Parece uma redundância mas não é. É mais uma realidade estranha e confundível com um ADN muito próprio e invisível.

Primeiro porque quase não há militância no Sporting. Depois porque tudo o que tenta ser ou formar-se como uma militância nasce ferida de morte por um estranho conceito real de autofagia.

E se esta realidade que tinha muitos anos, em 2018, os conceitos pioraram definitivamente.

A militância entrou em coma profundo e a tendência autofágica assumiu preponderância dimensional e moral desmesuradamente.                                                                                                                               71

Há até uns chamados 71% contra uns 29% que ficarão eternamente ligados ao lado negro da história do Sporting CP.

E aconteça o que acontecer de negativo aos rivais, este monstro que matou a pouca militância existente continuará a vitimizar os que pensam e a torturar a vida do Sporting.

Se era mau, nada mais ficou igual.

Morreu a liberdade e o seu conceito. Cresceu a angústia e a desconfiança. E nem as eleições afastaram o monstro em que o Sporting se tornou. Piorou tudo.

Agora é possível ver uma luta constante de destruição, uma desconfiança de tudo e de todos.

Há um Clube ligado à máquina à espera de um milagre e a fingir que está tudo bem.

Há muita revolta adormecida!

Mas o importante, dizem uns, é apoiar o que existe e continuar o caminho. Mas como? Pergunto eu.

Como se pode viver na dúvida e na falta de transparência de tantas coisas que começam a ganhar bolor e a ter um cheiro nauseabundo. Como? Pergunto eu.

Fingir que está tudo bem é um erro crasso. Olhar para as assistências e pensar num tempo áureo de uma multidão entusiasmada a cantar “O Mundo Sabe” ou a apoiar nas diversas modalidades é já uma recordação do passado.

A militância agora é feita na cmtv e por alguns interessados no seu bem próprio. Algo que estava a acabar no Sporting e que talvez tenha fomentado este assalto aos nossos olhos ainda sem lágrimas.

Não defendo a divisão do mundo do Sporting nem gosto desta coisa das percentagens!

Mas nada está igual. Há muitas histórias para influenciar o mais desatento, que, com o tempo, vão dando mostras do erro, mas, que, muitos fingem não perceber. Porquê? Pergunto eu!

A quem interessa um Sporting sem militância e autofágico?

A quem pode interessar um Sporting dividido e fraco?

Na verdade, todos nós, onde me incluo, merecemos este novo Sporting porque o deixamos acontecer, sobreviver e crescer.

Agora não chorem. E aos que ainda não quiseram perceber esta nova realidade, digo-vos, que, quanto mais tarde acordarem, maior é a possibilidade de tudo ser irreversível.

E depois nem lágrimas servem para adornar o funeral de um Clube que já foi grande e que deu tanto orgulho.

Talvez, depois, seja uma boa história para contar, seja para analisar o fenómeno e para carpir mágoas. Talvez, porque nem isso será seguro de acontecer, porque, haverá sempre uma outra história paralela que alimente os arrependidos e os ingénuos.

E a militância será apenas uma palavra, mas, o autofágico, será uma vida próxima da morte!

Eu avisei-vos!

Saudações Leoninas