É possível que hajam duas actas da AG de 23? Esta questão levantada por José Preto, advogado de Bruno de Carvalho, na sua justificação do porquê da suspensão dos resultados da AG de 23 de Junho, onde foi votada a destituição do CD liderado por Bruno de Carvalho!

Rita Garcia Pereira já veio tentar responder dizendo que existia uma parte da acta que tinha sido lavrada e certificada pelo notário e outra que seria a acta da Mesa da Assembleia Geral que não teria passado pelas mãos do notário! E que só a primeira teria sido entregue ao tribunal!

Também foi tornado público por José Preto que a Acta somente tinha a percentagem de votantes apurada  e não continha referencia ao número total de votantes, ao número de votantes em cada opção e à forma como se apuraram as percentagens.

Logo de partida assalta-me uma questão! Porque é que vem a Garcia Pereira justificar a questão da Acta e a MAG ainda não se pronunciou sobre este caso? Sim porque é à MAG e ao seu Presidente, o muy Notável, flamboyant infant terrible e Inovador incompreendido do Associativismo português, Jaime Marta (foi ele o inventor da opção “Abstenção” no boletim de voto), que compete vir justificar este imbróglio (é só mais um) jurídico que provocaram!

Como é que a acta pode ser fidedigna daquilo que se passou na AG se não tem as informações mais relevantes do que lá se passou? Que não estivesse plasmado em acta os resultados por mesa ainda entendo! mas não virem os gerais?

E porque é que a acta só foi certificada passados 4 dias do fim da Assembleia? E porque é que os sócios não têm acesso à acta? É  que se não sabem, nós Sócios temos o direito de consultar as Actas do nosso Clube!

Se já tinha muitas dúvidas dos resultados daquela AG, agora fiquei ainda mais desconfiado! Deixo-vos algumas das minhas interrogações:

  1. Porque é que não foram anunciados o total de votantes e votos apurados, quer global quer por opção de voto, como aliás é costume fazer-se, tendo sido somente divulgadas as percentagens de voto em cada opção?
  2. Como é possível que o “Não” não tenha ganho em mesa nenhuma, nem nas mesas mais “Jovens”?
  3. Como é possível que a MAG, sendo parte interessada na votação pois era partidária do “Sim”, tenha podido acompanhar a contagem dos votos?

Para fechar este texto gostaria de vos dizer o seguinte: Nunca, nos meus anos de associativismo, tinha ouvido falar em actas que se dividem em duas partes, sendo uma validada e outra que é a da mesa que não carece de ser validada! isto é mesmo uma novidade para mim. Mas se quiserem o que mais me custa neste processo todo continua a ser a escuridão em que estamos lançados desde que este processo começou. Nada é claro nem transparente! A actuação dos órgãos sociais vai toda na mesma linha! Quanto menos claro melhor!

Estas pessoas que “gerem” o Sporting fazem-no sem terem de prestar contas a ninguém e sem respeito pelos Sócios e pela sua opinião! Aliás este fim de semana, durante o derby, tivemos mais uma prova de quão importante é a nossa opinião! Vendemos a Honra por uma Salva de Prata! Fomos ao beija-mão do Corleone do futebol! Sobre este assunto leiam a crónica de ontem do Paulo Afonso Ramos aqui.

Finalmente entrámos no Sistema!

Era para isto que queriam o Sporting?

José Gil