Antes da Mota e depois da lambreta há um Keizer. E com ele umas quantas estreias sempre evocadas para criar um género de pressão. Resultado fixa-se no algarismo 4. Vale o que vale, mas é factual. Qual será a próxima estreia a merecer destaque para pressionar?

Desta feita era a estreia em Alvalade. Coisa medonha. E, para ajudar o festim, aos 18´já o Desportivo das Aves vencia o Sporting CP por 0-1 a relembrar o jogo da final da Taça de Portugal.

Golo indefensível. Como ao minuto 40´o defesa do D. Aves fez uma grande penalidade escusada, até parva e inesperada, mas, de facto, grande penalidade e com o VAR era impossível deixar passar. Bas Dos fez o empate e começou o festim de Mota.

Expulsão imediata por comportamento inadmissível e abusivo, completamente descontrolado, de um treinador com vasta experiência no futebol português.

Se há coisa que não compreendo é como é que um treinador expulso vai à conferência de imprensa, isto, porque, o critério é variável, uns vão e outros não. José Mota foi!

E qual Santo António, José Mota começa a dar um valente sermão, não aos peixes, mas aos que assistiam àquela conferência.

Os momentos de Eliseu e Mota são antagónicos pela essência e razão. Mas, talvez, esta analogia sirva para delimitar uma era que foi vencedora e que acabou. Estarão a pensar nas aves, melhor, na águia Vitória, mas podem também pensar nas Aves do Desportivo e concluir que aquela vitória da Taça jamais voltará a acontecer.

O Eliseu desapareceu misteriosamente. Ninguém sabe o que aconteceu e ninguém parece ter reparado. É normal. Um jogador do rival tem sempre um manto protector a cobrir todos os ângulos que impede de ver cada lance ou cada caso com a natural realidade das coisas.

Mas o que faria um José tão desnorteado para ser expulso?

O que terá o efeito de chegar à conferência para ter aquela postura demorada e teatralizada com uma justificação surreal de aplausos aos seus jogadores muito para além da zona técnica. E insistentemente. E depois de sofrer um empate por erro crasso do seu jogador?

A Mota do José fará esquecer a lambereta do Eliseu. Não o Eliseu que gosta de andar de lambereta e desapareceu para parte incerta.

Se acham que há alguma ligação entre ambos casos, o desaparecimento e o sermão ao peixes, perguntem ao Santo António que anda sempre escondido e só aparece de vez em quando, à noite, quando uma luz se insinua.

O futebol português tem coisas giras! E mistérios por descobrir…