Começo esta crónica por dar os parabéns à equipa de futebol sénior do SCP. Conquistou ontem uma vitória difícil e suada, num jogo muito pouco atractivo, mas que trouxe da Ucrânia os desejados 3 pontos.

Mas não posso deixar de referir que esta equipa parece uma orquestra onde cada elemento toca no seu tom e no seu tempo. Uma má melodia mas com um final triunfal! E com um maestro que não sabe conduzir os excelentes músicos que tem à disposição.

A música é parte fundamental da vida do comum dos mortais. Sem música, tudo perde graça. Creio que todos temos uma banda sonora de vida. Ou aquela música que marca quando é ouvida. Que relembra momentos, acontecimentos gravados na memória.

A música cura. Liberta. Faz rir ou chorar. Sentir. Pode ser usada, com ou sem letra para exprimir o que vai na alma.

Depois há a «música» para os nossos ouvidos. Ou aquela situação em que sentimos que nos estão a querer «dar música». Creio que o momento que estou a viver no Sporting é um desses. Alguém me quer dar música para «acalmar» os meus ouvidos. Eu até gosto de dançar e tenho um ouvido ecléctico, mas só oiço e danço quando me agrada.

E perguntam vocês: «porque raio vem a KukaGR com esta conversa?»… Pois bem meus caros, porque a sensação que tenho é que este Novo Sporting só me está a dar música. E daquela que me recorda as semanas académicas ou os bailes da aldeia: pimba.

No caso da saída da Raquel Sampaio, a melodia está completamente fora do tom. Porquê? Porque não se entende o seu afastamento. Fiquei chocada, com a quantidade de boatos que surgiram nas redes e nos círculos mais próximos, depois da notícia da sua saída começar a circular.

Desde processos disciplinares a zangas constantes com o treinador, li de tudo. Só acho estranho, todos este problemas terem começado exactamente agora, quando a Raquel esteve 3 anos no Sporting, e depois de ter efectuado o excelente trabalho que está à vista de todos.

De referir que li primeiro no Facebook, depois no Twitter, mais tarde nos jornais e até agora… O «sistema de som» do Sporting continua em mute, sem qualquer justificação para o afastamento… Facto consumado, desejo que o Filipe Vedor tenha um bom DJ set para continuar a obra feita.

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Quando penso nos últimos, três meses, percebo que a má música já vem daí, e portanto, ter tido tanta dificuldade em «dançar» ao som do meu Clube. Desde os processos kafkianos, golpes palacianos, «Juntas de Salvação» que só ajudaram a «enterrar», tudo nestes últimos tempos me soa a música de péssima qualidade.

Reparem no caso de Sousa Cintra. O homem, cuja amizade com o presidente arguido é reconhecida pelo próprio, agora é testemunha abonatória no processo dos rivais.

Cintra já veio dizer que não aprovou a situação e que não tem nada a ver com a mesma e que desconhece o motivo pelo qual ter sido arrolado, como pode ler aqui. Ok, até posso admitir que foi arrolado e não teve escolha. Mas porque raio se lembrariam de arrolar Cintra como testemunha?  Que terá ele de abonatório para dizer em relação a este caso? Aqui a música que me querem dar, só me faz tremer, não dançar.

Continuo com a sensação que falta um bom compositor no meu Sporting. Até agora, na minha opinião, Varandas ainda não soube encontrar a afinação do clube. Nem conseguiu que tocasse a música adequada. Pelas últimas atitudes, não me parece que tenha «queda» para as grandes obras, apesar de durante a campanha se ter afirmado como o mais preparado. Só passou um mês. Estou ainda à espera dos primeiros acordes…

Tudo isto só me faz ter saudades de ouvir um bom DJ, daqueles que sabe «ler» a pista ou passar o som adequado consoante a hora do programa da rádio que estamos a ouvir. Resumindo: daqueles bons, que sabe o que faz. Alguém conhece algum?…