«Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro»

Heródoto

Passado

Muito já se falou da AG30N, no entanto tenho de deixar aqui algumas notas que considero relevantes:

-Pouco mais de 500 sócios presentes. Esperava mais, com todos os apelos à mobilização que foram feitos.

-Mais uma vez, a CS a fazer «das suas» e a focar-se em meias verdades: mostra imagens que são filmadas durante segundos no início da AG como se fossem de insultos à Mesa e a Varandas, quando na verdade a indignação é contra eles… Refere tensão e violência dos apoiantes de BdC quando o único episódio mais «quente» foi provocado por um confesso apoiante deste CD que aliás, foi expulso da AG (já tinha a sua missão encomendada cumprida).

-Assobios não são desacatos. Assobios são uma forma de manifestação (neste caso de desagrado, muito desagrado). Vejo por aí alguma (muita) indignação por causa de assobios e «bocas» que foram ditas durante a AG. Não vejo a mesma indignação por parte das mesmas pessoas, com as reacções dos apoiantes deste CD quando é anunciado o resultado da votação do Orçamento. Ver só para um lado tem destas coisas.

-Acho uma falta de respeito permitir a votação quando as pessoas ainda estão a falar. Mais: as pessoas estão a intervir sobre o ReC e está a votar-se o Orçamento. Não é correcto. Devem abrir-se os pontos e fechar os pontos: discussão, votação, anuncio dos resultados.

-A não leitura e votação da acta da AG23J: como é possível uma coisa destas? Sabendo o que se sabe agora que a acta não está assinada, faltam folhas e não tem discriminado os números de votos a favor e contra, se calhar percebe-se porquê. É no mínimo curioso que o Código Civil não sirva para umas coisas, mas se utilize para outras, quando convém. Neste caso para a justificação da não aprovação de uma acta pelos sócios pois já foi certificada por um notário.

-O resultado da AG: aprovados os dois pontos com 56 e 83% dos votos, respectivamente. Não me surpreende. O Relatório e Contas só tinha de ser aprovado. O Orçamento (quase cópia de orçamentos passados) não me choca que o tenha sido também. Reprovar só porque sim, não pensado no bem do Clube não me parece sensato. De resto, os números falam por si.

Presente

-Se na altura da sua vinda, confessei as minhas dúvidas em relação ao treinador Keizer, neste momento tenho de mostrar o meu agrado. Claro que fazer melhor do que Pé0 não é nada difícil… No entanto, fica a nota de que, pelo menos este treinador entende a equipa e parece ter muito para mostrar.

-Nota para todas as notícias que têm saído na CS sobre os interrogatórios a BdC, Nuno Mendes (Mustafá) e Fernando Barata «Mendes» (Naná). Li por aí numa rede social a adaptação de um ditado engraçada: «Mais depressa se apanha uma Cofina que um coxo».

Numa clara alusão às notícias truncadas que vão saindo naquele que é o órgão de CS que mais tem contribuído para arrastar o nome do SCP na lama. Pelo que se tem visto, a verdade é mesmo como o azeite e pouco a pouco, vem ao de cima. O levantamento do segredo de justiça tem ajudado mais do que aquilo que se pensava, para que essa mesma verdade seja conhecida.

Futuro

Dia 15 temos nova AG. Desta vez a um sábado e pelo que foi anunciado por Rogério Alves, no pavilhão João Rocha. Lá estarei para votar favoravelmente os recursos apresentados por todos os suspensos e pelos dois expulsos. Todo este processo foi uma vergonha e nada, mas nada transparente. É preciso que se reflicta muito bem sobre o que esta AG significa e o precedente que poderá abrir caso a votação seja noutro sentido. Falo do melhor CD que este clube já teve nos últimos anos. É uma questão de justiça, verdade e transparência.

Por tudo isto, não podemos faltar dia 15. Espero nada menos que uma participação massiva dos sócios calma, ordeira, sem incidentes. O nosso protesto, a nossa vontade e o nosso querer é mostrado nas urnas. Só aí é que conta. Tudo o resto não passa de ruído que depois é utilizado por uma CS que não olha a meios para atingir fins.

Vamos ser mais fortes e inteligentes do que isso. E vamos mostrar afinal, de que raça somos feitos: daquela que não basta dizer que se é mas que prova que o é: Leal.