Nos dias que antecederam o Natal, saiu a decisão do processo e-toupeira, de não levar a julgamento a SAD do rival de Lisboa.

Afinal, parece ter tudo saído da cabeça de Paulo Gonçalves. Toda a sua ação, segundo a decisão da Juíza foi decisão dele. Só não ficamos a saber se haveria algum tipo de autoria moral, de alguém, que, talvez, tivesse incentivado esse tipo de comportamento. A pergunta parece ter ficado respondida, pelo menos para a Juíza, Paulo Gonçalves agiu sozinho. No fundo um Lee Harvey Oswald dos tempos modernos.

Mas pergunto, será que Paulo Gonçalves não viu, mesmo, algum tipo de “incentivo” na instituição que servia de comportamentos menos éticos e menos cívicos? Pelo que saiu a público pelo ex-candidato – Bruno Costa Carvalho – à presidência do nosso rival de Lisboa, parece que sim, havia certos incentivos que vinham de cima.  Vamos ler o que este escreveu.

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Pelos vistos o CEO da SAD incentivava comportamentos pouco éticos e perguntava ao “funcionário” Paulo Gonçalves, como foi classificado pela Juíza, e perguntava também a João Gabriel, que deve ser outro “funcionário”, se “podem ir lá dar umas lamparinas”. Imagino que “lamparinas” sejam os prémios atribuídos aos seus Sócios e adeptos. Pelo nome deve ser.

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Portanto ficámos a saber, por Bruno Costa Carvalho, que os dados pessoais dos seus sócios “passeiam” pelos e-mails do CEO e de “funcionários”. Também no nosso clube andaram os nossos dados a passear, não por mail – que se saiba – mas por pen. Aliás, as diversas queixas crime que foram feitas já estão a ser investigadas, pois o DCIAP já chamou Sócios do Sporting para prestarem declarações acerca desse tema.

Com estas evidências, trazidas a público por um destacado Sócio do rival, pareceram-me muito suaves as declarações oficiais da Direção do nosso Sporting.

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“A Sporting SAD tomou conhecimento da Decisão Instrutória hoje proferida no processo denominado como e-toupeira.

A decisão anunciada, na medida em que partirá do princípio que os arguidos agora pronunciados atuavam por sua conta e risco, é, pelo menos aparentemente, incompreensível.

A Sporting SAD analisará os fundamentos da decisão, reservando o direito de recorrer do teor da mesma, sempre com o objetivo de repor a verdade desportiva.”

 

Sim de facto foi “incompreensível” a decisão mas também é incompreensível a brandura da reação da nossa Direção, ou talvez não, pois com as práticas do rival, nunca se sabe, se não há algum “funcionário”, que por sua conta e risco faça “alguma coisa” e por isso é que esta é a crónica do ir lá dar umas lamparinas.

Um Abraço de Leão.

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981