“Leais ao Sporting” é o lema de campanha de Bruno de Carvalho, um mote coerente com aquilo que foi a sua gestão enquanto Presidente do SCP e com os pilares do seu Manifesto eleitoral.

A Lealdade ao SCP proposta por Bruno de Carvalho passa, entre outros pontos, pela manutenção da participação maioritária do Clube na SAD, pela continuação da aposta nas modalidades e pela defesa do Clube contra os lobbies poderosos que se movimentam à sua volta.

Sobre a “Lealdade” recordo um artigo escrito na revista Time pelo ensaísta e professor americano Roger Rosenblatt, em que aquele refere que, por mais nobre que seja o padrão estabelecido pela lealdade, há demasiado medo, oportunismo e ambição no ser humano para que possamos confiar que a lealdade seja tida em conta no seu comportamento. A visão do professor Rosenblatt sobre as dificuldades do ser humano em ser leal vinham já descritas na própria Bíblia, onde se pode ler: “Os homens serão amantes de si mesmos, . . . desleais, sem afeição natural.” 2 Timóteo 3:1-5.

Bruno de Carvalho foi sempre leal ao SCP, mas esqueceu-se que, como escreveu Rosenblatt, há demasiado medo, oportunismo e ambição no ser humano para que muitos dos que o rodearam conseguissem ser leais ao seu presidente e ao projecto que integraram.

A maior lição que Bruno de Carvalho e que todos nós podemos retirar de tudo o que aconteceu é que, muitas vezes, são aqueles em mais confiamos e que mais estimamos que vão, sem complacência, abusar da nossa própria lealdade e que as pessoas só são leais até ser oportuno deixarem de o ser.