A crónica de hoje não é sobre a História de Portugal, mas podia. Tem Portugal no âmago e muitas histórias nos olhos que derramaram lágrimas.

É uma história que dispensa o nevoeiro, que é coisa que não tem faltado nos últimos meses, tal é a falta de visibilidade ou de visão, se preferirem, de muita boa gente.

Escrevo-vos sobre um Sebastianismo do século XXI que muitos chamam de Brunismo. Confundem o homem com o Clube. O legado com o desejo mórbido de mudar tudo e os resultados têm sido desastrosos.

Nesta batalha sem armas visíveis (o que não significa que não existam), a palavra, será sempre uma arma de luta. E para quem quer transformar o tal D. Sebastião em divisionário pode agora aliar, já esta semana, a palavra e a dura realidade através do livro que está prestes a chegar as mãos dos interessados. O nevoeiro dissipa-se! Mas o D. Sebastião – versão Séc. XXI – nunca partiu nem morreu numa batalha de Alcácer Quibir, – quanto muito foi numa AG23 -, na verdade, comparando, para muitos, pode ter algumas semelhanças como o “Adormecido” ou o “Desejado”, muitos séculos depois…

O mundo hoje é diferente daquele do séc. XVI. O futebol em Portugal é que parece ter parado no tempo para avançar em coisas que envolvem algum nevoeiro.

O SCP também acaba por ser vítima dos tempos e de si próprio. Hoje ninguém, ou quase ninguém, evoca o D. Sebastião para a implementação do VAR – curioso que foi através do VAR que o Sporting conquistou a Taça da Liga – como quase nada se diz sobre a nova realidade das modalidades que perdem a chama e o público.

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E por falar em público, é com saudade que recordo um tempo de Juízo Final (como programa) que permitia dar um cartão verde ao recorde de audiências no Canal do Clube. Outros tempos, outras realidades embora a Sporting Tv exista e tenha audiências. Um Canal criado no tempo do Sebastianismo ou Brunismo como queiram apelidar.

Porque o Sporting é sempre um! E todos sabemos o legado que deixou nas nossas mentes e que, mais tarde ou mais cedo, vai ressurgir com a mesma naturalidade que o nevoeiro desaparece. É sempre uma questão de tempo…

Hoje tudo está diferente. Vejo faixas do avesso em luta pela descriminação, pela desinteresse do Clube, pela falta de respeito que sofrem, por horários malucos dos jogos e pelo preço dos bilhetes do jogos onde querem apoiar o seu grande amor. Numa palavra, se me permitem, estes fervorosos e incondicionais adeptos do Sporting sofrem de ORFANDADE. Não têm ninguém que os defenda, que os apoie e esteja com eles em todos os momentos. Já tiveram…

Dizem que o tempo resolve tudo, mas eu acredito mais na verdade, esta sim, resolve tudo, mas, por vezes, demora muito tempo a aparecer e com tanto nevoeiro não há D. Sebastião que resista. Por agora fica-lhe bem o cognome de o “Adormecido”. Não tarda, por este andar, que para a grande maioria dos adeptos Leoninos a mudança do cognome passe para o “Desejado”. Coisas do novo século numa vida em que tudo volta…

Para já, e como aperitivo,  fica aquela frase do tal livro para os mais interessados:

“O Sporting e o futebol português como nunca os vimos”

Saudações Leoninas