ainda mais descriminação entre associados do Clube?

Em suma Samuel como é que esta mudança iria contribuir para melhorar o debate?

Talvez conviesse perceber primeiro a natureza do problema antes de desatar a fazer propostas de alteração dos estatutos que ainda os tornam mais aberrantes e contranatura do que eles já são.

Um clube é uma associação e não um partido político. Não tem qualquer lógica os sócios, para poderem participar na vida do clube, tenham de eleger os seus representantes não havendo possibilidade ou garantia que estes defendam as posições dos que delegaram os seus votos.

Eu não confio o meu voto a ninguém pelo simples facto de pensar pela minha cabeça e não precisar da ajuda de ninguém para tomar decisões sobre o futuro do clube que escolhi para ser o meu.

Deixem de ter medo da Democracia e voltem a fazer AGs que sejam verdadeiros fóruns de discussão e debate. Isso sim é que seria de louvar. Até lá colham o que andaram a semear.