CRÓNICA DO NUNCA OUVISTO

“Esta não é uma vitória financeira, é a vitória da união, do compromisso, dos verdadeiros Sportinguistas… desde segunda-feira… tivemos vários… vários sócios a dirigirem-se ao Apoio ao Sócio para terem… terem… dar, doar 100 euros por terem ouvisto o apelo desta direção.”  Varandas, Frederico 23/11/2018

Frederico Varandas encheu o peito de ar. Após dias em que a corda esteve à volta do seu pescoço, respirou fundo e fez mais umas declarações que vão contra o espírito que tanto professa. Diz ele que é da União com o #unir, mas logo distingue os “verdadeiros Sportinguistas” dos “outros”.

E distingue do quê, pergunto eu? O que há para lá dos “verdadeiros Sportinguistas”? Os Sportinguistas? Os “falsos Sportinguistas”? Já não é a primeira vez que Frederico Varandas lança a suspeita, não nomeando a quem se refere, ou a que grupo se refere.

Uma coisa acertou, esta não foi uma vitória financeira. Mas já lá vou.

As dificuldades com que se foi expressando durante a conferência de imprensa não deixam dúvidas que estávamos em presença do atual presidente do Sporting. No entanto, se lhe colocassem uma casca de ovo na cabeça, ao ouvir e ver as suas declarações, após a conclusão da subscrição do Empréstimo Obrigacionista, pensaria estar em presença do Calimero, senão vejamos:

  • Queixou-se de falta de apoio dos bancos na venda;
  • Queixou-se que não teve direito a um empréstimo intercalar como “outros tiveram”;
  • Queixou-se de ter herdado a situação;
  • Queixou-se que só teve 1 mês e meio para lançar o empréstimo obrigacionista;
  • Queixou-se da imprensa que estava a dizer que ele estava a usar os bancos como bode expiatório da falta de sucesso da operação;
  • Queixou-se das notícias acerca do Sporting;
  • Queixou-se de detenções;
  • Queixou-se de processos;
  • Queixou-se de boicotes;
  • Queixou-se de calúnias de falência da SAD;
  • Queixou-se que resolveu o que “outros” não resolveram;

Só faltou mesmo queixar-se que em maio deste ano, o diretor clínico do Sporting, demitiu-se ainda com a época a decorrer, deixando as equipas sem médico, para se lançar numa corrida presidencial, quando havia um presidente em exercício e equipas em competição.

De facto, se esta subscrição tivesse sido um sucesso, como atabalhoadamente tentou fazer passar, não teria estado tanto tempo a queixar-se. Teria, isso sim, celebrado. Mas de facto não há muito a celebrar e as caras durante a dita conferência de imprensa denunciam isso mesmo. (ver imagem principal)

Este foi o primeiro Empréstimo Obrigacionista em que a procura dos títulos ficou abaixo da oferta. A procura foi de 25,9M€ o que correspondeu a 86% da oferta (30M). O total de investidores foi de cerca de 4.100.

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Compare-se com os anteriores Empréstimos Obrigacionistas que constam da imagem. Compare-se, principalmente com o anterior, também de 30M€, que teve uma procura que superou a oferta em 257%.

Em 2015 o Sporting não tinha o nível de proveitos que tem atualmente, Portugal saía de uma crise profunda, e mesmo assim os investidores acreditavam no projeto de Clube de forma cabal. Em 2018 com a economia a crescer, como já não crescia há muitos anos, e com um nível de proveitos superior, os investidores demonstraram falta de confiança no projeto e na sua liderança ficando a procura abaixo da oferta, e por isso é que esta é a crónica do nunca ouvisto.

Um abraço de Leão

Nuno Sousa – Sócio 9.575-0 desde agosto de 1981

 

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2 Comments

  1. Dinis Mendes

    Grande leão chegalhe

  2. Neca Pinto

    Até me dá uma coisinha má quando penso nesse traidor incompetente sentado na tribuna presidencial do grande SCP.
    Ainda por cima parece que rivaliza fortemente com o orelhas e o labrego na forma risível com que maltrata a língua portuguesa.

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