Fui a Alvalade ver o clássico. E foi uma experiência muito interessante. Mas explico porquê. Ainda o jogo não tinha começado e fixei-me numa coreografia na bancada onde cadeiras ardiam.

No relvado estava sempre concentrado no mistério dos pássaros, vulgo pombos, que dançavam e comiam nos espaços isentos de futebol, que, diga-se de passagem, eram bastantes. Foi quando reparei no débil estado do relvado.

Outrora veio à memória o lastimável relvado que tivemos, mas, que, felizmente foi resolvido. Diria que tive um sobressalto no pensamento. Mas, os pássaros, andavam sempre juntos num número interessante: 7. Ao intervalo apareceu mais um, que, logo, o apelidei de treinador daquela bonita coreografia. Não imaginava o prenúncio daquele 8 no relvado ao intervalo. Percebi depois…

Outros pássaros faziam uma coreografia aérea de significativa beleza. Voos rasantes, um passou por mim, e eu tão longe do relvado, quase em agradecimento por estar tão atento ao seu espectáculo.

Por tudo isso, foi gratificante voltar a Alvalade para ver um jogo ao meio da tarde. Confesso que tinha muitas saudades até por estar farto das jornadas nocturnas e aos dias mais impróprios.

Fiquei fã dos pássaros e alguém ao meu lado dizia que poderia ter alguma simbologia. Quiçá um novo símbolo. Não acreditei muito nessa possibilidade, confesso, mas ainda hoje estou para decifrar aquele que é para mim o mistério dos pássaros.