Sou do Sporting Cube de Portugal desde muito novo! Por nenhum motivo em especial creio. Meio por sorte acho. Ainda hoje não sei onde comecei a ser do Sporting.

Apesar de a minha mãe ser sportinguista (ela gosta de ser do contra e o irmão mais novo era do Benfica!), o desporto, nomeadamente o futebol, nunca foi muito falado na minha casa. Claro que o meu pai não gostar de futebol ajudava.

Olhando para trás, talvez tenham sido os meus primos mais velhos a influenciar esta paixão. Foram eles que me ensinaram a ser do Sporting e a gostar/acompanhar todas as modalidades. Foi com eles que vivi, na década de oitenta e noventa, os principais acontecimentos do Mundo Sporting.

No entanto, o seu acompanhamento era feito através dos meios de comunicação social e só muito mais tarde, já com 18 anos, fiz a minha primeira visita ao Estádio de Alvalade! Tornei-me sócio nessa altura! Assisti a muitos jogos na Bancada nova do Estádio de Alvalade.

Depois, muito por culpa da falta de dinheiro, deixei de ser sócio… Ainda hoje me arrependo de ter deixado de o ser. Hoje teria muito mais peso nas decisões.

Mas foi com o Pedro Amaro, amigo de infância e grandessíssimo Sportinguista, que vivi a primeira vitória no campeonato de futebol, de forma consciente, em 2000!!!

O Sentimento extravasava os nossos corações! Éramos maiores que o Mundo e tínhamos vontade de o gritar!!!! E assim o fizemos até às tantas como convém e com algum álcool à mistura! Não há festa sem álcool e, em particular neste caso, a tão futebolística cerveja!

Nesse dia, sinceramente, acreditei que estávamos no caminho certo e que o Roquettismo nos levaria ao lugar onde sempre merecemos estar.

Um campeonato depois e voltávamos a ser campeões! Era o sonho tornado realidade! Era tudo o que um adepto, como eu, tinha sonhado! Anos e anos de míngua tinham acabado! Era a nossa vez de voar!

Outra acompanhado com o meu amigo, fomos juntos para o Marquês! Claro que estivemos juntos na praça do Município para vermos os nossos erguerem o troféu de campeões! E claro que nesse dia, não cabíamos em contentes!

Era tão simples ser adepto nessa altura! Ficávamos tristes por perder e eufóricos por ganhar! E o Sporting era o nosso grande amor!!!

Mas rapidamente o sonho deu lugar ao pesadelo e “inexplicavelmente” voltámos às quase vitórias e à gestão desnorteada, das fugas para a frente e do dinheiro mandado à rua! Ou se quiserem dado aos amigos!

O resto da história vocês sabem… E ela trouxe-nos até aqui aos dias de hoje…

Hoje temos o Clube outra vez em frangalhos. Substituímos a emoção e o amor de ser do Sporting, pelas falsas notícias e pelo tactismo político, de ser desta ou daquela facção, grupo de amigos ou tertúlia.

Hoje o amor que começou puro, está eivado de “realidade” e cheio de “buracos negros”, provocados pelo “combate” político e e pelas “agressões” que servem de base a esta luta de “facções”.

Parece que já ninguém consegue apreciar o gosto doce das vitórias sem pensar nas repercussões das mesmas nos vários planos onde hoje se joga o Sporting! Em sentido contrário, as derrotas servem para gáudio de uns, que veem em cada uma delas, o fim do “império” e os outros que nelas confirmam a influência de um passado que continua a assombrar a vida de todos nós.

Uns e outros discutem as derrotas e as vitórias, como se nada nelas fosse absoluto e tudo fosse relativo e subordinado a quem gere! O peso de cada uma delas acentua-se ou diminui dependendo da época e da facção. Aliás um pouco como o amor ao Clube diga-se.

Nos dias que correm, envolto em mentiras, fake news e estratégicas, olho para os dias do princípio e tento recordar como tudo começou, somente para finalmente concluir que a inocência desses tempos não poderá, jamais ser recuperada!

Que quem me lê nunca se esqueça do amor com que tudo começou, pois é nesse amor que reside a nossa salvação, enquanto Clube!

Saudações Leoninas