Ser figura pública tem a sua arte e engenho!

Se a primeira já é difícil, juntem a segunda e dá tudo para se tornar num exemplo da Lei de Murphy: “Qualquer coisa que possa ocorrer mal, ocorrerá mal, no pior momento possível”, resumindo, se existir a mais pequena probabilidade de algo correr mal, vai mesmo correr mal. E com exposição pública diária o desastre é sempre iminente!

Vou ajudar todas as figuras públicas a analisar este seu compromisso com o fracasso premente.

Vamos à arte…

Existe um provérbio português que diz “de médico, de engenheiro e de louco todos nós temos um pouco”.

Eu sempre gostei de ser pragmático nos raciocínios e por isso sempre usei a frase: de médico, de actor e de louco, todos nós temos um pouco…

Essa de sermos todos engenheiros sempre achei um pouco forçada… Até porque originalmente era só médico e louco…

Médicos somos todos de facto, não vale a pena esconder… Quem não tem em casa a sua farmácia particular?

Loucos, sem dúvida. Só o facto de ser figura pública exige um mediatismo que roça sempre algum estado de loucura associado. (No meu caso, por exemplo, assumido e reforçado!)

E actores é uma consequência óbvia de termos de cumprir vários papéis na nossa vida.

E a exposição mediática diária leva a agudizar essa parte teatral. Todos temos de ter essa consciência… até os mais loucos!

teatral

E quando essa faceta teatral é mal conseguida entramos no Princípio de Peter: “Num sistema hierárquico, todo o funcionário tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência”.

E a vida é feita de percepções e essas são criadas pelo nosso comportamento público.

Assim sejam ou não, para o público em geral são aquilo que derem a conhecer.

Por exemplo, este Princípio de Peter foi dado a conhecer em 1969. Era fácil fazer uma piada com esse facto. Até poderia fazer rir algumas pessoas mas a percepção criada seria a de alguém brejeiro e de baixo nível… E no fundo poderia ser apenas alguém sem jeito para fazer piadas…

Percepção versus realidade… Se não consegues que todos te conheçam na realidade (e ninguém consegue isso) percebe que a tua “realidade” será o que os outros pensam de ti.

E agora vamos para o engenho…

carne e ferro

“Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro”. Este é um dos pensamentos de Sigmund Freud que mais devem nortear as figuras públicas. O engenho é somente isto!

Se a arte falha o engenho torna-se uma tarefa ainda mais difícil. Se a arte der a percepção esperada o engenho é só a manter!

Agora, após estas breves notas, já não existe qualquer motivo para uma figura pública falhar… ou talvez não!»