Hoje venho falar-vos de mobilização. E porquê? Porque se aproximam tempos importantes para o nosso Clube, em que os Sócios serão mais uma vez chamados a tomar uma posição.

O SCP vem de uma AG da qual resultou, pela primeira vez, a destituição de um presidente.

Presidente esse que acabou por ser suspenso por uma comissão de fiscalização presidida por um forte opositor do mesmo. Clube que, na época, tinha como presidente da SAD Sousa Cintra (que cada vez que abre a boca para falar desses tempos, se descobrem novos factos dos negócios desastrosos por ele levados a cabo).

Seguiram-se umas eleições discriminatórias pois não permitiram que o presidente destituído se apresentasse a votos – pondo de parte uma falange considerável (nunca saberemos ao certo a sua dimensão) de Sócios – que se viram obrigados a votar (ou não) em quem acharam que deveria ser candidato.

O que se avizinha: uma AG de extrema importância para a vida do Sporting onde, entre outros pontos, se votará o orçamento e relatório de contas do Clube. Se historicamente este tipo de assembleias não eram pautadas por grande mobilização, esta terá de ser forçosamente diferente.

É a AG o local próprio para que os sócios, de uma vez por todas, se pronunciem sobre os pontos em discussão, em vez de o fazerem nas redes sociais ou nas conversas de café.

Ao longo destes meses, tenho constatado um crescendo de contestação e revolta por tudo o que se passou e passa no Sporting. Pessoas descontentes, que se queixam e lamentam todos os dias com o rumo que o Clube leva.

Seja pela fraca capacidade do treinador da equipa de futebol sénior masculina, seja pelas pobres prestações dos jogadores. Ou então pelas derrotas nas várias modalidades ou ainda por termos um presidente que simplesmente não fala!

Nas redes fala-se de tudo. «Despeja-se tudo». Quando chega a hora de partir para a acção, são poucos e sempre os mesmos a ter iniciativa, e muitas das vezes, de forma desconcertada.

É incrível a quantidade de pessoas que leio que deixaram de pagar quotas, como forma de protesto. «Recuso-me a dar dinheiro a estes que lá estão» é a frase recorrente. Errado. Por dois motivos: primeiro, o Clube, acima de tudo, precisa da quotização. Independentemente de quem esteja ao comando, é pelo Sporting que temos de zelar. Depois, se não tivermos as quotas pagas, não temos o nosso maior trunfo, a nossa voz para tentar mudar aquilo com que não concordamos: o voto. Sem ele, nada podemos fazer.

É muito isto que se tem de combater. Não basta dizer sempre o mesmo, para as mesmas pessoas, nos mesmos locais. É preciso mostrar, com o voto, aquilo que queremos. Nunca a frase feita «passar das palavras à acção» fez tanto sentido!

De outra forma, não nos podemos queixar.