TÍTULO? QUAL TÍTULO?

Se estão à espera que escreva sobre o que se passou em Portimão, podem desde já ficar a saber que concordo com o texto do Paulo Afonso Ramos sobre o assunto, que pode ler aqui, e por isso não tenho mais nada a acrescentar.

Estou mais preocupado com a perda dos títulos nas modalidades. E antes que pensem que vou culpar o Varandas pelos resultados deste fim de semana, esqueçam. O homem está lá há um mês e não teve tempo para ser responsável pela aparente perda de competitividade em algumas delas.

Não. Eu acho que a culpa é do ambiente que se vive no Clube.

Este processo, que culminou com a eleição de Frederico Varandas, não trouxe somente uma Direcção nova ao clube e à SAD. Trouxe também um ambiente novo, onde infelizmente, a meu ver, se passou/passa a mensagem que o tempo da exigência máxima teria acabado aquando da saída da anterior Direcção.

Um Clube, ao contrário do que muitos imaginam, é um organismo uno e indivisível, podendo ter algumas culturas sectoriais mas que tem uma cultura global. E essa cultura, não se mede pelas palavras ditas, mas sim pelos actos. Pelos comportamentos aceites ou não, na organização.

Nos últimos 5 anos assistimos a um realinhamento cultural de todo o Clube introduzindo a exigência total, premiando os comportamentos que nos aproximavam mais das vitórias culminando este realinhamento nos títulos ganhos o ano passado pelo Sporting Clube de Portugal, de que destaco o do Voleibol e o do Hóquei.

Somente em futebol, esse título ficou na gaveta, porque é a modalidade onde existem mais e maiores interferências externas, capazes de condicionar a forma como os atletas reagem à Cultura do Clube e aos seus objectivos.

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Dito isto, que mensagens passámos aos nossos atletas nestes últimos meses? Terão sido mensagens de exigência? Que impacto teve o trabalho da Comissão de Gestão na Cultura do Sporting Clube de Portugal?

 

Que impacto teve a comunicação social?

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(E já agora que impacto tiveram as palavras dos candidatos à Direcção como por exemplo as de Frederico Varandas quando se referiu à Benfiquização das Modalidades?)

Que impacto teve a volta dos jogadores que rescindiram e que depois foram acolhidos como heróis? Terão estas coisas sido explicadas convenientemente aos atletas das outras modalidades? Ou deixou-se que cada um formasse a sua opinião? Bem, eu pelo menos não encontro uma explicação muito aceitável…

Faço-vos outra pergunta… Alguém duvida que os atletas das modalidades achem os companheiros do futebol uns “meninos”? Que são uns mimados quando comparados com outros atletas de desportos diferentes?

E lembrem-se que, ao contrário das outras modalidades, o futebol tem uma visibilidade enorme, expondo os jogadores e os seus movimentos e atitudes, quer sejam verdade ou mentira, à opinião pública geral.

Para piorar um pouco (e agora sim vou falar do Frederico Varandas) passámos de alguém que estava próximo dos atletas, mostrando estar a par de todas as suas vicissitudes, vivendo a “vida” do clube com intensidade e envolvimento total, para alguém com um estilo muito diferente… Mais distante, quer-me parecer. Ora essa distância e menor envolvimento poderá significar menos margem para pedir sacrifícios aos outros, menos empatia para facilitar que os outros nos oiçam e nos sigam.

Poderá este silêncio significar que as mensagens não vêm cá para fora ou significar que ninguém está a falar para dentro, nem em público nem em privado.

Exigência igual para todos significa que todos têm o mesmo padrão de medição! Não me passa pela cabeça aceitar que não é pedido o título em todas a modalidades! TODAS!!! Tem de ser! Temos de lutar até à última gota de sangue!

E se discurso não for uniforme para todos, garanto-vos que no final do ano que vem, a única coisa que teremos ganho terá sido mais um ano de idade!

P.S. Na foto de destaque está o atleta do Sporting que melhor representa tudo aquilo que, para mim, deve ser um atleta do nosso clube! Carlos Ruesga Pasarin! Se carregarem no nome dele podem ficar a conhecê-lo um pouco melhor!

Deixo-vos um cheirinho deste jogador:

 

 

 

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2 Comments

  1. Mike

    Concordo em absoluto.

  2. MB

    Deixei de ser sócio na altura em que extinguiram o hóquei, basket e volei. Porém, continuei sempre a acompanhar o andebol e futsal e até a frequentar o estádio, pois tive gamebox de adepto desde a inauguração do novo estádio.

    Voltei a inscrever-me como sócio no dia seguinte à anterior direcção ganhar em 2013 e comprei sempre gamebox desde então. Este ano pela primeira vez não renovei gamebox, nem tenciono comprar.

    Continuo a pagar as quotas, apenas porque sei que vão integralmente para as modalidades, e este ano só estive presente no pavilhão joão rocha a apoiar as modalidades, não pus os pés no estádio e duvido até que vá lá muitas vezes.

    Quanto ao Charly, é incrível ainda mais por ser um espanhol com menos de 3 anos de casa, a forma como ele representa o clube, não só como atleta mas acima de tudo como comunica e transmite o sentimento do que é ser Sporting. É um orgulho ter um atleta assim e já lhe transmiti isso por várias vezes.

    Felizmente no andebol e nas outras modalidades há mais pessoas deste calibre, e é por eles que eu continuo a defender e nunca deixar de amar o Sporting.

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