Tenho estado mais afastado por opção e consciência. No entanto, sempre que espreito, vejo uma versão de entretenimento que pensei já ter acabado no meu Clube.

O silêncio numa versão dúbia e a comunicação numa versão inadequada ou, mais uma vez, de entretenimento para ocupar as mentes e alimentar os programas televisivos.

Uma comunicação que atesta um estado financeiro sem buracos e que depois oscila e vem contrariar tudo, o pagamento de Raphinha que estava feito mas que não está e o constrangedor momento em que RPB anuncia que e cito:

Salvar o Sporting tem de ser um desígnio nacional – clique no link

Percebe-se, no meio disto tudo, porque muitos Sportinguistas demitem-se de Sócio e recusam-se a apoiar esta Direcção. Mas, na verdade, não existem alternativas válidas e estamos todos saturados desta autofagia – processo de degradação constante – que os rivais aplaudem de pé e de sorriso nos lábios além do habitual gozo. Tristemente é de constatar que alguns Sportinguistas também o façam…

As assistências diminuem, o apoio por consequência também, e ainda há tempo para uma guerrilha com as Claques. E nem adianta voltar à manifestação, sejam quantos forem, até com imagens, é vê-los na Tv a adiantar números como 30/40 o que, diga-se, sempre são mais que os habituais 10!

E é isto o actual Sporting, versão entretenimento, que ainda é aliciante para alguns pensadores financeiros que vislumbram uma oportunidade de lucro.

Penso tantas vezes no sofredor anónimo, sem voz nem rosto, para imaginar como tem vivido estes tempos do nosso Clube. O que pensa, o que quer para o Sporting CP.

Não gosto da versão entretenimento. Não gosto de ver uma morte lenta daquela chama de atitude e compromisso que estende-se, perigosamente, a quase todas as modalidades. Não gosto de ver o futebol a lutar com o Braga por um lugar no campeonato nacional. Não gosto de quase nada e não vejo os Sportinguistas com aquele brilho nos olhos como já vi.

Para já estamos na versão entretenimento que é aquela versão que permite distrair os outros para que certas coisas aconteçam sem alarmismos, depois, bem depois, passaremos para a versão do adeus e choraremos, não uma morte, mas uma transferência da SAD e do Clube para outras mãos que procurem, mais uma vez, o lucro próprio.

Enfim, em ambas versões, o Sporting já não será de quem tinha que ser!

Dos SÓCIOS!!!

Saudações Leoninas

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