No próximo dia 8 de Setembro o Sporting Clube de Portugal vai a eleições.

Normalmente este dia é o culminar apoteótico, e quase catártico, de um processo de escolha, de entre os vários candidatos e programas, por parte dos Sócios. Esta é a base do regime democrático em que vivemos desde 25 de Abril de 1974 em Portugal.

Digo normalmente, porque o do próximo dia 8 é um culminar de um GOLPE PALACIANO, que visou destituir uma Direcção legitimamente eleita e substituí-la por outra mais em linha, ou mais alinhada, com os interesses de quem patrocinou o próprio golpe.

Já o escrevi, em outras crónicas, que este não é o tempo das escolhas políticas, porquanto a Justiça terá de se pronunciar sobre todo o processo de destituição.

E meus senhores, não me venham dizer que a reposição da legalidade e legitimidade institucional é contra os superiores interesses do Clube! Ao afirmarem semelhante coisa, estão a renegar os princípios basilares dos sistemas democráticos por um punhado de trocos ou pela ilusão que a partir de agora viveremos na paz dos anjos.  Estarão, em suma, a validar a premissa que os “fins justificam os meios”.

A única coisa que resultará deste processo eleitoral é o adensar das desconfianças e o ainda maior entrincheiramento das facções existentes! Quem for votar poderá ver o seu voto impugnado e o candidato vencedor, que pode ser o seu, impedido de governar, porque a Justiça decidiu impugnar todo o processo ou uma parte significativa dele.

Entendo que para os golpistas seja necessário manter a aparência de normalidade democrática, instrumentalizando os órgãos de comunicação social para efectuarem o branqueamento de toda a situação e, desta forma, iludirem os Sportinguistas e o país, colocando-os contra qualquer a tentativa de reposição da legalidade e legitimidade, na medida em que esta tentativa seria contrária aos interesses do clube!

Já não entendo porque é que os candidatos, ou pelo menos alguns, compactuam com tudo isto. O que esperam ganhar? Um lugar de Presidente a prazo? Um retirar do tapete debaixo dos pés quando menos esperarem ou quando deixarem de servir os interesses de quem, aparentemente, “comanda os nossos destinos”?

transferir (3)Por todos estes motivos estou a pensar seriamente, e pela primeira vez na minha vida, abster-me de votar nas eleições! Não quero participar em algo que visa branquear o Golpe e destruir a capacidade dos sócios em decidir os destinos do seu Clube. Não quero compactuar com o atropelo estatutário que foi levado a cabo pelo JMS, respectiva MAG, e sus muchachos comissários.

NOVA CASA

Para terminar, gostaria de vos informar que esta foi a última crónica nesta “casa”! A partir de amanhã, dia 1 de Setembro, o Banco de Suplentes muda-se para uma nova morada.

Estaremos em www.bancodesuplentes.com. A quem nos subscreve por email, a mudança será automática. Aos nossos outros seguidores terão de nos seguir no novo espaço.

Saudações Leoninas!